As 5 tendências que vão redefinir a gestão de viagens corporativas

grupo madero onfly


A gestão de viagens corporativas passa por uma transformação acelerada. A antiga lógica operacional, marcada por trocas de e-mail, reservas manuais e processos fragmentados, perde espaço para um modelo orientado por inteligência. 

As empresas descobriram que viajar não é apenas movimentar pessoas, mas também alinhar cultura, gerar receita, fortalecer times e reduzir atritos internos.

Nesse cenário, surgem tendências que remodelam a forma como organizações planejam, compram e monitoram suas viagens. Elas estão diretamente ligadas à tecnologia, à retenção de talentos, ao impacto financeiro e ao cuidado com o planeta. 

Neste conteúdo, você encontrará uma análise completa das cinco tendências que direcionam o futuro do setor. Continue a leitura!

1. Tendência #1: O fim do agente humano e a ascensão da booking preditiva e generativa

A primeira mudança está na forma de reservar. A automação deixa de ser apoio e passa a ser protagonista. O que antes dependia de busca manual agora pode ser executado em poucos segundos por sistemas inteligentes.

Antes de avançar para os detalhes, vale entender por que esse movimento ganha força. O volume de viagens aumentou, as equipes estão distribuídas e a pressão por eficiência é maior. A IA se torna o elo entre agilidade e governança.

1.1. O agente de viagem por LLM

A evolução dos modelos de linguagem amplia o conceito de automação. Eles entendem contexto, preferências, políticas internas e restrições financeiras. O viajante informa apenas o que precisa e recebe um itinerário completo.

Isso resolve um problema histórico. A busca manual exige tempo, gera inconsistências e dificulta o controle. Com o agente por LLM, a empresa reduz erros e aumenta a conformidade. As reservas passam a seguir a política desde o primeiro passo.

Outro ponto importante é a personalização. A IA reconhece padrões e adapta sugestões ao comportamento do colaborador. Ela entende horários preferidos, companhias mais usadas e limites de budget. Isso cria uma experiência mais fluida.

1.2. Predictive Booking

A reserva preditiva aparece como extensão natural da automação. Em vez de agir sob demanda, o sistema se antecipa. Ele identifica quando o colaborador costuma viajar, reconhece o melhor momento de compra e sugere opções mais econômicas.

Esse modelo reduz custos e melhora o planejamento financeiro. A empresa não depende apenas do timing do viajante. O processo se torna mais previsível e alinhado ao orçamento anual. Ao mesmo tempo, a experiência fica mais simples para quem viaja.

2. Tendência #2: Travel-as-a-Perk e o uso da viagem para retenção de talentos

A segunda tendência está relacionada à cultura. A viagem corporativa, antes concentrada em vendas e atendimento, passa a ser ferramenta de engajamento. O que move as empresas agora é a conexão entre pessoas.

Esse movimento tem origem no crescimento do trabalho remoto. Times distribuídos precisam de momentos presenciais para alinhamento, inovação e convivência. Por isso, a viagem ganha um novo significado.

2.1. O boom dos offsites e retiros de equipe

Os offsites se consolidaram como espaços de colaboração. Eles substituem o escritório tradicional e criam ambientes de criatividade. As empresas usam esses encontros para refinamentos de estratégia, treinamentos e integração.

Esse novo formato de viagem exige organização. Não é possível gerenciar dezenas de deslocamentos de forma manual. As plataformas precisam atender grupos, controlar pagamentos e garantir que todos viajem dentro da política.

A gestão adequada desses eventos reduz contratempos e fortalece a experiência do time. Isso também impacta a percepção da empresa. Offsites bem estruturados se tornam um diferencial competitivo.

2.2. Bleisure como política padrão

O bleisure deixou de ser exceção. Ele aparece como prática formal que equilibra desempenho e bem-estar. O colaborador estende a viagem para aproveitar alguns dias de descanso. A empresa orienta essa extensão de forma clara.

A política define quem paga o quê, como funciona o seguro e qual é o papel do Duty of Care. Essa organização oferece segurança e reduz dúvidas. O bleisure melhora a satisfação e reforça o posicionamento da empresa como ambiente flexível.

3. Tendência #3: FinOps e multi-currency native na neutralidade cambial

A dimensão financeira das viagens também se transforma. O câmbio se tornou um desafio constante. As empresas buscam alternativas para reduzir volatilidade e trazer mais previsibilidade aos custos.

Essa tendência envolve novas tecnologias de pagamento, integrações financeiras e políticas mais estratégicas. O objetivo é controlar despesas internacionais e mitigar o impacto do IOF e do spread.

3.1. Virtualização de cartões em moeda local

Os cartões corporativos virtuais evoluíram. Agora, eles podem ser emitidos originalmente em outras moedas, como USD ou EUR. Isso elimina conversões sucessivas e reduz custos invisíveis.

A vantagem é clara. O colaborador paga na moeda local e a empresa evita taxas adicionais. O orçamento fica mais preciso e as despesas são registradas sem distorção. Esse tipo de cartão já se integra ao sistema de reembolso e facilita auditorias.

3.2. O fim do processamento PTAX e turismo

A busca por plataformas que usam cotação comercial mostra a maturidade do setor. Empresas querem transparência e previsibilidade. A adoção de IOF reduzido e cotação justa reduz o Custo Efetivo Total da viagem.

Essa mudança impacta compras, negociações e previsões financeiras. A organização passa a ter mais controle sobre gastos internacionais sem depender de modelos tradicionais.

4. Tendência #4: Green Compliance by Default e o carbono nas políticas de viagem

A agenda ESG ganha espaço e se torna parte das políticas internas. O impacto ambiental das viagens entra no processo de aprovação, não só no relatório final. Isso cria uma nova camada de responsabilidade.

O objetivo é equilibrar necessidade, custo e impacto. As empresas assumem compromissos de redução de emissões e buscam ferramentas para apoiar esse movimento.

4.1. Cálculo integrado de pegada de carbono

As plataformas mais modernas já calculam o impacto ambiental antes da compra. O viajante visualiza a emissão e compara com alternativas. Essa informação muda a decisão.

Isso também traz visibilidade para o gestor. O carbono passa a ser um centro de custo e exige monitoramento contínuo. Essa mudança favorece escolhas mais sustentáveis e reforça metas de ESG.

4.2. Green filters e incentivos

As políticas orientam comportamentos. As empresas usam filtros que priorizam rotas com menor impacto, hospedagens certificadas e modais mais sustentáveis. Esses incentivos geram educação e direcionamento.

O objetivo não é limitar a viagem, mas torná-la mais consciente. Essa abordagem reduz emissões e cria padrões de compra alinhados à estratégia ambiental.

5. Tendência #5: Mobility Hubs e a infraestrutura para equipes globais

A globalização do trabalho trouxe novos desafios. A gestão de viagens precisa lidar com colaboradores em diferentes países, horários e legislações. Isso exige novas ferramentas e processos integrados.

A operação demanda visibilidade, compliance e segurança. O objetivo é criar uma infraestrutura capaz de dar suporte global sem aumentar complexidade interna.

5.1. Gestão de nômades digitais e expats

Os deslocamentos permanentes cresceram. Colaboradores trabalham em países diferentes do país-sede e isso altera a lógica de despesas. Cada região tem regras próprias e exige adaptações no processo de pagamento.

A empresa precisa de sistemas que suportem múltiplas moedas, diferentes regimes tributários e políticas flexíveis. Essa estrutura reduz riscos e mantém a conformidade internacional.

5.2. Duty of Care em tempo real e geo-fencing

A segurança ganhou precisão. A geolocalização permite que empresas monitorem riscos locais e enviem alertas específicos. Isso inclui eventos climáticos, protestos ou emergências sanitárias.

O gestor pode acionar protocolos personalizados para cada região. Essa abordagem aumenta o nível de proteção e reduz a exposição da empresa em viagens internacionais.

A decisão é de infraestrutura

O futuro das viagens corporativas não está na reserva. Ele está na infraestrutura que sustenta cultura, câmbio, compliance e mobilidade global. As empresas precisam avaliar se os sistemas atuais acompanham esse novo cenário.

A próxima década será marcada por tecnologia, inteligência e eficiência. Organizações que adotam essas tendências agora reduzem custos, melhoram a experiência do viajante e criam operações mais sustentáveis.

Nesse movimento, soluções completas como a Onfly assumem protagonismo ao integrar reservas, controle financeiro, meios de pagamento, políticas e ESG em um único ambiente.

As mudanças já estão em curso. Avalie sua infraestrutura e entenda se ela suporta esse novo ciclo. Se quiser dar o próximo passo, agende um diagnóstico com a Onfly e descubra como preparar sua empresa para esta nova fase das viagens corporativas!

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Stephani Lima
Stephani Lima