Cartões corporativos com milhas ou com cashback? Veja comparativos

Em um cenário em que empresas de todos os portes precisam controlar despesas, otimizar fluxos financeiros e, ao mesmo tempo, escolher os melhores benefícios, os cartões corporativos assumem papel central na rotina financeira.
O surgimento de novas soluções, especialmente entre as fintechs, ampliou o leque de possibilidades.
E, com isso, surge a dúvida: compensa apostar em cartões corporativos com milhas ou é melhor priorizar modelos com cashback e foco em gestão?
A resposta não é universal, porque depende diretamente do perfil do negócio e de seus objetivos.
Neste artigo, você vai entender como funcionam os programas de milhas corporativas de verdade, as diferenças entre pontuação para CPF e CNPJ, quem é o dono das milhas, e como bancos tradicionais e fintechs se diferenciam.
Também veremos como comparar cartões de forma prática e quando faz mais sentido escolher milhas ou gestão/cashback.
Vamos lá?
Como funcionam (realmente) os programas de milhas para empresas
Os programas de milhas corporativas podem parecer simples à primeira vista, mas envolvem detalhes importantes que impactam diretamente a gestão financeira.
Uma das principais confusões está na diferença entre acumular pontos no CPF e no CNPJ.
Quando a pontuação vai para um CPF, mesmo que o gasto tenha sido realizado em nome da empresa, as milhas passam a pertencer à pessoa física — normalmente um sócio ou colaborador.
Esse modelo é comum em pequenos negócios, mas pode gerar conflitos internos, já que o benefício fica com a pessoa enquanto o gasto é corporativo.
Já nos programas voltados para CNPJ, a lógica muda completamente.
Aqui, os pontos pertencem à empresa e podem ser utilizados para reduzir custos, especialmente em viagens corporativas.
Além disso, programas empresariais são geralmente mais robustos, com regras claras e benefícios adicionais. No contexto de governança, compliance e organização financeira, pontuar no CNPJ é muito mais alinhado às boas práticas.
Do ponto de vista jurídico, a regra é simples: a titularidade das milhas pertence ao dono do cartão que realizou o gasto.
Quando a empresa permite que colaboradores usem cartões pessoais para despesas de trabalho, cria-se um cenário de risco para auditorias, já que a empresa ressarce gastos que geram benefícios privados.
Isso pode ser interpretado como vantagem pessoal financiada com dinheiro corporativo (o que, dependendo do caso, pode trazer implicações fiscais). Por isso, cada vez mais empresas optam pela centralização das despesas em cartões corporativos PJ.
H2: Bancos tradicionais vs. fintechs
No universo de cartões corporativos, há essencialmente dois perfis de oferta: os fornecedores tradicionais, geralmente bancos consolidados, e as fintechs, que oferecem soluções mais tecnológicas.
Cada um tem vantagens e desvantagens dependendo do perfil e necessidades da empresa.
Os bancos tradicionais costumam oferecer cartões com programas de milhas ou recompensas interessantes, como salas VIP, seguros e recompensas de viagem.
Em geral, esses cartões podem oferecer limites mais altos, o que ajuda empresas com gastos expressivos.
Entretanto, esse perfil pode vir acompanhado de taxas (anuidades) e de uma burocracia maior para emissão ou adição de novos cartões, dependendo da instituição e do plano contratado.
A flexibilidade no controle de gastos ou emissão de múltiplos cartões por colaborador nem sempre é o ponto forte.
Já no caso das fintechs, o processo é muito mais simplificado e tende a ter menos lacunas burocráticas, com trâmites realizados online e etapas simplificadas de gestão de cartões corporativos, além de cashback ao invés de milhas.
A seguir, elencamos os principais cartões de bancos tradicionais e de fintechs:
Cartão American Express Corporate Platinum
O cartão American Express Corporate Platinum é um dos exemplos mais robustos de cartão corporativo focado em milhas e recompensas.
Ele participa do programa de pontos Membership Rewards, que permite acumular pontos em nome da empresa (CNPJ) ou do portador, dependendo da configuração.
Além disso, os colaboradores garantem acesso a salas VIP em aeroportos e seguro em viagens de negócios.
Cartão Itaú Empresas
O Itaú também oferece opções de cartão para empresas, com bandeiras Visa ou Mastercard. Seus cartões corporativos permitem que a empresa tenha controle de portadores, emissão de cartões adicionais e gestão de gastos por colaborador.
Entre os benefícios do cartão corporativo Itaú Empresas estão a possibilidade de definir limites por portador, criação de cartões virtuais e participação de programas de pontos, quando a empresa opta por acumular recompensas.
No entanto, a anuidade e a manutenção do programa de pontos variam conforme o uso e o faturamento: há versões com isenção da anuidade no primeiro ano, com exigência mínima de movimentação; já para permanecer no programa de pontos, a empresa pode pagar uma anuidade ou mensalidade mais alta.
Cartão Ourocard Empresarial
O Ourocard Empresarial Elo, oferecido pelo Banco do Brasil para empresas, é uma opção que mistura flexibilidade corporativa com programa de recompensas adaptável.
Uma das características de destaque é o desconto progressivo de anuidade (DPA): quanto mais a empresa utiliza o cartão, menor pode ser a anuidade — podendo, em certos casos, chegar a 100% de isenção com base no volume de gastos.
No campo de recompensas, o Ourocard Empresarial Elo se conecta a programas de pontos que permitem acumular créditos conforme os gastos da empresa.
Isso significa que, além de servir como instrumento de pagamento e controle de despesas, o cartão pode oferecer recompensas que, dependendo da política da empresa, podem ser convertidas em milhas, cashback ou outros benefícios.
Mas, um dos pontos fracos desse serviço é o atendimento ao cliente e a burocracia para a aprovação de novas linhas de crédito ou para o aumento do limite, de acordo com o site Reclame Aqui.
Cartão Conta Simples
A Conta Simples é uma alternativa fintech para empresas que querem simplicidade e gestão de gastos eficiente.
Ela permite a criação de múltiplos cartões corporativos físicos ou virtuais associados à mesma conta, com definição de limites, divisão por centros de custo, e categorização automática de despesas — recursos interessantes para empresas com vários colaboradores ou despesas fragmentadas.
Além disso, a Conta Simples oferece cashback sobre os gastos corporativos, o que traz retorno financeiro direto à empresa, diferente da lógica de milhas ou recompensas de viagem.
Mas é fundamental testar as funcionalidades e verificar se a qualidade do suporte e a estabilidade do serviço atendem às suas expectativas antes de migrar toda a sua operação.
Cartão Brex
Embora a Brex seja uma fintech norte-americana voltada especialmente para startups e empresas de tecnologia, sua proposta ilustra bem o modelo de cartões corporativos modernos.
O foco do cartão é em gestão de despesas, emissão rápida de cartões virtuais e físicos, controle centralizado, automações, integração com ferramentas financeiras e políticas de gastos customizáveis por colaborador ou departamento.
Os cartões da Brex não têm anuidade pesada ou exigência de garantias pessoais, e permitem escalar o número de cartões conforme a necessidade da empresa.
Esse tipo de solução tem ganhado cada vez mais atenção por oferecer praticidade, controle real de gastos e eliminar processos manuais de prestação de contas.
Porém, essa opção deve ser avaliada com cautela por empresas fora dos EUA (ou sem operação internacional), pois a compatibilidade e aceitação podem variar.
Cartão corporativo Onfly

A Onfly é uma fintech focada em gestão de viagens, despesas corporativas e controle financeiro para empresas.
Ela oferece cartão corporativo (físico ou virtual) conectado a uma conta digital, voltado para controle interno, transparência e automação.
Um diferencial das funcionalidades da Onfly é o Spend Control, que permite às empresas definir limites de gastos por cartão, por categoria de despesa (hospedagem, transporte, alimentação etc.), horários e até áreas ou equipes específicas… tudo isso via app.
Além disso, a Onfly permite emissão rápida de cartões (físicos ou virtuais), múltiplos cartões para diferentes colaboradores ou centros de custo, categorização automática de despesas, integração com ERPs e sistemas corporativos, e facilita a conciliação e prestação de contas.
Para organizações que priorizam gestão de despesas, automação, clareza contábil e escalabilidade, a Onfly representa uma proposta muito alinhada ao perfil moderno de controle financeiro.
Critérios de comparação: o que colocar na planilha
Ao comparar cartões corporativos de bancos tradicionais e de fintechs para definir a melhor opção, montar uma planilha com critérios objetivos ajuda a visualizar as diferenças de forma rápida.
Confira abaixo os principais pontos que sua empresa deve analisar ao comparar opções:
| Critério | O que avaliar |
| Anuidade e tarifas | Verifique se há anuidade, tarifas de emissão, manutenção, saques ou serviços extras. |
| Limite de crédito | Como o limite é definido? É fixo, variável ou baseado no fluxo financeiro da empresa? |
| Processo de aprovação | Tempo de aprovação, exigência de documentação, necessidade de garantias e análise CNPJ. |
| Integração com ERPs | Confirme se o cartão se integra ao ERP da empresa (Omie, Conta Azul, Totvs etc.). |
| Gestão de despesas | Funções como categorização automática, notas fiscais anexadas, centros de custo, regras de uso. |
| Cartões virtuais | Disponibilidade, quantidade ilimitada ou limitada, validade e controles avançados. |
| Benefícios e recompensas | Programas de pontos/milhas, cashback e vantagens corporativas. |
| Controle e segurança | Limites por colaborador, bloqueio imediato, parametrização por tipo de gasto. |
| Relatórios financeiros | Tipo de relatório disponível: detalhado, exportável, automatizado. |
| Facilidade de uso | Qualidade do app e plataforma web, usabilidade para o time financeiro e colaboradores. |
| Atendimento e suporte | Canais de atendimento, tempo de resposta e disponibilidade. |
| Cobertura internacional | Se o cartão funciona fora do Brasil, taxas para compras internacionais e conversão. |
Assim, é possível avaliar os pontos mais importantes de cada solução e definir a opção que mais se encaixa no seu tipo seu negócio.
Quando escolher milhas e quando escolher cashback?
A escolha entre milhas e gestão/cashback depende do tipo de operação da empresa.
Empresas com gastos muito altos em dólar, poucas pessoas habilitadas a viajar e interesse real em benefícios premium tendem a se beneficiar mais de cartões focados em milhas.
Normalmente, são organizações em que os sócios concentram a maior parte dos gastos e a gestão de despesas é feita manualmente sem grandes problemas.
Por outro lado, empresas em crescimento, como startups e negócios com equipes maiores, geralmente precisam de múltiplos cartões, controle rígido de limites e conciliação automática.
Nesses casos, o modelo focado em gestão e cashback se mostra muito mais eficiente. Além da economia operacional, há um ganho real de liquidez, um ponto fundamental para empresas que gerenciam caixa de forma estratégica.
Em resumo, milhas fazem sentido quando o foco está em benefícios pessoais ou viagens internacionais frequentes; já o cashback e a gestão de despesas são ideais para quem busca eficiência, transparência e escalabilidade.
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