Checklist para contratar uma agência de viagens corporativas

Contratar uma agência de viagens corporativas parece simples, mas quando a operação cresce, os desafios começam a aparecer.
Muitas empresas ficam presas a contratos rígidos, plataformas antigas e custos inesperados, o que gera atrasos, retrabalho e perda de controle financeiro.
Este guia apresenta critérios essenciais para escolher uma TMC moderna, alinhada à tecnologia, transparência e suporte eficiente. Com esse checklist, sua empresa evita riscos comuns e constrói uma gestão de viagens mais previsível e segura.
A seguir, você encontra os três pilares que orientam uma contratação estratégica. Confira os pontos de atenção e avance com segurança na escolha da sua próxima agência!
1. O pilar tecnológico: plataforma e autonomia (OBT)
Antes de avaliar tarifas ou atendimento, é fundamental analisar a base tecnológica da agência. A plataforma define a experiência do viajante, o nível de autonomia do time e a eficiência do processo de reservas.
Uma TMC (empresa de gestão de viagens corporativas) que não investe em tecnologia força sua empresa a depender de processos manuais. Isso cria gargalos e aumenta custos operacionais. Por isso, o primeiro pilar exige atenção especial.
1.1. A necessidade de self-booking (OBT)
Ao buscar uma TMC, comece verificando se ela oferece uma Online Booking Tool funcional.
Muitas agências ainda trabalham com atendimento por e-mail, o que limita escala e velocidade. A ausência de tecnologia gera dependência do agente e reduz o controle interno.
Antes de fechar contrato, valide:
• A plataforma permite reservar aéreo, hospedagem e mobilidade em um único lugar?;
• O viajante consegue fazer tudo sozinho, dentro da política?;
• O sistema substitui o atendimento manual ou apenas replica o processo antigo?.
Uma OBT eficiente aumenta a autonomia e melhora a experiência do colaborador. Seu time passa a resolver demandas simples sem intervenção, o que reduz o tempo gasto com deslocamentos administrativos.
1.2. Capacidade de integração (APIs)
Após confirmar a existência de uma plataforma, o próximo passo é avaliar sua capacidade de integração. A gestão de viagens precisa conversar com o financeiro e com o ERP da empresa. Caso contrário, você terá dados incompletos ou atrasados.
Use estas perguntas como guia:
• A ferramenta se conecta ao seu ERP, como Omie ou NetSuite?;
• O sistema disponibiliza relatórios em tempo real para o CFO?;
• Os dados precisam ser exportados manualmente ou fluem por API?.
A falta de integração dificulta controles essenciais, como conciliação de despesas, centros de custo e monitoramento de budget. Empresas que buscam eficiência precisam priorizar ferramentas conectadas ao ecossistema corporativo.
1.3. User Experience (UX)
Mesmo com integrações e funcionalidades robustas, uma plataforma pode fracassar se não for intuitiva. Muitos viajantes deixam de usar a ferramenta quando encontram telas confusas ou etapas pouco claras.
Antes de contratar, investigue:
• O fluxo de reserva é simples e rápido?;
• O viajante entende facilmente como pesquisar e finalizar uma compra?;
• A experiência reduz erros ou gera dúvidas constantes?.
Uma boa UX diminui a dependência do time de suporte e aumenta a adoção interna. Quando a plataforma é fluida, a política se cumpre naturalmente e as exceções caem.
2. O pilar financeiro: transparência e custos
Depois de avaliar a tecnologia, é hora de analisar os custos. O pilar financeiro é decisivo para o CFO, já que muitos contratos escondem taxas adicionais ou modelos pouco claros. A previsibilidade é essencial para evitar surpresas.
Antes de avançar, é importante entender que o mercado está passando por transformações. O futuro é das TMCs que unem software, transparência e atendimento 24h, criando uma operação mais eficiente para todos.
2.1. Estrutura de remuneração da TMC
A forma como a agência ganha dinheiro afeta diretamente a transparência do processo. Existem modelos que incentivam a eficiência e outros que criam conflitos de interesse. Modelos baseados em comissão são geralmente os mais opacos.
Entenda as opções mais comuns:
• Fee por transação: valor fixo por reserva executada;
• Fee mensal (SaaS): assinatura estável, independente do volume de viagens;
• Mark-up (comissão): a TMC adiciona uma margem sobre tarifas, reduzindo transparência.
Antes de avançar, verifique se a agência realmente opera com custos expostos. Isso evita incentivos desalinhados e garante que a TMC trabalhe a favor da empresa, não da tarifa que paga mais comissão.
2.2. Taxas ocultas: as red flags
Taxas ocultas são responsáveis pela maioria dos conflitos entre empresas e TMCs. Ao fechar contrato, muitos detalhes passam despercebidos. Só depois a empresa descobre cobranças adicionais por processos simples.
Avalie com cuidado:
• Existe cobrança extra por emissão, reemissão ou cancelamento?;
• Há taxa adicional da TMC em cancelamentos, além da tarifa da companhia aérea?;
• Qual é o prazo real para devolução de créditos de passagens canceladas?.
Taxas pouco claras podem comprometer o planejamento financeiro. É essencial confirmar todas as condições antes de assinar, garantindo previsibilidade para o time.
3. O pilar operacional e de suporte (Duty of Care)
O pilar operacional reúne os critérios relacionados à segurança do viajante, à prevenção de riscos e ao atendimento. Isso é vital para empresas que lidam com viagens frequentes ou equipes em campo.
Antes de entrar nos critérios, vale reforçar que a operação é o ponto onde a TMC mais impacta o dia a dia. Uma agência com suporte limitado ou sem estrutura para crises pode comprometer viagens que envolvem prazos críticos.
3.1. Nível de serviço (SLA) e atendimento 24/7
O primeiro aspecto é a cobertura do atendimento. Viagens acontecem em fusos diferentes, com imprevistos fora do horário comercial. Por isso, confirmar a disponibilidade real da TMC é indispensável.
Na avaliação, considere:
• O suporte funciona 24 horas por dia, todos os dias?;
• O SLA para emergências é claro e mensurável?;
• Existem canais múltiplos de atendimento, como telefone e chat?.
A velocidade da resposta impacta diretamente a experiência do viajante e a reputação interna da área de viagens.
3.2. Compliance e política de viagens
Após verificar o suporte, avalie como a agência lida com o cumprimento da política de viagens. A plataforma deve permitir configurar regras que evitam excessos e compras proibidas.
Verifique:
• A ferramenta bloqueia reservas fora do permitido?;
• Existe um fluxo de aprovação simples e documentado?;
• O gestor consegue acompanhar exceções em tempo real?.
Quando a política depende de análise manual, erros são inevitáveis. Automatizar esse processo reforça o compliance e reduz custos.
3.3. Rastreabilidade e gestão de crises
O último ponto do pilar operacional é o Duty of Care. Empresas precisam saber onde seus viajantes estão, especialmente em situações de risco climático, instabilidade política ou incidentes locais.
Avalie se a TMC oferece:
• Mapa com localização dos viajantes em tempo real;
• Alertas de risco para regiões específicas;
• Suporte imediato em remarcações ou evacuações.
Essa camada de controle protege colaboradores e demonstra maturidade na gestão de viagens.
Transforme sua contratação com critérios sólidos
Escolher uma agência de viagens corporativas vai muito além da tarifa. É uma decisão que envolve tecnologia, transparência financeira e capacidade operacional.
Empresas que seguem este checklist evitam contratos inadequados, reduzem retrabalho e constroem uma operação mais eficiente e segura.
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