Como fazer orçamento de despesas de viagens corporativas?

Entenda como fazer um orçamento de viagens corporativas mais criterioso e estratégico para a sua empresa.

Assim como outros setores da empresa, as despesas de viagens corporativas devem seguir um determinado orçamento para garantir a saúde financeira do negócio. 

O investimento em viagens de negócios é muito importante e traz retorno valioso. Apesar disso, ele deve ser estratégico, além de acompanhar os valores e objetivos da empresa.

Pensando nisso, preparamos a seguir um artigo que explica o que é importante considerar na hora de elaborar o orçamento de despesa de viagem para o próximo ano, além de abordar vantagens e desvantagens de duas das maneiras mais comuns de planejamento. 

O que é o orçamento de viagens corporativas?

O orçamento das viagens corporativas é um planejamento que avalia quanto custa a viagem corporativa para a sua organização, além de determinar qual é o recurso financeiro que estará disponível para o próximo período. 

Para isso, é preciso que o orçamento seja feito com base em um cálculo preciso sobre os possíveis gastos da empresa em viagens e um bom planejamento para as finanças da organização para arcar com essas despesas.

O que considerar no orçamento?

O que considerar no orçamento depende da estratégia adotada em cada negócio. Mas, de forma geral, é importante avaliar: 

  • histórico de despesas de viagens;
  • projeções futuras de gastos;
  • inflação e outros índices financeiros do mercado. 

Com os dados em mãos, o gestor de viagens pode elaborar um orçamento muito mais preciso e ainda reservar uma parte do recurso financeiro para emergências, como uma viagem de última hora. 

Como fazer o orçamento de despesas de viagens?

De forma geral, existem duas estratégias de cálculo de orçamento de despesas de viagens que são as mais comuns e mais utilizadas. São elas: o orçamento incremental e o orçamento base zero (também chamado de OBZ). 

A seguir, vamos detalhar como é o cálculo do orçamento em cada uma delas, além de suas possíveis vantagens e desvantagens.

Orçamento incremental

O orçamento incremental é uma estratégia de cálculo para o orçamento baseada no que foi gasto no ano anterior, somada aos reajustes, como inflação e ajuste das tarifas, além de outros fatores financeiros.

Então, podemos dizer que o orçamento incremental para despesas de viagens segue a seguinte fórmula de cálculo:

Gastos do ano anterior em despesas de viagens + inflação e outros reajustes = orçamento incremental

Geralmente, este tipo de orçamento não apresenta margem para fazer novos investimentos, já que apenas reajusta os valores conforme os índices financeiros. Por exemplo, se a inflação foi de 3,16% nos últimos doze meses (até julho de 2023), e o orçamento fosse feito hoje, deveria haver um acréscimo de 3,16% no valor destinado ao investimento das viagens corporativas.

Apesar disso, pode haver um aumento de gastos em viagens de negócio em função de possíveis novos investimentos ou ainda crescimento e expansão de atividades, e quem faz essa definição costuma ser a área de planejamento financeiro estratégico das empresas.

Como esse é um método de cálculo menos complexo, há a possibilidade de alocar recursos em centros de custos que não precisam — já que, geralmente, apenas segue o mesmo volume gasto no período anterior.

Orçamento base zero (OBZ)

O orçamento base zero (OBZ) se baseia na premissa de construir um novo orçamento do zero, como o próprio nome sugere. Apesar de não ser guiado pelo orçamento do ano anterior, é importante avaliar a base histórica de tarifas médias de diária de alimentação, hospedagem, aluguel de veículo, passagens aéreas e rodoviárias e o valor do km rodado

Isso é importante para o gestor entender qual é o padrão de consumo. Nesse sentido, é fundamental considerar apenas as despesas que estão dentro das regras definidas pela política de viagens, garantindo assim a conformidade dos processos e normas internas da empresa. 

Após analisar qual é o padrão de gastos, é hora de calcular uma nova tarifa média. Por exemplo, se dentre as passagens aéreas, o trecho mais comum foi Confins (BH) a Congonhas (SP), deve ser calculado qual foi a tarifa média e aplicar o reajuste da inflação para chegar ao valor atualizado.

A partir daí, deve-se avaliar qual é o planejamento de viagens para projetar o que será feito e quanto isso irá custar ao caixa da empresa, multiplicando o valor obtido como tarifa média pela quantidade de viagens previstas.

De forma geral, o cálculo fica da seguinte maneira: 

(Tarifa média dentro da política de viagens + inflação) x número de viagens previstas = orçamento base zero

O orçamento base zero é muito mais flexível do que o orçamento incremental, permitindo mais possibilidades de cálculos e análises. Apesar disso, essa estratégia de cálculo pode gerar resistência, por ser mais complexa e envolver mais pessoas, já que cada líder ou gestor de cada área precisa ser acionado para projetar seu novo volume de viagens previstas.

Dessa forma, o OBZ depende do funcionamento alinhado entre setor financeiro, gestor de viagens e líderes de outras áreas na empresa. Esse cálculo também abre espaço para que o gestor de viagens coloque em prática seu olhar crítico para questionar ou influenciar as projeções de cada área. 

Em caso de alguma mudança ou imprevisto no orçamento, o OBZ permite que ajustes mais ágeis sejam feitos, porque permite alterações diferentes para as despesas de viagens de cada setor da empresa. 

Quais ferramentas podem ajudar a fazer o orçamento de despesas de viagens? 

O orçamento de despesas de viagens pode ser feito por uma planilha no Excel. O gestor de viagens também pode contar com ERP especialista ou empresas dedicadas que prestam esse serviço. 

Independente da ferramenta escolhida para elaborar o orçamento, os dados são fundamentais nesse processo. Até mesmo para estruturar um orçamento base zero, é imprescindível saber sobre o histórico de viagens e de tarifas para chegar a um cálculo preciso e alinhado à realidade do negócio. 

dados no orçamento de despesas de viagens
Dados são aliados para elaborar o orçamento de despesas de viagens

Quando o orçamento de despesas de viagens deve ser feito? 

O orçamento de despesas de viagens costuma ser feito para contemplar os próximos 12 meses de atividades, por isso, o padrão é que os 12 meses anteriores sejam avaliados como histórico de despesas. 

Normalmente, o orçamento é feito no final do ano atual, com as projeções para o próximo ano. De forma geral, empresas muito grandes começam esse processo em setembro para ter tempo hábil de desenvolver a melhor estratégia. 

Por outro lado, as empresas de médio e pequeno porte costumam elaborar o orçamento em novembro. 

Antes de fazer o orçamento de despesas de viagens, é importante consolidar os dados do ano e, por essa razão, trabalhar neste documento no final do ano corrente é uma estratégia que funciona bem, porque os dados referentes ao ano estão bem solidificados.

Com isso em mente, as empresas que fazem o orçamento em setembro, devem considerar os dados até setembro do ano anterior e, da mesma forma, os negócios que trabalham no orçamento em novembro devem avaliar o histórico até novembro do ano anterior. É importante lembrar que o período avaliado costuma ser de 12 meses. 

Como obter o melhor custo-benefício no orçamento? 

Para obter o melhor custo-benefício no orçamento de despesas de viagens, é importante escolher a estratégia certa para o cálculo, segundo o que se encaixa nos objetivos de cada empresa. 

Também é importante que o gestor invista tempo e dedicação na estratégia de viagens. Isso porque nem sempre o melhor custo benefício é a redução do valor total de orçamento. Conforme a gestão planeja, é possível viajar mais e melhor gastando o mesmo previsto.  

Assim, vale também trabalhar o perfil do viajante, incentivando alterações no comportamento que podem causar impacto nos custos. O engajamento é importante para manter as reservas e tarifas em conformidade com a política de viagens, evitando o pagamento de tarifas mais caras ou multa por no-show, por exemplo. 

Tanto para a estratégia de viagens, quanto para adequar o perfil do viajante, é preciso acessar os dados com Travel BI para análise. Assim, o gestor pode tomar decisões data-driven, ou seja, totalmente embasadas nos números e na interpretação correta dos dados. 

Por isso, uma plataforma de gestão de viagens e de despesas que oferece dados é tão importante para uma gestão mais eficiente.

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Igor Tiago Ribeiro
Igor Tiago Ribeiro

Sou um jornalista especialista em copywriting apaixonado pela arte de criar laços através das palavras. Desde 2015, eu conecto marcas ao seu público através de textos criativos e focados em gerar resultados. Acredito que a minha missão no mundo é transformar ideias em mensagens envolventes que gerem impacto e ressoem com o seu público-alvo.