Qual o procedimento de escalonamento para um viajante detido na alfândega?

A detenção de um viajante corporativo na alfândega é uma situação rara, mas quando acontece, o impacto é imediato e significativo.
Agenda comprometida, custos inesperados, risco à segurança do colaborador, exposição jurídica e até danos à imagem da empresa entram em jogo em questão de minutos.
O problema não é apenas a ocorrência em si, mas a falta de um protocolo claro.
Sem um procedimento de escalonamento bem definido, cada área reage de forma isolada:
• o viajante entra em pânico,
• o gestor não sabe quem acionar,
• o RH e o Jurídico chegam tarde demais; e
• a empresa perde o controle de uma situação sensível em território estrangeiro.
Ter um fluxo estruturado é o que separa um incidente controlado de uma crise.
O que o viajante deve fazer imediatamente
Quando um colaborador é retido na alfândega, as primeiras atitudes fazem toda a diferença para a condução do caso.
Manter a calma e cooperar
O viajante deve agir de forma respeitosa e objetiva. Discussões, ironias, gravações não autorizadas ou tentativas de confronto podem agravar a situação.
O ideal é:
• responder apenas ao que for perguntado;
• não mentir nem omitir informações; e
• manter postura colaborativa, mesmo diante do desconforto.
A alfândega é uma autoridade local, e qualquer comportamento inadequado pode transformar uma retenção administrativa em algo mais sério.
Solicitar informações e direitos básicos
Sempre que possível, o viajante deve:
• perguntar, com educação, o motivo da retenção;
• solicitar um intérprete, caso não domine o idioma local; e
• verificar se pode entrar em contato com a empresa ou com o consulado.
Essas informações ajudam a empresa a entender rapidamente o nível de gravidade da situação.
Comunicar a empresa assim que possível
Assim que tiver permissão, o viajante deve acionar o contato de emergência definido pela empresa — seja a gestão de viagens, o RH ou um plantão corporativo.
É importante informar:
• nome completo;
• aeroporto e país;
• horário da retenção; e
• motivo alegado, se houver.
Essa comunicação inicial é o gatilho para todo o processo de escalonamento.
Fluxo de escalonamento dentro da empresa
Uma vez informado, o caso deve seguir um fluxo claro, com responsabilidades bem definidas em cada nível.
Nível 1: Gestão de viagens / plantão
Este é o primeiro ponto de controle da empresa. A área deve:
• registrar formalmente a ocorrência;
• verificar apólice de seguro viagem e coberturas disponíveis, incluindo assistência jurídica;
• checar dados do voo, destino, documentação e eventuais equipamentos da empresa transportados pelo colaborador.
Plataformas integradas de gestão de viagens, como a Onfly, facilitam esse processo ao centralizar dados do viajante, histórico da viagem e contatos de emergência em um único ambiente.
Nível 2: Gestor direto do viajante
O gestor deve ser informado rapidamente quando a retenção ultrapassa um simples atraso operacional.
Seu papel inclui:
• reorganizar a agenda do colaborador;
• avisar clientes internos ou externos sobre possíveis atrasos; e
• apoiar decisões sobre remarcação de voos ou adiamento da viagem.
Aqui, o foco é reduzir impactos operacionais e alinhar expectativas.
Nível 3: RH e Jurídico / Compliance
Quando a retenção se prolonga, envolve multa, apreensão de itens ou questionamentos legais, RH e Jurídico devem ser acionados imediatamente.
Essas áreas são responsáveis por:
• orientar o viajante sobre seus direitos;
• acionar assistência jurídica prevista em seguro ou contratos; e
• avaliar riscos legais, trabalhistas, reputacionais e de compliance.
Esse nível garante que a empresa atue de forma estruturada e juridicamente segura.
Nível 4: Alta gestão e consulado / embaixada
A diretoria só deve ser envolvida em casos mais graves, como:
• risco à liberdade do colaborador;
• investigação formal; e
• possibilidade de repercussão na mídia.
O consulado ou a embaixada devem ser acionados quando o viajante estiver formalmente detido ou sem condições de se comunicar de forma independente.
Checklist rápido de escalonamento
Para facilitar a resposta em situações críticas, vale ter um checklist simples e acessível:
• Viajante: cooperar, manter a calma e avisar o contato de emergência quando possível.
• Gestão de viagens / plantão: registrar o caso, checar seguro e informar o gestor.
• Gestor direto: ajustar agenda e comunicar áreas impactadas.
• RH / Jurídico: orientar o colaborador, acionar assistência jurídica e registrar formalmente.
• Alta gestão / Consulado: atuar apenas em casos graves e prolongados.
Por que esse protocolo precisa existir antes da viagem acontecer
Nenhuma empresa espera lidar com uma detenção na alfândega. Mas não estar preparada custa caro — em tempo, dinheiro, segurança e reputação.
Ter um procedimento de escalonamento claro transforma uma situação de alto estresse em um processo controlável, com decisões rápidas, papéis definidos e menos improviso.
Mais do que reagir a crises, empresas maduras se preparam para elas. E isso começa muito antes do embarque.
Em caso de viajante detido na alfândega, siga este fluxo:
1️⃣ Viajante
• Manter a calma e cooperar
• Não discutir, não filmar, não fazer piadas
• Solicitar informações, intérprete e direito de contato
• Avisar o contato de emergência da empresa quando possível
2️⃣ Gestão de viagens / plantão
• Registrar a ocorrência imediatamente
• Verificar seguro viagem e coberturas (inclusive jurídica)
• Validar dados da viagem, destino e equipamentos da empresa
3️⃣ Gestor direto
• Ajustar agenda e expectativas
• Comunicar clientes internos ou externos impactados
• Apoiar decisões sobre remarcação ou adiamento da viagem
4️⃣ RH e Jurídico / Compliance
• Orientar o colaborador sobre direitos
• Acionar assistência jurídica
• Avaliar riscos legais, trabalhistas e reputacionais
5️⃣ Alta gestão / Consulado
• Envolver apenas em casos graves ou prolongados
• Acionar consulado ou embaixada se houver detenção formal
Quando algo sai do roteiro, a diferença está no preparo
Situações como retenção na alfândega mostram, na prática, se a empresa tem processos claros, informações centralizadas e capacidade de reação rápida — ou se tudo depende de improviso.
Com a Onfly, a gestão de viagens deixa de ser apenas operacional e passa a apoiar decisões críticas, com dados do viajante, histórico da viagem, contatos e fluxos bem definidos em um único lugar.
Agende uma demonstração da Onfly e veja como estruturar políticas, protocolos e respostas a incidentes antes que eles virem um problema real.
Porque crise não se resolve no susto. Se resolve com processo.

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