#1 lugar na OpenStartups e um pouco da nossa visão sobre mercado de viagens corporativas

Um pouco sobre o prêmio 100 Open Startups e como enxergamos o mercado de viagens corporativas no Brasil e no Mundo.

A Onfly recebeu esta semana,  a deliciosa notícia que ficou em primeiro lugar no ranking de produtividade da 100 OpenStartups,  que  destaca as startups mais atraentes para o mercado.

Sempre defendi que prêmios e releases na imprensa não pagam a conta de ninguém, e aprendi da pior forma, trabalhei em um uma startup que em 2013 ganhou o prêmio de site mais inovador do ano, desbancando na final ninguém menos que a Netshoes, 4 anos depois a Netshoes abriu capital em Nova York e a startup que eu trabalhava foi “incorporada” por outra empresa, em uma negociação bem menos vantajosa, em um claro sinal  que a startup não deu certo.

Mas o prêmio da 100 OpenStartups é diferente, pois ele não é eleito por uma banca julgadora, quem define a colocação das startups nos rankings são os próprios clientes.

O melhor prêmio que qualquer startup pode receber, são clientes, o melhor dinheiro que uma startup pode receber, são dinheiro dos clientes, e não de investidores de risco.

A felicidade foi tanta, que abrimos mão do home office, tiramos uma licença, nos aglomeramos (com muito álcool em gel) e tiramos até uma fotinha juntos 😉

Isto dá um baita orgulho pra gente, conquistamos clientes pra caramba nos últimos 12 meses, e isto chancelou nossa liderança no ranking de produtividade.

A metodologia do Ranking 100 Open Startups distribui pontos para as startups que mais despertam interesse em médias e grandes instituições a cada ano. Para serem elegíveis, as startups devem ter faturamento inferior a R$ 10 milhões no exercício fiscal do ano anterior à publicação do Ranking, não podem ter recebido mais de R$ 10 milhões em investimento direto e não devem ser controladas por grupo econômico, mas sim por empreendedores à frente do negócio.

É o caso da Onfly, até hoje “boostraping”, crescendo com capital próprio e com os founders à frente do negócio!

Categoria Produtividade?

Temos uma visão radical sobre o mercado de viagens corporativas “tradicional”, e isto acontece pois eu e meu sócio estivemos do outro lado da mesa nos últimos 10 anos.

Em 10 anos, viajando a trabalho, nunca, mas nunca experimentei uma piscina de hotel. Viajar a trabalho não é sobre “experiência no destino”, não é sobre “sonhos”, não é sobre expectativa.

Viajar a trabalho é sobretudo sobre produtividade e eficiência, com menor fricção possível na reserva, desde solicitação até workflow de aprovação e reembolso, com menor custo possível para a empresa, com maior autonomia para os gestores e maior segurança aos acionistas.

Simples assim!  Sem malabarismos, sem  pirotecnicas, sem uma  falsa impressão que é preciso dar treinamentos para os colaboradores ou que é necessário ser um “especialista em viagens”  para reservar suas próprias viagens.

A grande maioria das pessoas já entenderam isto, mas ainda existem alguns teimosos do setor que insistem em negar o avanço da tecnologia e como o ela está mudando os hábitos das pessoas.

Por exemplo, empresas de turismo “tradicionais” insistem em colocar lazer e corporativo no mesmo “barco”, ai fica um executivo de contas bombardeando o travel manager com pacotes de cruzeiro para o Caribe, quando o que ele quer é apenas entender a fatura para passar para o financeiro, e não gastar dias conciliando ela.

O colaborador viajante, não quer receber pacotes  para Disney, ele quer poder apertar um botão e lançar o reembolso, e não ter que guardar todos os famigerados recibos  e filipetas de cartão de crédito na sua carteira.

Para mim, de uma forma bem honesta, misturar lazer e corporativo é tão distópico, como você entrar na loja da Arezzo e a vendedora te oferecer um tênis e um pacote de arroz juntos (ok, temos o conceito de bleisure, mas vamos falar sobre isto em outro momento 😉 )

Tem gente que acredita que é “eficiente” um processo onde para realizar uma emissão de passagem e hotel, 12 e-mails sejam trocados entre o solicitante, o aprovador, o emissor e a agência.

Ou acha normal, ter que preencher uma planilha, imprimir, anexar recibos e entregar para o financeiro para receber reembolsos.

Ou pior, precisa pedir um relatório para a agência por e-mail, dos voos e hotéis realizados, não consegue ter isto em tempo real 🙁

Nós olhamos pra este processo e achamos demasiadamente ineficiente, porquê já nos aborrecemos muito tendo que fazer isto.

A Onfly tem a obsessão de digitalizar os processos de viagens e reembolsos das empresas, oferecendo uma solução única que acompanha toda a jornada do colaborador, desde a solicitação de viagens, passando por aprovação, mobilidade urbana com apps como Uber e 99, e até o processo de reembolsos, da forma mais ágil e simples possível, por um valor muito acessível.

 

 

Com alguma frequência, algumas pessoas gostam de falar que não trazemos nenhuma inovação, já que alguns OBTs já fazem isto há algum tempo, e outras plataformas como por exemplo o da SAP Concur também, pois já entregam uma solução “all-in-one”.

Eu concordo com elas, não temos nenhuma pretensão de levantar a bandeira do “pionerismo” no setor, tampouco somos vaidosos para dizer que somos inovadores.

O que eu acredito que fizemos bem nos últimos 24 meses, foi “democratizar” estas soluções, se sua empresa já fez uma cotação com a SAP Concur sabe que não é uma solução acessível para médias e grandes empresas.

Algo muito parecido por exemplo com o que Conta Azul, Omie e Sankhya fizeram no mercado de ERPs, que historicamente sempre foi muito caro para as organizações.

Ou o que o Pagseguro fez com o mercado de maquininhas, já existia Rede e Cielo, mas os donos de barracas de cachorro quente enxergavam maquininha como um artigo de luxo, pois era absurdamente caro o aluguel.

Qual foi a inovação do Pagseguro e da Stone?  Democratizaram o acesso as maquininhas, apenas isto!

E note, hoje estas duas empresas somadas valem U$ 34B (aproximadamente R$ 170milhões de reais).

E os OBTs… bom, eu já comentei sobre isto,  os OBTs  tupiniquins que lideram o mercado nunca pensaram nos usuários, sempre pensaram em como otimizar as receitas das agências (ou TMCs, como queiram), e isto inevitavelmente gera um conflito de interesse, convenhamos.

Quer um exemplo?

Exigem treinamento para usar a plataforma, é tão difícil, que precisam formalizar um treinamento dos usuários, fico me perguntando se alguém já fez treinamento para usar Whatsapp, Instagram ou o próprio Uber.

A Onfly nasceu para ser simples, reservar uma viagem a trabalho deve ser tão simples quanto em uma OTA, e não deveria exigir treinamento.

Não fomos a primeira travel tech deste mercado, não seremos a última, graças a Deus temos um mercado aberto, e qualquer empresa pode com algum investimento entrar neste segmento, não é um jogo de “Winners Take All” (o vencedor leva tudo), estamos falando de um mercado avaliado em R$ 75B em 2019, seria até presunção achar que a Onfly vai jogar sozinho.

Quem ganha com tantos competidores?

Oras, os clientes, sempre!

 

Digitalização como meio, e não como fim!

Hoje no mainstream muito tem se falado sobre “transformação digital”, gosto de falar que digitalização é um meio, e não o fim, no final, como o cliente enxerga valor na ponta é o que importa, independente de ser “online” ou “off-line”.

Mas precisamos admitir, a forma mais rápida de ligar dois pontos é através de bytes e não de átomos, portanto, processos de backoffice automatizados e digitalizados permitem a empresa escalar muito mais rápido, entregando uma maior eficiência operacional as empresas.

Quais são as duas principais “killer feature” do Uber?

Primeiro, o preço, você não precisa mais entregar seu rim para o taxista para fazer uma viagem, e segundo, a automação e produtividade, se você já ficou na chuva e entrou na frente do táxi para pegar uma corrida sabe bem o que estou falando.

Pegar táxi na rua sempre foi ineficiente, caótico, e um ambiente fértil para fraudes, quem nunca ouviu a famigerada pergunta: “quer que coloca quanto na nota”?

Ou seja, o taxista cobrava R$ 20,00 a corrida e lançava R$ 50,00 no voucher, o colaborador astuto ia lá e pedia reembolso de R$ 50,00.

Com apps como Uber e 99, com apenas 3 cliquess, um carro chega na sua rua em alguns minutos, produtividade pura proporcionada pela tecnologia e digitalização de processos.

E se tratando de viagens, onde antes tinha uma pessoa atolada, fazendo hora extra todos os dias, gerenciando planilhas e trocando ligações e e-mails com agência de viagens, agora esta pessoa dedica uma ou duas horas por dia para acompanhar os principais indicadores de viagens e reembolsos da empresa e com muito mais tempo, consegue se dedicar a outros processos dentro da organização.

Já ouvimos algumas vezes de alguns profissionais: “Se colocar a Onfly aqui na empresa, eu fico sem emprego”, infelizmente algumas pessoas pensam assim, preferem defender seus próprios interesses ao invés dos interesses das empresas, gostam de criar um “caos” para se tornarem importantes no processo, enxergam tecnologia e automação como um inimigo e não como um aliado.

São pessoas que combatem fortemente tecnologias como a do Uber e da Onfly, e defendem o uso dos boletos de táxi, para poder ter ocupação para gerenciar pilhas de papéis 😉

De verdade, eu gosto de pensar que a Onfly devolve tempo para as pessoas e melhore seus trabalhos e não seja uma exterminadora de empregos 🙁

 

Tecnologia sem calor humano é apenas um sonho

Nos posicionamos como uma empresa de tecnologia, não porque é “sexy” atualmente ser uma “tech company”, mas porquê investimos continuamente na construção dos nossos ativos digitais e entendemos que a tecnologia facilita a vida das pessoas, hoje 30% do nosso time é formado por profissionais de tecnologia (se me incluir,  honestamente um desenvolvedor  meia-boca, vamos para 33%).

Mas aprendemos que tecnologia, sem calor humano, sem atendimento, sem eficiência operacional é apenas um sonho.

Sobretudo em um mercado repleto de ineficiências, são milhares de hotéis independentes com pouca conectividade e gestão, companhias aéreas que criam regras mirabolantes de crédito, reembolso e precificação de bagagens e assentos, além de uma conhecida bagunça de overbooking e remarcação de vôos totalmente aleatórias.

É preciso ter um atendimento fora da curva para suportar as dezenas de ocorrências e equívocos que acontecem diariamente na jornada do viajante.

Portanto, temos uma área de CS (Customer Success) que ajuda os clientes a fazerem um bom uso da plataforma, e um time de suporte multi-canal para dar conta das ocorrências que acontecem no dia-a-dia.

Resumindo, apenas tecnologia, não funciona 🙁

 

Geração de valor para os clientes, no final, é a única coisa que importa!

Nos últimos 2 anos, o mais interessante foi ver as diversas dores que resolvemos dentro das empresas,  novamente aumentando a produtividade e devolvendo tempo para as pessoas.

Tem empresa, que a analista financeira contou pra gente que ao invés de gastar 7 dias para conciliar a fatura para a contabilidade, agora gasta apenas 30minutos.

Em outra empresa, a travel manager contou que nunca ninguém mais “encheu o saco dela” pela qualidade do Hotel, pois agora o próprio viajante escolhe o seu hotel e assume a responsabilidade pela viagem.

Teve colaborador que agradeceu que não precisa mais enviar e-mail para a secretária.

E colaborador que tinha até comprado uma “doleira” para guardar recibos, e agora digitaliza tudo na solução da Onfly.

E CEO de empresa, que comprava os hotéis e passagens dos colaboradores no final de semana, pois não tinha confiança se eles estavam comprando com o menor preço, agora com um clique ele consegue aprovar todas as solicitações, e confrontar se o melhor preço foi escolhido.

Medimos trimestralmente o nosso NPS, e o último resultado do segundo trimestre foi 60 pontos, realizado entre gestores de 56 empresas clientes.

Escutar o cliente é uma das coisas que mais amamos aqui na Onfly \o/

Conclusão

O mercado de viagens corporativas está mudando, colaboradores estão buscando cada vez mais as mesmas experiências de compra que eles estão acostumados nos sites de lazer, os gerentes financeiros e administrativos, a mesma facilidade de gestão entregue pelos ERPs, e os acionistas, compliance com os recursos financeiros.

Nos próximos 10 anos, uma das grande mudanças no setor de turismo, acontecerá no mercado B2B (Business to Business),  além de um achatamento natural da cadeia, proporcionado pela tecnologia, empresas irão gerir viagens de uma forma muito mais inteligente.

O prêmio da 100 Open Startups mostra que estamos no caminho, a Onfly é apenas uma pequena fração, de uma mudança global que está acontecendo.

 

 

Marcelo Linhares
Autor: Marcelo Linhares

Marcelo Linhares é um dos fundadores da Onfly, possui mais de 10 anos de experiência em marketing digital e varejo omnichannel, nos últimos 2 anos estudou o mercado de viagens e percebeu que as agências tradicionais trabalhavam da mesma forma há 20 anos, e resolveu criar a Onfly para transformar este mercado. Ele está sempre disponível no e-mail marcelo@onfly.com.br

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