Workation: o que é e guia prático para equipes e empresas

grupo madero onfly

Trabalhar da praia, das montanhas ou simplesmente de um lugar diferente é o sonho de muita gente. A promessa do workation é: você mantém as entregas enquanto vive a experiência de estar em outro destino. A realidade, porém, é que há uma linha tênue entre a liberdade e o caos.

Ao longo deste guia, explicamos o que é workation, para quem faz sentido, os benefícios e os riscos, além de um passo a passo para implementar a prática com segurança e sem romantização. Também indicamos recursos úteis para quem precisa transformar a ideia em prática.

O que é workation?

Antes dos detalhes, vale alinhar alguns conceitos: workation não significa férias e também não é o mesmo que home office tradicional. É uma modalidade de viagem a trabalho em que o colaborador executa suas atividades remotamente enquanto está em outro destino, por um período acordado.

Diferença entre workation, home office e férias

Esse é o ponto de maior confusão. Vamos esclarecer:

  • home office significa trabalhar de casa, com rotina estável e infraestrutura sob controle.
  • férias é o período de descanso formal, sem a obrigação de trabalhar.
  • workation é o meio do caminho, ou seja, trabalho remoto temporário em outro lugar, com metas ativas e calendário de entregas.

Se sua organização já discute modelos de trabalho flexível e o impacto disso na viagem corporativa, este é um bom ponto de partida para enquadrar o tema. Recomendamos a leitura de dois conteúdos que ajudam nesse enquadramento: o conceito de anywhere office e os efeitos do trabalho flexível na viagem corporativa. Para uma visão ampla do fenômeno, vale também este panorama sobre trabalho remoto e workations.

Quem pode aderir (perfis e funções)

Nem todo papel se adapta. Em geral, o workation faz mais sentido para funções com entregas digitais e autonomia de horário. Exemplos práticos:

  • produto, design e engenharia, áreas que exigem foco, mas permitem ciclos de trabalho assíncronos;
  • vendas e sucesso do cliente, sendo viável quando o fuso é compatível com a carteira;
  • marketing e conteúdo, pois atividades criativas se beneficiam de repertório e novas referências.

Perfis que dependem de laboratórios, atividades presenciais ou atendimento em horários rígidos tendem a sofrer mais. O ponto-chave é a compatibilidade entre o relógio de quem viaja e o relógio do time.

Benefícios do workation

As vantagens existem, mas surgem quando há regras claras estabelecidas. A seguir, veja os ganhos mais comuns.

Inspiração e criatividade renovadas

Um ambiente diferente é capaz de mudar seu repertório. Quem escreve, projeta, desenha fluxos ou resolve problemas complexos costuma voltar com novas conexões mentais. Pequenos rituais ajudam, como trabalhar uma manhã num café arejado, caminhar à tarde, revisar à noite. Se o destino for urbano, a curadoria de espaços faz diferença:

Maior engajamento e motivação

Autonomia de verdade e com responsabilidade costuma aumentar a satisfação. O colaborador percebe confiança, ajusta o dia a dia ao seu pico de energia e entrega melhor. Uma prática simples que pode ajudar é agendar reuniões em movimento (caminhando), para alinhamentos rápidos de 15 minutos, por exemplo. Entenda como aplicar no texto sobre reuniões em movimento.

Flexibilidade geográfica

Ao permitir períodos curtos fora da sede, a empresa amplia o leque de destinos sem estourar no custo. Dá para combinar coworking em aeroportos entre conexões, especialmente em agendas com deslocamentos seguidos. Veja quando faz sentido usar coworking em aeroportos, e, para quem estiver em São Paulo, mapeie redes com bom sinal usando o guia de Wi-Fi gratuito.

Desafios e riscos do workation

Nem tudo são fotos com notebook na varanda. Existem riscos que precisam ser antecipados para o workation não virar um gargalo de operação.

Gestão de produtividade à distância

Quando vira “cada um por si”, a produtividade cai. Uma solução é a gestão por entregas: combine o que será feito, como será validado e para quando. Acompanhe resultados verificáveis, e não horas online.

Práticas simples que funcionam:

  1. reunião semanal rápida para priorizar a semana;
  2. check-ins assíncronos no meio da semana;
  3. fechamento na sexta com o que foi entregue e próximos passos.

Se houver horários agendados previamente, como atendimento e sprints, defina janelas de sobreposição mínimas e horários de silêncio para foco profundo.

Infraestrutura de conectividade e fuso horário

Um sinal instável derruba reuniões, uploads e confiança. É obrigação de quem viaja testar a internet do local, mas também ter um plano B. Combine um “kit de conectividade” com: roteador 4G/5G; eSIM local de dados; lista de cafés e coworkings próximos com rede confiável; e, se o destino for SP, este mapa de Wi-Fi gratuito pela cidade

Em conexões longas, tente descansar. Para dicas de ergonomia, rotina e sono, confira nosso artigo como dormir no avião.

O fuso horário é outro ponto sensível. Por isso:

  • informe o fuso no seu calendário;
  • mantenha, quando possível, 2 a 4 horas de sobreposição com o time “fixo”;
  • grave reuniões-chave e deixe decisões documentadas para consumo assíncrono.

Balanço entre lazer e trabalho

Um erro comum é tentar “turistar” em horário produtivo. Para isso, assuma que momentos de lazer entram como janela agendada, sem competir com os rituais do time. Uma boa prática é criar blocos de foco de 90 minutos intercalados com pausas curtas e, ao fim do expediente, uma janela para passeio. Sem culpa e sem pendências!

Como implementar workation na empresa

Agora vamos ao “como”. A implementação prática passa por política clara, expectativas mensuráveis, suporte tecnológico e rotina de comunicação.

Políticas e critérios (quem pode e por quanto tempo)

Antes de liberar o primeiro pedido, publique a política de workation como aditivo à política de viagens. O objetivo é proteger as pessoas e o negócio. A seguir, uma lista de critérios.

  • Elegibilidade: funções e níveis que podem aderir.
  • Duração: períodos típicos (ex.: 7 a 15 dias), frequência anual e intervalo mínimo entre períodos.
  • Destinos: zonas de risco, exigências legais e de segurança.
  • Custos: o que é despesa de viagem a trabalho e o que é gasto pessoal.
  • Infraestrutura: velocidade mínima de internet e local apropriado.
  • Compliance: regras de dados, privacidade e sigilo.
  • Saúde e segurança: cobertura de seguro, canais de emergência.
  • Aprovação: prazos, alçadas e documentação.

Se a sua política de viagens já considera modelos de trabalho flexível, use-a como base e evite criar documentos paralelos.

Definir expectativas claras de entregas

Troque o “horário online” por OKRs, metas ou checklists com critérios objetivos de aceite. Em vez de “fazer campanha X”, escreva “subir campanha X com criativos A/B, orçamento Y e tracking Z, até às 18h de quinta, validado por fulano”. 

Além disso, faça a priorização semanal antes do embarque, repasse dependências e fatie as tarefas para caberem nos blocos que a pessoa terá no destino.

Pequenas rotinas evitam problemas: agenda compartilhada com fuso correto; limites de notificações; gravação de reuniões decisivas; e, quando fizer sentido, reuniões em movimento para destravar pendências rápidas sem prender o time em salas virtuais.

Roteiro prático para o colaborador (checklist)

Ajude seu time a se organizar. A lista abaixo pode ajudar a evitar muitos perrengues.

  • Política e aprovação: confirmar elegibilidade, período e destino; alinhar despesas elegíveis; e salvar contatos de emergência.
  • Planejamento das entregas: fatiar tarefas antes do embarque; criar checklists com critérios de aceite; e mapear dependências.
  • Agenda e fuso: ajustar calendário, sinalizar horários de sobreposição e janela de foco.
  • Conectividade: testar internet do local; providenciar eSIM ou roteador; e listar cafés e coworkings próximos.
  • Segurança: revisar boas práticas de proteção de dados.
  • Saúde e sono: planejar descanso e deslocamentos.
  • Rotina diária: seguir blocos de foco; registrar entregas; e reservar tempo para lazer sem conflito com ritos do time.

Como a Onfly ajuda a tirar o workation do papel

Se sua empresa quer testar workation com controle, comece pelo processo. Use uma plataforma que reúna viagens, aprovações, cartões corporativos e despesas para reduzir atritos e ter visão de ponta a ponta.

Com a Onfly, você configura a política, aprova pedidos, acompanha relatórios em tempo real e evita a bagunça de vários fornecedores. Tudo em um só lugar, com transparência para RH, Viagens e Financeiro.

Feito assim, o workation bem estruturado é um win-win: mais energia criativa e engajamento de um lado, e produtividade e retenção do outro!

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