NPS do colaborador viajante: como e por que mensurar a satisfação em viagens corporativas

Você mede a satisfação do cliente, mas já perguntou como o seu colaborador se sente depois de uma viagem de trabalho?

Em muitas empresas, as viagens corporativas são vistas como parte natural da rotina — reuniões, eventos, treinamentos, visitas a clientes.

Mas por trás de cada passagem emitida e de cada diária reembolsada, existe uma experiência humana que afeta diretamente a produtividade, o engajamento e até os custos operacionais.

A pergunta é: sua empresa sabe como o colaborador se sente ao viajar a trabalho?

Medir essa percepção é o que diferencia uma gestão de viagens eficiente de uma gestão inteligente. E o NPS (Net Promoter Score) é a ferramenta que torna isso possível.

Sim, o mesmo indicador usado para medir satisfação de clientes também pode (e deve) ser aplicado ao público interno.

No contexto corporativo, especialmente em empresas com operação constante de viagens, o NPS do colaborador viajante é um termômetro poderoso para avaliar o impacto da jornada fora do escritório.

O que é NPS e como ele se aplica ao colaborador viajante

O NPS (Net Promoter Score) é uma metodologia criada na década de 1990 por Fred Reichheld, da Bain & Company, para medir o grau de lealdade e satisfação dos clientes de uma marca.

A métrica é simples: você faz uma pergunta direta — “De 0 a 10, o quanto você recomendaria nossa empresa (ou serviço) a um amigo?” — e calcula a proporção entre promotores, neutros e detratores.

Com o tempo, o NPS ultrapassou a área de atendimento ao cliente e passou a ser usado também em gestão de pessoas, evoluindo para o chamado Employee NPS (eNPS).

Nesse formato, ele mede a satisfação e o engajamento dos colaboradores em relação à empresa, ao ambiente de trabalho ou a experiências específicas — como as viagens corporativas.

No caso do colaborador viajante, o NPS ajuda o gestor a entender como o profissional percebe todo o processo de deslocamento: desde a reserva de passagens até o suporte durante o trajeto e o retorno.

Como o NPS é calculado

A metodologia é bastante direta. Você aplica uma pergunta principal — adaptada ao contexto das viagens corporativas — e calcula o índice com base nas respostas:

“De 0 a 10, o quanto você recomendaria a experiência da viagem organizada pela empresa?”

A partir das notas:

  • 9 ou 10: Promotores — colaboradores muito satisfeitos, que indicariam a empresa.
  • 7 ou 8: Neutros — satisfeitos, mas sem entusiasmo.
  • 0 a 6: Detratores — insatisfeitos com a experiência.

O cálculo é feito subtraindo o percentual de detratores do percentual de promotores.
O resultado final varia de -100 a +100, e quanto maior o número, melhor a percepção da experiência.

Mas o segredo está em fazer a pergunta no momento certo e usar os dados de forma estratégica.

O ideal é aplicar a pesquisa logo após o retorno da viagem, quando a experiência ainda está fresca na memória do colaborador.

Por que medir o NPS do colaborador viajante

Medir o NPS do colaborador viajante não é apenas uma questão de engajamento — é uma forma prática de reduzir custos, reter talentos e melhorar processos.

Empresas que monitoram a satisfação dos viajantes corporativos conseguem antecipar problemas que, na maioria das vezes, passam despercebidos. Entre eles:

  • falta de comunicação clara nas reservas;
  • políticas de viagem rígidas demais;
  • atrasos no reembolso;
  • hotéis sem estrutura adequada; e
  • jornadas exaustivas sem tempo de descanso.

Cada um desses pontos pode impactar diretamente a produtividade e o clima organizacional. E é aí que o NPS se torna uma ferramenta de gestão valiosa.

1. Satisfação é produtividade

Um colaborador que volta de viagem física e mentalmente esgotado tende a produzir menos, errar mais e se engajar menos. Medir o NPS ajuda a identificar se o formato atual de viagens está promovendo bem-estar ou apenas desgaste.

2. Retenção e reputação interna

O NPS também funciona como uma bússola para o clima organizacional.
Se as notas são baixas, é um alerta de que algo precisa ser ajustado.

E, quando são altas, reforçam a percepção de que a empresa se importa — o que contribui para a retenção de talentos e fortalecimento da marca empregadora.

3. Eficiência financeira e operacional

Colaboradores satisfeitos em viagens corporativas geram menos ruído operacional.
Eles cumprem melhor os processos, reduzem erros em solicitações e têm maior aderência às políticas de viagem.

Ou seja: o NPS impacta diretamente o custo total da operação.

Para entender melhor o peso da satisfação no ambiente de trabalho, vale ler o artigo da Onfly sobre por que medir a satisfação dos colaboradores — um guia completo para líderes que querem transformar dados em ações.

Como aplicar o NPS nas viagens corporativas

Aplicar o NPS na gestão de viagens não exige grandes investimentos, apenas método e consistência.

O ideal é que o processo seja automatizado e integrado à jornada de viagem, evitando questionários longos ou fora de contexto.

Veja como começar:

1. Escolha o momento certo

O melhor momento para medir é logo após o retorno da viagem, quando o colaborador já processou a experiência, mas ainda lembra dos detalhes.

Enviar a pesquisa entre 24 e 48 horas depois costuma gerar taxas de resposta mais altas e feedbacks mais honestos.

2. Faça perguntas curtas e diretas

O formato ideal do NPS é minimalista. Use uma pergunta principal (“De 0 a 10, o quanto você recomendaria a experiência da viagem corporativa?”) e complemente com uma questão aberta, como:

“O que mais impactou positivamente ou negativamente sua experiência de viagem?”

Essas respostas qualitativas são valiosas para entender o “porquê” por trás das notas.

3. Automatize o processo

Gestores podem integrar o NPS diretamente às plataformas de gestão de viagens corporativas, como a Onfly.

Assim, toda vez que uma viagem é concluída, o sistema envia automaticamente a pesquisa, coleta as respostas e gera relatórios em tempo real.

Além de economizar tempo, isso reduz o viés e aumenta a confiabilidade dos dados.

4. Respeite o anonimato

Pesquisas anônimas tendem a trazer respostas mais sinceras. Permitir que o colaborador compartilhe feedback sem receio é essencial para resultados autênticos.

5. Conecte o NPS com outros indicadores

O NPS não deve ser analisado isoladamente.

Combine-o com métricas operacionais — como custo médio por viagem, taxa de aprovação e pontualidade de reembolsos — para ter uma visão completa da experiência.

O artigo da Onfly sobre 13 indicadores-chave que todo gestor de viagens deve acompanhar é uma excelente referência para aprofundar esse acompanhamento.

Como interpretar os resultados do NPS do colaborador viajante

O NPS é uma métrica simples, mas sua interpretação exige contexto. Não basta olhar apenas para o número final — é preciso entender o que está por trás das notas.

Faixas de resultado

  • De -100 a 0: Sinal de alerta. Alta taxa de detratores e falhas no processo de viagem.
  • De 0 a 50: Zona de atenção. Indica satisfação mediana e oportunidades de melhoria.
  • De 50 a 75: Boa percepção geral. A operação está funcionando bem.
  • De 75 a 100: Excelente. Colaboradores altamente satisfeitos e promotores da marca.

Analise por segmento

Divida os resultados por áreas, perfis de viajantes e frequência de deslocamento.
Um gerente comercial que viaja toda semana pode ter percepções diferentes de um analista que viaja uma vez por trimestre.

Identifique padrões

Os comentários dos detratores são oportunidades de melhoria.
Observe se há reclamações recorrentes — como atrasos, dificuldades no reembolso, hotéis inadequados ou falta de suporte.

Conecte as notas com ações

O valor do NPS está nas decisões que ele inspira. Não adianta medir se o dado não virar ação.

Ao identificar pontos críticos, implemente planos de melhoria: novos fornecedores, revisão de política de viagem ou comunicação mais clara.

NPS e a evolução para EX (Employee Experience)

Nos últimos anos, o NPS deixou de ser apenas uma métrica de satisfação e passou a integrar um conceito mais amplo: o Employee Experience (EX) — a experiência completa do colaborador dentro da empresa.

No contexto das viagens corporativas, isso significa olhar para além do deslocamento em si e considerar toda a jornada:

  • a facilidade de reservar voos e hotéis;
  • o suporte em imprevistos;
  • a política de reembolso;
  • o equilíbrio entre trabalho e descanso.

O EX coloca o colaborador no centro da estratégia e entende que uma boa experiência gera impacto direto no resultado da empresa.

Gestores que aplicam o NPS de forma recorrente e vinculada à experiência do colaborador conseguem:

  • Reduzir turnover entre equipes que viajam com frequência;
  • Melhorar o engajamento e a comunicação interna;
  • Otimizar custos sem comprometer o conforto e a produtividade.

Como transformar dados em decisões estratégicas

Os resultados do NPS do colaborador viajante devem servir como guia para decisões de gestão. Eles indicam onde investir, o que simplificar e quais políticas precisam ser revisadas.

Empresas que utilizam ferramentas integradas, como a Onfly, conseguem cruzar dados de satisfação com indicadores operacionais — transformando feedbacks em planos concretos.

Por exemplo:

  • se o NPS cai após viagens internacionais, talvez seja preciso melhorar o suporte em fusos horários ou idiomas;
  • se a nota é alta para um fornecedor específico, esse parceiro pode ser priorizado em futuras reservas; ou
  • se há reclamações sobre reembolso, é hora de automatizar o processo e eliminar planilhas manuais.

Em resumo: o NPS deixa de ser apenas um número e passa a ser um instrumento de governança corporativa, que ajuda o gestor a tomar decisões baseadas em dados reais.

Medir é cuidar (e melhorar)

Empresas que medem a satisfação de seus viajantes corporativos não estão apenas coletando dados — estão investindo em pessoas e em eficiência.

O NPS do colaborador viajante é uma ferramenta que une empatia e performance: mostra como o time se sente, aponta onde estão os gargalos e orienta decisões que tornam a operação mais humana e produtiva.

Para o gestor, o recado é simples: quem mede, melhora. E quando o assunto é viagem corporativa, melhorar significa economizar, engajar e reter talentos.

Com plataformas como a Onfly, que unem gestão de viagens, controle de despesas e experiência do colaborador em um só lugar, esse processo se torna natural — e estratégico.

Quer dar o próximo passo na experiência do seu time? Comece a medir o NPS das suas viagens corporativas e descubra como pequenos ajustes podem gerar grandes resultados.

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