Brasileiro precisa de visto para o Japão? Guia completo para viagem a trabalho

O Japão está entre os destinos mais estratégicos do mundo para negócios, inovação e tecnologia. 

Com empresas líderes em setores como automotivo, eletrônicos, manufatura avançada e inteligência artificial, o país recebe milhares de profissionais estrangeiros todos os anos para reuniões, feiras, eventos, treinamentos e negociações.

Mas uma dúvida ainda é comum entre gestores de viagens e colaboradores que embarcam para o país: afinal, brasileiro precisa de visto para o Japão?

A resposta depende do objetivo da viagem e do tempo de permanência no país. Desde 2023, as regras para entrada de brasileiros no Japão passaram por mudanças importantes, tornando o processo mais simples para determinadas situações.

Neste artigo, você vai entender quais são as exigências atuais para brasileiros viajarem ao Japão a trabalho, quais documentos são necessários, quando o visto é obrigatório e como planejar uma viagem corporativa sem contratempos.

Boa leitura!

Brasileiro precisa de visto para o Japão atualmente?

Na maioria das viagens corporativas de curta duração, não.

Desde 30 de setembro de 2023, cidadãos brasileiros portadores de passaporte comum eletrônico (com chip) podem entrar no Japão sem visto para permanências de até 90 dias, desde que a viagem se enquadre na categoria de curta duração e não envolva atividades remuneradas no país.

Essa medida passou a beneficiar não apenas turistas, mas também profissionais que viajam para:

  • Participar de reuniões de negócios;
  • Realizar visitas corporativas;
  • Participar de feiras e eventos;
  • Comparecer a conferências e palestras;
  • Fazer networking e prospecção comercial;
  • Participar de treinamentos de curta duração.

Ou seja, para boa parte das viagens corporativas internacionais, o visto deixou de ser uma preocupação.

No entanto, é importante entender que a isenção possui limites e não se aplica a qualquer tipo de atividade profissional.

Quando o visto continua sendo obrigatório?

Embora a entrada tenha sido facilitada para viagens de curta permanência, algumas situações ainda exigem a emissão de visto.

O visto continua sendo necessário quando o viajante pretende:

  • Trabalhar no Japão;
  • Receber remuneração de uma empresa japonesa;
  • Permanecer por período superior a 90 dias;
  • Realizar atividades profissionais de longa duração;
  • Fazer intercâmbio ou estudos de longo prazo;
  • Transferir residência para o país.

Em resumo, a isenção vale para visitas temporárias relacionadas a negócios, turismo e atividades similares, mas não autoriza o exercício de trabalho formal em território japonês.

Caso a viagem tenha qualquer característica que ultrapasse o conceito de visitante temporário, é fundamental consultar o consulado japonês responsável pela sua região antes do embarque.

O que mudou nas taxas de vistos japoneses em 2026?

Mesmo que a maioria dos viajantes corporativos brasileiros não precise de visto para visitas de curta duração, uma mudança importante anunciada pelo governo japonês merece atenção.

Em junho de 2026, o Japão aprovou o primeiro reajuste de taxas migratórias em quase cinco décadas. 

A partir de julho de 2026, os valores cobrados para emissão de vistos passam a ser significativamente maiores para estrangeiros que dependem desse tipo de autorização para entrar ou permanecer no país.

Segundo as novas regras, o valor do visto de entrada única passa de 3.000 ienes para 15.000 ienes, enquanto o visto de múltiplas entradas sobe de 6.000 para 30.000 ienes

O governo japonês afirma que a atualização busca refletir quase 50 anos de inflação, mudanças cambiais e aumento dos custos administrativos relacionados à imigração.

Além disso, o país também estuda aumentos em taxas relacionadas à renovação de residência, mudanças de status migratório e solicitações de residência permanente.

Para empresas que enviam colaboradores ao Japão em projetos de longa duração, expatriados ou profissionais transferidos para filiais locais, essas mudanças podem impactar diretamente o orçamento de mobilidade internacional.

Quais documentos são necessários para entrar no Japão?

Mesmo sem a exigência de visto para viagens corporativas de curta duração, os viajantes precisam comprovar o propósito da visita caso sejam questionados pelas autoridades migratórias.

O documento mais importante é o passaporte eletrônico válido. Sem ele, a isenção de visto não se aplica.

Também é recomendável portar documentos que demonstrem claramente o objetivo profissional da viagem, como convites para reuniões, inscrições em eventos, cartas da empresa anfitriã, cronogramas de compromissos ou comprovantes de participação em feiras e congressos.

As autoridades japonesas também podem solicitar informações sobre hospedagem, passagem de retorno e recursos financeiros suficientes para custear a permanência no país durante o período informado.

Embora essas verificações não ocorram com todos os viajantes, estar preparado reduz riscos e torna o processo de entrada muito mais tranquilo.

Como funciona a imigração ao desembarcar no Japão?

Ao chegar ao país, o visitante passará pelos procedimentos de imigração e alfândega normalmente.

Durante a entrevista migratória, os agentes podem solicitar informações básicas sobre o motivo da viagem, local de hospedagem, empresa visitada e período de permanência.

Uma recomendação importante é utilizar o sistema Visit Japan Web, plataforma oficial criada pelo governo japonês para simplificar os procedimentos de entrada. 

Por meio dela, é possível preencher antecipadamente informações de imigração e alfândega, reduzindo filas e agilizando o desembarque.

Para viagens corporativas com agendas apertadas, esse tipo de preparação pode fazer diferença na experiência do viajante.

Dicas para se comunicar durante uma viagem a trabalho ao Japão

Embora grandes centros como Tóquio, Osaka e Yokohama recebam milhões de turistas e profissionais estrangeiros todos os anos, o inglês ainda não é amplamente utilizado em todas as situações do dia a dia. 

Em hotéis de redes internacionais, aeroportos e grandes centros de convenções é comum encontrar equipes que falam inglês, mas em restaurantes tradicionais, pequenos comércios, táxis e estações de transporte, a comunicação pode ser mais limitada. 

Por isso, vale a pena se preparar antes da viagem para evitar contratempos.

Baixe aplicativos de tradução antes de embarcar

Ferramentas de tradução em tempo real podem fazer toda a diferença durante uma viagem corporativa. 

Aplicativos como Google Tradutor, Microsoft Translator e outras soluções com tradução por voz ou câmera ajudam a interpretar placas, cardápios, documentos e conversas rápidas. Também é recomendável baixar os pacotes de idioma para uso offline, garantindo acesso às traduções mesmo sem conexão à internet.

Tenha endereços e informações importantes salvos em japonês

Se precisar pegar um táxi ou pedir orientações, mostrar o endereço escrito em japonês costuma ser mais eficiente do que pronunciá-lo em inglês. 

Antes da viagem, salve no celular o nome e o endereço do hotel, do escritório que será visitado e dos principais compromissos da agenda, preferencialmente em caracteres japoneses. 

Capturas de tela com mapas, reservas e confirmações também facilitam bastante a comunicação.

Aprenda algumas expressões básicas

Não é necessário dominar o idioma para fazer uma viagem de negócios ao Japão, mas conhecer algumas palavras demonstra respeito pela cultura local e costuma ser muito bem recebido pelos japoneses. 

Expressões como “arigatou gozaimasu” (muito obrigado), “sumimasen” (com licença ou desculpe) e “onegaishimasu” (por favor) são utilizadas em diversas situações do cotidiano e ajudam a tornar as interações mais cordiais.

Prefira uma comunicação objetiva

Mesmo quando o interlocutor fala inglês, o ideal é utilizar frases curtas, evitar gírias e falar de forma pausada. 

Em reuniões de negócios, objetividade e clareza costumam facilitar a comunicação, especialmente quando nenhum dos participantes tem o inglês como língua nativa. 

Caso surja alguma dificuldade, recorrer a recursos visuais, como apresentações, mapas ou mensagens traduzidas no celular, costuma ser uma solução prática e eficiente.

Quais os principais desafios da gestão de viagens corporativas internacionais?

Mesmo com a simplificação das regras de entrada, organizar viagens internacionais continua sendo uma atividade que exige atenção.

Entre os desafios mais comuns estão:

  • Controle de orçamento;
  • Aprovações internas;
  • Gestão de reservas;
  • Prestação de contas;
  • Controle de despesas em moeda estrangeira;
  • Alterações de voos;
  • Atendimento emergencial;
  • Cumprimento das políticas corporativas.

Quando esses processos dependem de planilhas, e-mails e fornecedores dispersos, a burocracia pode comprometer a eficiência da operação.

Quais cuidados devem fazer parte do planejamento da viagem?

Uma viagem corporativa ao Japão exige muito mais do que a compra de passagens aéreas.

O país está entre os destinos mais distantes para empresas brasileiras, o que torna o planejamento logístico ainda mais importante. 

Questões como fuso horário, deslocamentos internos, escolha da hospedagem, custos operacionais e alinhamento de agendas precisam ser consideradas com antecedência.

Outro ponto importante é a organização documental. Mesmo com a isenção de visto para viagens de curta duração, é fundamental que o colaborador tenha acesso fácil a todas as informações relacionadas ao objetivo da viagem.

Empresas que mantêm políticas de viagens bem estruturadas conseguem reduzir riscos, controlar custos e oferecer uma experiência muito mais eficiente para seus profissionais em deslocamentos internacionais.

É importante verificar como a empresa aplica regras, além de entender valores, formatos de reembolso e quais documentos você precisa guardar para fazer a auditoria de gastos pós viagem.

Como simplificar viagens corporativas para o Japão com a Onfly

Organizar uma viagem corporativa internacional para o Japão envolve diversos outros processos que vão além das exigências migratórias. 

É preciso gerenciar reservas, controlar orçamentos, garantir conformidade com políticas internas, acompanhar aprovações e oferecer suporte aos colaboradores durante toda a jornada.

Quando esses processos dependem de planilhas, trocas de e-mails e múltiplos fornecedores, a operação tende a se tornar mais lenta, burocrática e suscetível a erros.

É justamente nesse cenário que a Onfly se torna uma aliada estratégica para empresas que realizam viagens corporativas nacionais e internacionais.

Com uma plataforma tudo em um completa e integrada, é possível pesquisar, reservar e gerenciar passagens aéreas, hospedagens, aluguel de carros e demais serviços de viagem em um único ambiente. 

Além disso, a empresa ganha mais controle sobre gastos, aprovações e cumprimento das políticas corporativas.

Para viagens internacionais, como deslocamentos ao Japão, a plataforma oferece mais previsibilidade financeira, centralização das informações e visibilidade em tempo real sobre toda a operação. 

Isso permite que gestores acompanhem cada etapa da jornada sem perder tempo com tarefas operacionais.

Outro diferencial é o suporte humanizado especializado, disponível para auxiliar viajantes e empresas diante de alterações de voos, remarcações, cancelamentos ou qualquer outro imprevisto que possa surgir durante a viagem.

Viajar a trabalho para o Japão pode abrir portas para novos negócios, parcerias estratégicas e oportunidades de crescimento global. A gestão da viagem, porém, não precisa ser sinônimo de burocracia.

Com a Onfly, sua empresa ganha eficiência, economia e segurança para que gestores e colaboradores possam focar no que realmente importa: fazer negócios, criar conexões e gerar resultados.

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Giulia Maia
Giulia Maia

Sou jornalista e trabalho como redatora há mais de 5 anos, com interesse em temas voltados à tecnologia, inovação e criatividade. Estou sempre em busca de novidades do mercado e temas relevantes voltados ao público da Onfly.