Cross-border payments: como evitar taxas ocultas em pagamentos internacionais

Pagamentos internacionais fazem parte da rotina de empresas que operam globalmente — seja em viagens corporativas, contratação de fornecedores ou despesas em moeda estrangeira. O problema é que, para muitos gestores financeiros, o custo real dessas transações só aparece depois, quando o dinheiro já saiu do caixa.

Spread cambial, IOF, tarifas bancárias e custos de intermediários costumam estar diluídos, pouco transparentes e difíceis de prever. O resultado é simples: a empresa perde dinheiro sem perceber exatamente onde.

Entender como funcionam os cross-border payments é o primeiro passo para reduzir esse desperdício.

O que são cross-border payments e por que as empresas perdem dinheiro neles?

Cross-border payments são transações financeiras realizadas entre países diferentes, envolvendo moedas distintas e sistemas bancários que nem sempre se conversam diretamente.

Ao contrário de um pagamento local, uma transação internacional passa por:

  • conversão cambial;
  • instituições intermediárias;
  • sistemas de compensação internacionais; e
  • regras fiscais específicas.

Cada etapa adiciona custo. E, muitas vezes, esses custos não aparecem de forma clara na cotação inicial apresentada ao gestor.

Em viagens corporativas, isso se multiplica. Passagens, hotéis, alimentação, mobilidade e serviços pagos fora do país fazem com que pequenas taxas, quando somadas, gerem um impacto relevante no orçamento mensal.

Taxas ocultas: do spread bancário às tarifas de correspondente (SWIFT)

Grande parte do problema está nas chamadas taxas invisíveis. Elas não vêm destacadas como “taxa X”, mas estão embutidas no processo.

Spread bancário

É a diferença entre o câmbio comercial e o câmbio efetivamente aplicado pelo banco ou operadora. Quanto maior o spread, maior o custo real da transação — e menor a previsibilidade.

IOF

O Imposto sobre Operações Financeiras varia conforme o tipo de pagamento:

  • cartões de crédito internacionais;
  • transferências; e
  • contas em moeda estrangeira.

Sem controle adequado, o impacto do IOF pode passar despercebido até o fechamento do mês.

Tarifas de correspondentes e SWIFT

Em transferências internacionais, especialmente via SWIFT, bancos correspondentes podem cobrar taxas adicionais no caminho. O valor final recebido nem sempre é o valor enviado — e essa diferença costuma surpreender.

Esses custos “mordem” o orçamento aos poucos, tornando o controle financeiro mais complexo do que deveria ser.

Câmbio comercial x câmbio turismo: por que isso importa?

Muitos gestores só percebem o impacto do tipo de câmbio quando comparam extratos.

O câmbio comercial, usado em operações estruturadas, tende a ser mais próximo da cotação de mercado. Já o câmbio turismo, comum em cartões e operações menos transparentes, inclui spreads maiores.

Em viagens corporativas, a escolha do meio de pagamento influencia diretamente:

  • o custo por transação;
  • a previsibilidade do gasto;
  • a capacidade de conciliação posterior.

Ignorar essa diferença é aceitar pagar mais sem necessidade.

Como otimizar os pagamentos internacionais na sua gestão de viagens

Apesar da complexidade, existem estratégias práticas para reduzir custos e aumentar a transparência.

Use cartões corporativos modernos

Cartões corporativos com estrutura internacional, limites definidos e melhor negociação cambial reduzem dependência de cartões pessoais e melhoram o controle.

Avalie contas em moeda estrangeira

Para empresas com volume relevante de pagamentos internacionais, contas globais ou multimoedas ajudam a minimizar conversões desnecessárias.

Centralize e automatize a conciliação

O maior vilão não é apenas a taxa, mas a falta de visibilidade. Sem conciliação automática, o financeiro descobre o custo real tarde demais.

Plataformas como a Onfly ajudam justamente nesse ponto, ao centralizar pagamentos, despesas e relatórios, permitindo entender quanto foi pago, em qual moeda, com quais taxas e em qual contexto.

Transparência não reduz só custo — reduz surpresa

Empresas não perdem dinheiro em cross-border payments apenas porque as taxas existem. Elas perdem porque não enxergam o todo.

Quando o financeiro passa a entender a composição do custo internacional, decisões melhores surgem:

  • escolha mais inteligente de meios de pagamento;
  • negociação mais eficiente com fornecedores; e
  • redução de exceções e ajustes manuais.

No fim, evitar taxas ocultas é menos sobre caçar centavos e mais sobre governança financeira global.

Pagamentos internacionais não precisam ser um caixa-preta

Cross-border payments sempre terão custos adicionais. Isso faz parte do jogo global. O problema começa quando esses custos são invisíveis, imprevisíveis e difíceis de explicar.

Com informação, tecnologia e processos adequados, é possível transformar pagamentos internacionais em algo controlável — e não em uma surpresa no fechamento.

Como mais controle e visibilidade ajudam a lidar melhor com pagamentos internacionais

Quando falamos em taxas ocultas em pagamentos internacionais, é comum focar apenas no câmbio ou nos impostos. Mas, na prática, um dos maiores desafios está na falta de visibilidade ao longo do processo.

Muitas empresas só entendem o custo real de um pagamento internacional quando ele já apareceu no extrato ou no fechamento do mês. Uma forma de reduzir esse efeito é aproximar o momento do pagamento do momento da análise.

Em vez de lidar com informações fragmentadas — um valor no cartão, outro no relatório, outro na planilha —, a gestão de viagens começa a funcionar melhor quando pagamento e despesa caminham juntos, desde a origem.

O uso de cartões corporativos com regras claras é um primeiro passo importante.

Quando a empresa centraliza os pagamentos internacionais em um único meio, com limites definidos e contexto de uso, fica mais fácil comparar custos, identificar padrões e entender onde estão as maiores variações cambiais ou tributárias.

Além disso, soluções de gestão de despesas integradas ao pagamento ajudam a transformar dados dispersos em informação útil.

É o caso do Flow Expense, produto da Onfly, que organiza automaticamente despesas, valores convertidos e categorias de gasto, oferecendo uma visão mais estruturada dos pagamentos internacionais.

Nesse tipo de abordagem, o objetivo não é eliminar todos os custos envolvidos em operações globais, mas reduzir surpresas e melhorar a capacidade de análise.

Para gestores que lidam com viagens e despesas fora do país, ganhar clareza sobre como o dinheiro se movimenta já representa um avanço importante na maturidade da gestão financeira.

Quer entender onde sua empresa pode estar pagando mais do que deveria?

Conversar com um atendente da Onfly pode ajudar a mapear gargalos, identificar custos ocultos e estruturar uma gestão de viagens mais transparente e eficiente.

Uma conversa simples, com impacto direto no caixa.

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