Qual o impacto do reajuste no preço do querosene de aviação, pela Petrobrás, para a sua viagem?

Após três meses consecutivos de reduções no preço médio do Querosene de Aviação (QAV), que acumularam uma queda de 13,5%, a Petrobras reajustou o preço do produto para as distribuidoras em +7,3%, com início de vigência em 1º de novembro de 2022.

Conforme prática que remonta os últimos 20 anos, os ajustes de preços de QAV são mensais e definidos por meio de fórmulas contratuais negociadas com as distribuidoras. Dessa maneira, em 2022, foram realizados 7 aumentos e 4 reduções que resultaram em uma variação de +48,4% no ano.

“Os preços de venda de QAV da Petrobras buscam equilíbrio com o mercado internacional e acompanham as variações do valor do produto e da taxa de câmbio, para cima e para baixo, com reajustes aplicados em base mensal, mitigando a volatilidade diária das cotações internacionais e do câmbio”, afirmaram em nota.

Como funciona a comercialização do querosene de aviação?

A Petrobras comercializa o querosene de aviação produzido em suas refinarias ou importado apenas para as distribuidoras. As distribuidoras, por sua vez, transportam e comercializam os produtos para as empresas de transporte aéreo e outros consumidores finais nos aeroportos, ou para os revendedores. Distribuidoras e revendedores são os responsáveis pelas instalações nos aeroportos e pelos serviços de abastecimento.

Importante ressaltar que o mercado brasileiro é aberto à livre concorrência, e não existem restrições legais, regulatórias ou logísticas para que outras empresas atuem como produtores ou importadores de QAV.

Qual o impacto desse reajuste em sua viagem corporativa?

O avanço nos preços vendidos às refinarias gera impacto direto nos preços das passagens. Segundo a associação, o querosene de avião responde a cerca de 40% dos custos totais das companhias aéreas. Com isso, pode chegar nos cofres da sua empresa.

Recentemente foi divulgado, pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o painel de indicadores de tarifas aéreas domésticas. Estes dados indicam que o bilhete aéreo, em agosto, foi comercializado pelo preço médio de R$ 687,82. Esse preço médio corresponde a uma alta real de 34,7% em comparação com o mesmo mês em 2019, antes da pandemia de covid-19, quando a tarifa média custava R$ 510,67.

Um dos principais motivos para esta alto é pelo preço do querosene de aviação. Entre julho/2019 e julho/2022 o QAV que aumentou cerca de 169%, embora desde o final de agosto este item venha apresentando queda nos preços divulgados pela ANP, mas que foi reajustado neste mês.

O painel de tarifas aéreas domésticas mostra que 21% dos bilhetes comercializados em agosto custaram até R$ 300,00; cerca de 45% foram vendidos abaixo de R$ 500,00; e 7,6% custaram acima de R$ 1.500,00. Com isso, é passível que haja um aumento no valor do bilhete voado.

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José Alberto Rodrigues
José Alberto Rodrigues

Olá! Me chamo José Alberto Rodrigues. Sou jornalista e pós-graduado em Comunicação e Marketing. Sou o Analista de Conteúdo na Onfly e nos últimos meses venho me dedicando a entender como funciona o mercado de viagens corporativas e como otimizar os custos de viagens das empresas. Para falar comigo, é só mandar um e-mail para jose@onfly.com.br