Realocação de funcionários: guia completo de planejamento, pacote e execução

A realocação de funcionários é uma estratégia de mobilidade para aproveitar melhor talentos, ajustar estruturas e acelerar projetos sem abrir um novo recrutamento. Em termos práticos, realocar é redistribuir pessoas – em cargos, unidades, cidades ou países – para onde elas geram mais valor.

Com mercados voláteis e metas apertadas, as empresas recorrem à realocação para manter competitividade e agilidade operacional. O ganho vai de economia com contratações a desenvolvimento acelerado de quem é realocado para novas missões.

O que é realocação de funcionários?

Realocação é a movimentação planejada de colaboradores para outros cargos, setores, filiais ou localidades, de forma temporária ou definitiva. É uma maneira de alocar competências onde a demanda é maior, com menor curva de rampagem e mais controle de custos.

Tipos de realocação

Há três categorias mais comuns:

  1. realocação interna, com troca de cargo, equipe ou projeto na mesma localização. Exige onboarding e integração para produtividade rápida;
  2. realocação geográfica, com transferência entre cidades ou estados, mantendo o país de origem. Envolve transporte, moradia e custos de mudança;
  3. realocação internacional, com mudança de país, demandas extras de imigração, vistos e adaptação cultural.

Diferença entre realocação e expatriação

Nem toda realocação internacional é uma expatriação, mas toda expatriação é um tipo de realocação para outro país. A realocação é o guarda-chuva, enquanto a expatriação é o subconjunto internacional com regras e benefícios mais robustos.

Por que adotar realocação?

Essa decisão costuma vir de expansão, reestruturação, abertura de filiais ou da necessidade de habilidades específicas em outro time ou unidade. Em vez de contratar do zero, a empresa movimenta quem já domina a cultura, os processos e o produto.

Vantagens para a empresa

Os ganhos aparecem em diferentes frentes, como redução de custos de contratação e treinamento, manutenção do conhecimento crítico, flexibilidade para responder ao mercado e capacidade de levar a mesma excelência para novas praças. Tudo isso fortalece a retenção e a carreira interna.

Benefícios para o colaborador

Do lado do colaborador, a realocação abre portas para novos desafios, ampliação de repertório, visibilidade e aceleração de carreira. Em mudanças internacionais, somam-se idioma, repertório multicultural e networking global.

Etapas do processo de realocação

Processos sólidos evitam problemas e imprevistos. Pense em quatro etapas que se retroalimentam.

1. Diagnóstico da necessidade e identificação de cargos

Comece pelo porquê: qual objetivo de negócio demanda a realocação? Qual lacuna de competências queremos resolver? Mapeie funções, perfil requerido e impacto financeiro/operacional. É aqui que a empresa decide se a movimentação será interna, geográfica ou internacional e em qual nível de pacote.

2. Planejamento e definição de pacote

Com a necessidade clara, levante custos, prazos, riscos e a complexidade da mudança e adicione tudo na política de realocação. Se a organização já tem uma política e um pacote de realocação por níveis (básico, intermediário e avançado), faça o enquadramento. Sem política? É hora de criar (veja adiante).

Execução (logística, mudança e treinamentos)

Na mudança geográfica/internacional, providencie transporte, moradia temporária, frete de bens e trâmites de imigração. Em realocação interna, foque em integração, mentoria e treinamentos para acelerar a produtividade no novo escopo.

Monitoramento e adaptação

Acompanhe a adaptação, desempenho e bem-estar do colaborador (e família, quando aplicável). Ajustes pontuais de escopo, suporte emocional ou reforço de benefícios podem ser decisivos para o sucesso da transferência.

O que incluir no pacote de realocação

O pacote de realocação é o conjunto de benefícios e assistências para cobrir (ou reduzir) os custos da mudança. Ele deve ser transparente, com escopo e limites claros, e ajustado à senioridade, complexidade e destino.

Transporte e logística

Benefícios comuns:

  • passagens para a mudança;
  • auxílio mudança (embalagem, frete e transporte de bens);
  • passagens periódicas de visita à cidade de origem (quando fizer sentido).

Moradia temporária e subsídio

  • Acomodação temporária em hotel durante a busca;
  • subsídio de moradia por período definido;
  • subsídio de alimentação na transição.

Auxílios adicionais

  • vistos, permissões de trabalho e residência;
  • assistência médica e seguros;
  • escola/creche para filhos;
  • apoio à recolocação do cônjuge;
  • curso de idiomas, adaptação cultural e mentoria de integração;
  • apoio emocional ou psicossocial.

Quais modalidades (reembolso, quantia fixa, faturamento direto)

Há três modelos principais para viabilizar o pacote:

  1. Quantia fixa, no qual a empresa define um valor fechado para cobrir despesas. Exige estudo e costuma ser mais adequado para mudanças simples e cargos de confiança;
  2. Reembolso, em que o colaborador paga, apresenta comprovantes e recebe de volta. Precisa de teto, regras claras e boa ferramenta de expense;
  3. Faturamento direto, no qual fornecedores contratados cobram a empresa. Requer parceiros confiáveis e governança sólida.

Política de realocação: como estruturar

A política de realocação formaliza critérios, benefícios, processos e responsabilidades. Com regras bem definidas, o programa ganha previsibilidade, conformidade e justiça interna.

Boas práticas para documentar:

  • critérios de elegibilidade (nível, desempenho e tempo de casa);
  • tipos de realocação cobertos (interna, geográfica e realocação internacional/expatriação) e respectivos benefícios;
  • níveis de pacote (básico, intermediário e avançado) e limites por item;

Como a Onfly ajuda no all-in-one da realocação

A realocação mexe com viagem, hospedagem, adiantamentos, cartões e gestão de despesas. Centralizar isso em uma única plataforma reduz retrabalho e dá visibilidade.

A Onfly oferece cartões corporativos (físicos e virtuais) vinculados ao CNPJ, com regras de uso por setor ou colaborador; integração com ERP; acompanhamento em tempo real; e conciliação automatizada, tudo dentro de uma mesma plataforma que também unifica gestão de viagens e reembolsos.

Para empresas que operam por centro de custo, a Onfly permite organizar os gastos por departamento, projeto ou evento, amarrando cada transação ao orçamento correto e facilitando aprovação, análise e auditoria.

Na prática, isso significa:

  • cartões por departamento com limites e categorias configuráveis;
  • acompanhamento de gastos em tempo real e bloqueios automáticos;
  • integração contábil para reduzir erros e acelerar a conciliação;
  • centralização das viagens e despesas no mesmo lugar, com política aplicada.

Links úteis para realocação internacional (visto e viagem)

Se o colaborador realocado vai cruzar fronteiras, alinhe vistos e requisitos antes de emitir bilhetes. Recomendamos que confira as leituras a seguir.

Dica: ao definir o destino, confirme se o enquadramento é visto de trabalho (atividade produtiva local) ou negócios (agenda corporativa sem vínculo empregatício). Isso evita a recusa no embarque e multas.

Como organizar despesas de quem foi realocado

A realocação costuma acionar transporte, hospedagem, moradia temporária, taxas consulares e compras pontuais. Dois pilares simplificam essa operação:

  1. centro de custo bem modelado (por departamento, projeto ou unidade), em que cada gasto do realocado cai no centro correto, com limites e aprovação;
  2. cartão por departamento com regras, cartões físicos/virtuais, limites por colaborador, categorias permitidas e bloqueios automáticos, integrados ao ERP e com conciliação automatizada.

Para implementar, siga o passo a passo de mapear centros de custo; definir tetos; escolher o tipo de cartão (pré-pago para projetos; pós-pago para recorrentes; virtual para online); automatizar categorização; monitorar e ajustar.

Fechando o ciclo: cartão por departamento e multimoeda na realocação

Quando há troca de país, a recomendação é operar com cartões aceitos internacionalmente, com controle por centro de custo e visibilidade em tempo real. Soluções modernas de cartões corporativos – como as integradas à Onfly – permitem configurar limites por colaborador/departamento, categorias de gasto e integração contábil, o que reduz erros e acelera a conciliação de despesas do colaborador realocado.

Para rotas internacionais, prefira cartões com ampla aceitação internacional e gestão digital centralizada. Isso facilita a vida do colaborador em diferentes moedas e mantém o controle financeiro na origem, sem depender de reembolso.

Em resumo, o combo cartão por departamento + centro de custo + all-in-one Onfly cria uma trilha sem atritos para a realocação, pois cada compra é autorizada no momento certo, por quem deve, com orçamento mapeado e sem planilha paralela.

Se você está estruturando uma política de realocação agora, comece pelos fundamentos (e deixe a plataforma fazer o restante):

  • política e pacotes por nível, com escopo e tetos definidos;
  • centros de custo por área/projeto/unidade;
  • cartões por departamento, com categorias e limites;
  • integração com ERP e conciliação automatizada;
  • dashboard em tempo real para acompanhar a curva de adaptação e gastos.

Com esses pilares, mover talentos se transforma em uma vantagem competitiva, tanto para a empresa quanto para o colaborador realocado.

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