Cartão corporativo no exterior: vale a pena usar?

O uso do cartão corporativo internacional é comum entre empresas que precisam agilizar o pagamento de despesas em viagens. Ele oferece praticidade, organização e segurança.
Mas existe um fator decisivo nessa escolha: o custo cambial. É nesse ponto que muitas empresas descobrem que praticidade e custo nem sempre caminham juntos.
Este conteúdo apresenta uma análise clara sobre as vantagens operacionais e os custos financeiros, incluindo um ponto crítico que gera muita confusão: que o dólar do Google não é o dólar da fatura.
Continue a leitura e entenda como evitar surpresas e a tomar decisões mais conscientes sobre gestão de despesas internacionais!
A conveniência do cartão paga o custo extra das taxas?
Muitas empresas acreditam que sim, especialmente quando consideram o ganho operacional. Mas outras veem no IOF, no spread e na variação cambial um risco relevante para o orçamento.
O equilíbrio depende da maturidade financeira da empresa e do volume de viagens internacionais. A seguir, veja um panorama completo.
1. As vantagens: por que o cartão ainda é a opção favorita
Os cartões corporativos se destacam na rotina de viagens por unirem controle, agilidade e segurança. Eles eliminam retrabalhos e entregam informações em tempo real, o que ajuda áreas financeiras que atuam com processos bem estruturados.
1.1. Centralização e fim do reembolso
Antes de avançar para segurança, vale entender por que a centralização é um dos maiores ganhos. O colaborador deixa de transportar grandes quantias em espécie, o que reduz riscos e simplifica deslocamentos.
Além disso, acaba a dependência de planilhas e conversões manuais. A empresa passa a receber todas as transações na fatura digital, com categorização automática.
Isso elimina divergências entre a data da compra e a conversão realizada dias depois, quando o funcionário retorna ao Brasil. A área financeira ganha em organização, rastreabilidade e precisão.
1.2. Segurança e bloqueio imediato
A segurança é um fator crítico em viagens internacionais e merece atenção. O cartão pode ser bloqueado imediatamente pelo app em caso de perda ou roubo. Essa proteção reduz exposição a fraudes e garante mais tranquilidade para o viajante.
Cartões internacionais das categorias Platinum e Black também oferecem seguros de viagem, assistência médica e cobertura de emergência. Esses benefícios reduzem custos imprevistos e trazem mais confiança para equipes que viajam com frequência.
1.3. Previsibilidade contábil
Outro ganho relevante é a previsibilidade. As despesas ficam registradas digitalmente, evitando extravio de notas e garantindo consistência nos relatórios financeiros.
Essa previsibilidade facilita auditorias e acelera o fechamento contábil, especialmente quando há despesas em moedas diferentes.
Empresas que precisam de controle fino de centros de custo se beneficiam desse nível de organização, já que a visibilidade das despesas torna o planejamento mais preciso.
2. As desvantagens: onde o dinheiro desaparece na prática
Apesar dos ganhos operacionais, o custo financeiro do cartão corporativo internacional é uma preocupação legítima. Esses custos aparecem na fatura, muitas vezes de forma silenciosa.
2.1. O Custo Brasil: IOF do cartão internacional
Antes de entender o spread, é essencial explicar o IOF. Historicamente, o IOF para compras internacionais no cartão era de 6.38 por cento, uma das maiores alíquotas do mercado.
Em 2022, o governo definiu um cronograma oficial para zerar a taxa até 2028. As reduções ocorrem anualmente.
A alíquota segue o seguinte calendário:
• 2023: 5.38 por cento;
• 2024: 4.38 por cento;
• 2025: 3.38 por cento;
• 2026: 2.38 por cento;
• 2027: 1.38 por cento;
• 2028: 0 por cento.
Ser preciso nesses valores é importante porque muitas equipes financeiras ainda trabalham com a referência antiga. Mesmo em queda, o IOF ainda representa um custo relevante em 2024 e continuará impactando os valores de fatura até sua eliminação definitiva.
A comparação com papel-moeda costuma surgir nessa discussão. Embora o IOF do dinheiro vivo seja menor, ele compromete a rastreabilidade, aumenta riscos e reduz o controle das despesas. Isso reforça a necessidade de equilibrar custo e eficiência.
2.2. O vilão silencioso: spread bancário
Agora que o IOF está claro, é essencial explicar o spread. Ele é a diferença entre o Dólar Comercial (PTAX) e o Dólar Turismo, usado pelos bancos para conversão de compras internacionais.
O que isso significa na prática?
Significa que o dólar que aparece no Google não é o dólar da fatura. O Google exibe a cotação do Dólar Comercial, referência do mercado de câmbio interbancário.
Mas a maioria dos bancos utiliza o Dólar Turismo, mais caro, por incluir custos operacionais, margem de lucro e ajustes internos.
Essa diferença pode adicionar 4 a 6 por cento ao valor de cada compra. É por isso que muitos viajantes têm a sensação de que “a fatura veio maior que o esperado”, mesmo quando fizeram contas rápidas usando a cotação exibida na internet.
Essa falta de clareza é uma das maiores reclamações de usuários desavisados. Por isso, entender essa diferença é fundamental para qualquer empresa que queira controlar gastos internacionais.
2.3. Variação cambial e o risco da fatura
Antes de concluir a análise de custos, vale observar o impacto da variação cambial. Ao comprar em uma moeda e pagar semanas depois, a empresa assume o risco de ver essa moeda subir no período.
Esse risco é especialmente crítico em cenários de instabilidade econômica.
O Banco Central permite que bancos travem a cotação no dia da compra, mas a oferta dessa funcionalidade é limitada. Na prática, a maioria das empresas continuam expostas às oscilações de mercado.
Essa imprevisibilidade dificulta o planejamento financeiro e pode comprometer orçamentos rígidos, principalmente em viagens recorrentes.
Então, vale a pena usar cartão corporativo internacional?
Para muitas empresas, sim. Os ganhos de eficiência, visibilidade e segurança tendem a superar os custos, especialmente em operações estruturadas. Mas para negócios com forte controle cambial, os custos podem pesar mais do que os benefícios.
O ideal é analisar cada viagem com base em três fatores: volume de despesas, destino e moeda. Essa análise ajuda a encontrar o ponto de equilíbrio entre praticidade e impacto financeiro.
Como a tecnologia ajuda a reduzir riscos e custos
Plataformas modernas de gestão de viagens e despesas trazem mais previsibilidade ao permitir controle em tempo real. Com ferramentas como o Controle Avançado de Uso do Cartão, a empresa pode definir limites, horários e estabelecimentos permitidos.
Esse nível de controle reduz surpresas na fatura e protege o orçamento.
Além disso, relatórios automatizados facilitam a identificação de padrões de gastos e ajudam a encontrar oportunidades de economia.
Quando o cartão corporativo internacional realmente vale a pena
O cartão corporativo internacional oferece benefícios significativos em segurança, centralização e organização. Esses ganhos tornam o processo mais eficiente e reduzem falhas operacionais.
Ao mesmo tempo, é essencial acompanhar custos como IOF, spread bancário e variação cambial, que podem impactar diretamente o orçamento de viagens.
Uma análise equilibrada ajuda a definir quando o cartão é vantajoso e quando ajustes de política são necessários.
Com o Cartão Onfly, a empresa mantém todos os ganhos de praticidade do pagamento internacional, mas com um diferencial decisivo: controle avançado de regras, bloqueios em tempo real, limites por categoria e visibilidade imediata de cada transação.
Essa combinação reduz riscos, aumenta previsibilidade e dá segurança para operar no exterior sem surpresas na fatura.
Se sua empresa busca mais controle e eficiência nas viagens internacionais, conheça o Cartão Onfly e veja como a tecnologia pode transformar sua gestão de despesas!

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