One stop shop: como esse modelo simplifica a vida de clientes e empresas

O one stop shop é quando uma empresa reúne múltiplos produtos e serviços complementares em um único ponto (físico ou digital) para que o cliente resolva tudo sem “pular” entre fornecedores.
Na prática, isso pode ser, por exemplo, um supermercado que também tem farmácia e açougue; um app financeiro que oferece conta, cartão e investimentos; ou uma plataforma corporativa que centraliza reservas de viagem, gestão de despesas e integrações com ERP. O objetivo é sempre reduzir atritos, consolidar dados e aumentar a percepção de valor.
Antes de mergulhar na implementação, vale um panorama rápido dos prós e contras.
- Benefícios principais: variedade em um só lugar; conveniência; menos fricção na jornada; dados integrados para decisões melhores; potencial de aumentar ticket médio e retenção.
- Desvantagens comuns: maior complexidade operacional; risco de perda de foco no core; necessidade de tecnologia robusta; dependência de integrações confiáveis; governança mais exigente.
A seguir, destrinchamos o conceito, a conexão com tecnologia, as vantagens, o passo a passo de implementação e um exemplo real do universo de viagens corporativas.
Relação entre one stop shop e tecnologia
O modelo one stop shop ganhou tração com a digitalização. Plataformas e APIs conectam catálogos, pagamentos, logística e atendimento, permitindo que o cliente transite por várias necessidades sem trocar de ambiente.
No B2B, isso fica ainda mais evidente, pois quando a operação depende de política, aprovação, compliance e conciliação, centralizar é sinônimo de ganho de eficiência. Em viagens corporativas, por exemplo, uma plataforma tudo em um reúne reservas, aprovações, relatórios e reembolsos com mais visibilidade, agilidade e transparência.
Essa centralização evita o “retalho” de ferramentas que não conversam entre si, um problema conhecido por gerar perda de produtividade, dados conflitantes, processos manuais e experiência ruim para o time. Em gestão de viagens, há um alerta: costurar vários serviços costuma minar a eficiência e encarecer a operação, enquanto a solução integrada simplifica o fluxo de ponta a ponta.
Vantagens do modelo one stop shop
1) Experiência sem atrito
Quando o cliente encontra tudo em um só lugar, a jornada fica mais curta e previsível. Menos logins, menos telas e menos “copiar e colar” de informação. Em ambientes corporativos, isso significa menos tempo do colaborador longe da sua função principal e menos esforço do gestor para auditar processos.
2) Dados integrados para decidir melhor
Ao consolidar transações, políticas e aprovações, o negócio passa a gerar indicadores consistentes: custo por centro de custo; adoção por área; economia por compra antecipada; desvios de política em tempo real. Com dados limpos, o time financeiro e de operações reduz retrabalho e toma decisões mais rápidas.
3) Escala com controle
One stop shop não é apenas empilhar funcionalidades. A ideia é amarrar a operação com regras claras, automações e checkpoints. O resultado é escalabilidade sem abrir mão de compliance, governança e segurança.
4) Crescimento de receita e retenção
Variedade aumenta o cross-sell e o ticket médio. O cliente percebe mais valor – e, se a execução é boa, tende a concentrar demanda. Em B2B, isso vira stickiness: quanto mais processos relevantes ancorados na sua plataforma, maior a barreira de saída.
5) Economia direta e indireta
Menos contratos e integrações paralelas reduzem custos. Fluxos unificados diminuem fraudes e perdas; aprovações automáticas cortam tempo de ciclo; relatórios em tempo real aceleram a auditoria. Em viagens corporativas, conteúdos de referência destacam ganhos de tempo e dinheiro ao concentrar a gestão em uma única plataforma.
Como implementar um one stop shop
Implementar um one stop shop é também resolver a jornada do cliente com coerência. A seguir, confira um passo a passo.
1) Descubra dores e priorize casos de uso
Converse com clientes e usuários internos. Liste jornadas inteiras, e não telas isoladas e classifique dores por impacto e frequência. Selecione os trabalhos essenciais para o MVP.
2) Defina o escopo complementar (com coerência)
Valide se os novos serviços complementam o core. Por exemplo, em gestão de viagens: reservas; aprovações; política; despesas; e integrações contábeis. Evite “serviços de vitrine” que ninguém vai usar.
3) Escolha a estratégia tecnológica
- Build quando o processo é seu diferencial competitivo: você desenvolve e mantém, ganha controle total e assume mais esforço.
- Buy/partner quando existem soluções maduras com APIs: plugue, teste e vá ao ar rápido, com menos customização.
- Híbrido para equilibrar controle e velocidade: mantenha o core em casa e conecte “satélites” externos via APIs e webhooks.
4) Desenhe governança e compliance
Mapeie papéis (solicitante, aprovador, financeiro e auditor) e defina políticas configuráveis por centro de custo, teto de gasto e alçadas. Em viagens, políticas claras e relatórios em tempo real viabilizam auditoria contínua.
5) Planeje o onboarding
Documente fluxos; produza microtutoriais por perfil; e disponha suporte escalonado. Em planos premium, atendimento 24/7 e acompanhamento mensal elevam a adoção e a disciplina de uso.
6) Lance em ondas e meça tudo
Rode um piloto com áreas voluntárias, ajuste e escale para o restante. Acompanhe a taxa de adoção, o tempo de ciclo, os tickets por 1.000 usuários, a economia por compra antecipada, as perdas evitadas e o NPS interno.
7) Feche o loop de melhoria contínua
Alimente o roadmap com um feedback estruturado. Revise trimestralmente os KPIs e a saúde das integrações. Corte o que não agrega.
Exemplos reais de one stop shop
No universo de viagens corporativas, a Onfly é um exemplo de plataforma tudo em um. No mesmo ambiente, o gestor configura política, aprova reservas, acessa relatórios e integra com ERPs. O viajante, por sua vez, faz a própria reserva dentro das regras e registra despesas com transparência. Essa visão centralizada acelera o trabalho e reduz custos operacionais.
A Onfly se posiciona como solução all-in-one para organizar viagens e gestão de despesas com dados em tempo real, aprovações automáticas e relatórios para auditoria. Há ainda integrações com ERPs e com Uber for Business e 99 Empresas, o que diminui a reconciliação manual e os erros de lançamento.
Para se aprofundar, confira nossos conteúdos sobre por que adotar uma plataforma tudo em um e os riscos de operar com várias ferramentas desconectadas – dois lados da mesma moeda para quem busca eficiência:
- Plataforma de viagens tudo em um: 4 motivos para sua empresa.
- A armadilha de usar várias ferramentas de gestão de viagens.
Erros comuns (e como não cair neles)
Mesmo com um bom plano, alguns tropeços sabotam um one stop shop. A seguir, listamos os erros mais comuns e como evitá-los na prática.
- Querer ser tudo para todos. Escopo amplo demais dilui valor! Recorte por público e por trabalho crítico e expanda com base em adoção.
- Subestimar integrações. Sem dados fluindo, o “tudo em um” vira “um em tudo e nada conversa”. Trate APIs e conciliações como produto.
- Ignorar política e aprovação. Sem regras, o ganho se torna um risco. Parametrize alçadas, tetos e exceções por centro de custo.
- Onboarding fraco. Não basta liberar acesso. É preciso treinar, comunicar, fazer Q&A, acompanhar semanalmente o uso e as dúvidas que surgirem.
- Não medir resultado. Defina KPIs de economia, tempo, experiência. Publique painéis e ritos de revisão.
Como o modelo conversa com o seu nicho
O one stop shop não tem uma receita única. Em cada mercado, o “combo” muda.
- Serviços financeiros: conta, cartão, crédito, cobrança…
- Educação corporativa: conteúdo, trilhas, gestão de turma, avaliação…
- Field service: agenda, roteirização, estoque, faturamento…
- Viagens B2B: reserva, política, aprovação, despesas e integrações…
Os itens do combo são complementares e melhoram a vida do seu cliente? Se a resposta for “sim”, você está no caminho certo.
Conclusão: poder com coerência
O modelo one stop shop é muito eficiente quando bem aplicado. Ele simplifica jornadas, melhora dados e cria barreiras de saída, mas exige planejamento, tecnologia e coerência de portfólio.Antes de adotar, avalie se faz sentido no seu nicho. Comece pequeno, em ondas, e meça cada avanço. Em muitos casos, a adoção gradual e orientada por indicadores entrega mais valor do que tentar oferecer tudo de uma vez.

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