Variação cambial: o que é, como calcular e impactos nas viagens corporativas

Você já deve ter notado como o preço de produtos importados, como um iPhone ou um perfume, muda de tempos em tempos. 

Isso também acontece em viagens internacionais. Um dia, a diária do hotel parece justa; no outro, o valor da mesma reserva aumenta sem aviso. 

A explicação está na variação cambial: o sobe e desce no valor das moedas estrangeiras.

Essa oscilação não é um mistério: ela reflete o quanto o real vale em relação a outras moedas, e esse valor muda o tempo todo. 

E essa oscilação também é refletida em viagens corporativas fora do país. Mas como é possível reduzir riscos e minimizar gastos em uma situação como essa?

A gente te conta tudo nesse artigo. Vamos lá!

O que é variação cambial?

A variação cambial é a diferença no valor entre duas moedas ao longo do tempo.

Vamos imaginar o seguinte cenário: hoje, o dólar está a R$ 5,36, e amanhã ele passa para R$ 5,56. 

Essa diferença de vinte centavos representa a variação cambial — e ela afeta tudo o que envolve transações internacionais, desde importações até o custo da sua próxima viagem de negócios.

Quando a moeda estrangeira se valoriza em relação ao real, as despesas em dólar, euro ou libra ficam mais caras. E o contrário também é verdadeiro: se o real ganha força, os custos em moeda estrangeira diminuem.

Variação cambial ativa e passiva: qual a diferença?

A variação cambial ativa ocorre quando há ganho com a valorização da moeda estrangeira. Por exemplo, quando uma empresa recebe em dólar e o câmbio sobe antes da conversão.

Já a variação cambial passiva é o oposto: quando a moeda estrangeira se desvaloriza, e isso representa uma perda financeira.

Em viagens corporativas, essas variações influenciam diretamente o orçamento, principalmente em passagens, hospedagens e adiantamentos feitos em moeda estrangeira.

H3: Qual a diferença entre variação cambial e taxa de câmbio?

A taxa de câmbio é o valor de uma moeda em relação a outra. Por exemplo: 1 dólar equivale a R$ 5,36.

Já a variação cambial é a mudança dessa taxa ao longo do tempo. Ou seja, para calculá-la, é preciso definir um período e fazer um pequeno cálculo.

Vamos a um exemplo prático: no dia 5 de outubro, o dólar valia R$ 5,16. Um mês depois, o dólar passou a valer R$ 5,36. Nesse intervalo, a variação cambial foi de R$ 0,20.

Em resumo: o câmbio é o “valor agora”; a variação é o “antes e depois”, comparando um determinado intervalo de tempo.

Tipos de câmbio 

Os tipos de câmbio mais comuns são:

  • Câmbio fixo: o governo define e mantém o valor da moeda, com pouca oscilação;
  • Câmbio flutuante: o mercado define o valor com base em oferta e demanda — é o modelo usado no Brasil;
  • Câmbio híbrido: mistura elementos dos dois sistemas, com intervenções pontuais do governo para conter oscilações extremas.

O que causa a variação cambial?

A variação cambial é resultado de diversos fatores econômicos e políticos. E, muitas vezes, resume as expectativas do mercado financeiro. 

Entre os principais fatores que influenciam o câmbio, estão:

  • Política monetária: decisões do Banco Central sobre juros e controle de moeda em circulação;
  • Inflação: quanto maior a inflação, menor o poder de compra da moeda, o que pode desvalorizá-la;
  • Taxa de juros: juros altos atraem investidores estrangeiros, valorizando o real; juros baixos fazem o contrário;
  • Crises internacionais: instabilidades políticas e econômicas globais causam fuga de capital para moedas consideradas mais seguras, como o dólar;
  • Expectativa de mercado: rumores e previsões sobre economia e eleições também influenciam o câmbio.

Em resumo, o que faz o dólar subir ou cair é um conjunto de forças — muitas delas fora do nosso controle direto. 

Mas entender esses movimentos ajuda a tomar decisões mais conscientes no mundo das viagens corporativas.

Como a variação cambial impacta as viagens corporativas?

Para empresas que realizam viagens internacionais, a variação cambial é um fator que pede bastante planejamento.

Quando o dólar sobe, aumentam os custos de passagens, hospedagens e alimentação. Um orçamento feito em janeiro pode ficar defasado em março se a cotação mudar significativamente.

Além disso, despesas em moeda estrangeira — como adiantamentos ou reembolsos — podem sofrer diferenças cambiais entre o dia do gasto e o dia do fechamento da fatura. 

Em grande escala, isso afeta o controle financeiro e o planejamento de viagens.

Além disso, calcular o reembolso de despesas feitas em moeda estrangeira pode ser muito mais difícil, dificultando a vida tanto de viajantes quanto de gestores financeiros.

Por outro lado, a valorização do real pode representar uma oportunidade: é o momento ideal para negociar contratos internacionais e antecipar pagamentos em moeda estrangeira, aproveitando um câmbio mais favorável.

Como calcular a variação cambial

Para calcular a variação cambial nas despesas de uma viagem, siga estes passos:

  1. Registre a taxa de câmbio no momento da compra de algum produto ou da reserva de algum serviço;
  2. Anote a taxa vigente no momento do pagamento ou reembolso;
  3. Calcule a diferença entre as duas taxas e aplique-a sobre o valor gasto para identificar o impacto da variação.

Aqui vai um exemplo que deixa tudo mais claro: uma empresa reservou um hotel fora do Brasil com a cotação de US$ 1,00 = R$ 5,10. No momento do pagamento, o dólar subiu para R$ 5,36.

Se considerarmos que o valor da hospedagem é de US$ 1.000 e calcularmos a variação do dólar, que totaliza R$ 0,26, multiplicamos esses dois valores e temos a variação cambial de R$ 260.

Isso significa que, devido à valorização do dólar, a empresa gastou R$ 260 a mais do que o valor inicialmente planejado.

Como minimizar os riscos da variação cambial?

A variação cambial é inevitável, mas pode ser administrada com planejamento. Conheça algumas práticas ajudam a reduzir os impactos:

  • Compre moeda aos poucos: em vez de converter tudo de uma vez, divida as compras ao longo do tempo para equilibrar o câmbio médio;
  • Use cartões multimoeda: eles permitem gerenciar diferentes moedas e reduzem o impacto da flutuação do dólar na hora do pagamento;
  • Política de viagens bem definida: adicione em sua política de viagens um capítulo que padroniza gastos e reembolsos em moeda estrangeira;
  • Monitore o câmbio com frequência: acompanhar os indicadores ajuda a antecipar tendências e evitar surpresas.

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Giulia Maia
Giulia Maia

Sou jornalista e trabalho como redatora há mais de 5 anos, com interesse em temas voltados à tecnologia, inovação e criatividade. Estou sempre em busca de novidades do mercado e temas relevantes voltados ao público da Onfly.