Afinal o que é a Onfly? Um texto aberto aos nossos clientes, colaboradores e parceiros…

Uma carta aberta sobre quem é a Onfly, o que fazemos, o que acreditamos, para onde entendemos que está indo o mercado de viagens corporativas, no Brasil e no mundo. Este texto é para clientes, prospects, onflyers e fornecedores ;-)

24 minutos de leitura

Depois de quase 12 meses de existência, mais de 5 mil bilhetes aéreos emitidos, mais de 1200 reservas de hotéis realizadas, 2500 empresas cadastradas e 500 empresas atendidas, além de duas mudanças de escritório, 19 pessoas no time e algumas dezenas de “portadas na cara” de fornecedores e parceiros que não entenderam muito bem o que fazíamos , finalmente chegou o momento de contar um pouco mais sobre a Onfly.

O propósito deste texto (e me perdoe, mas ele é longo) é contar para os nossos clientes o que a gente gera de valor para eles, o que a gente acredita que vai transformar este mercado, e o que entendemos que faz sentido em relação aos desafios de gestão e viagens das pequenas e médias empresas do Brasil.

O texto também tem um propósito de educar novos “Onflyers” (o apelido fofinho dos colaboradores que deixam suor na mesa, diariamente, para que este sonho se torne realidade), fornecedores e parceiros, sobre exatamente quem é a Onfly, quem a gente atende, quem a gente educadamente agradece mas infelizmente não consegue atender, e principalmente, onde queremos chegar.

Bom, então vamos lá…

Como a Onfly nasceu?

A Onfly foi fundada por mim (Marcelo) e pelo Elvis, meu sócio, e foi fruto de uma experiência frustrante do Elvis, na antiga empresa que trabalhávamos juntos, ele como Diretor de Expansão viajava semanalmente, e era muito comum, por causa de R$ 10 ou R$ 15 reais de diferença ser colocado em hotéis de baixa qualidade, com cheiro de cigarro, comprometendo o sono e consequentemente suas reuniões no dia seguinte.

O fluxo de compra de passagem/hotel também era confuso, com troca intermináveis de e-mail, whatsapp e telefone.

Eu era responsável pela operação digital da marca, e duas coisas me incomodavam muito lá dentro: o processo de solicitação de reembolso, que era traumático (com excesso de papel, e necessidade de múltiplas aprovações físicas) e o fato de muitas vezes a gente solicitar a compra de uma passagem aérea, e quando recebíamos o bilhete, o preço comprado era mais caro que da companhia aérea.

Pra mim, aquilo não fazia absoluto sentido, para comprar mais caro que no site da companhia aérea, deveria ter uma excelente justificativa, pois caso contrário, eu poderia comprar direto e pedir reembolso (senso de dono mesmo).

Em 5 anos, na antiga empresa, passamos por 4 agências de viagens tradicionais, e todas, mas exatamente todas, faziam a reunião no primeiro dia, entregavam um login e uma senha de um sistema e sumiam.

Ah…. e todas as agências usavam o mesmo sistema de reservas online, que de tão lento e difícil de usar, poucos colaboradores usavam, ou seja, era mais fácil enviar e-mail ou ligar para a “pessoa do financeiro” comprar as passagens do que efetivamente entrar na plataforma e emitir.

Outra dor que enfrentávamos era a hora que chegava a fatura do cartão de crédito, era impossível fazer a conciliação das passagens e hotéis, com a leve sensação do acionista que estava sendo “lesado”, pois o dinheiro saia mas não tinha controle algum sobre estas despesas.

E pra encerrar a confusão, houve uma antiga secretária executiva que sim, roubou a empresa (e foi feito o respectivo B.O na delegacia na época) e foi descoberto que ela tinha alugado um carro há 1 ano para uso pessoal e que a empresa pagava sem saber, na verdade, a despesa do aluguel de carro sumia no meio de tanta linha de despesas de viagens na conciliação da fatura.

Vendo toda esta “confusão” e ineficiência, o Elvis um dia me chama para tomar um café, e fala:

“Marcelo, repara só, não tem como não fazer algo melhor, o processo é repleto de ineficiência, o mercado de viagens corporativas parece que não evoluiu, outra coisa, a agência de viagem não consegue enxergar os custos do Uber, da alimentação, do café, e isto tudo é viagem no final das contas”.

Depois de ter batido muito a cabeça abrindo uma produtora web lá em 2007 (com meu sócio e amigo Marcos Arrais), um E-commerce de Flores em BH (que inclusive, virou assunto para minha monografia sobre Lean Startup em 2012) e uma experiência intra-empreendedora no antigo emprego, chegou novamente a hora de sair da zona de conforto e começar novamente algo do zero.

E este foi o pontapé, para começarmos a estudar a cadeia de turismo, e decidimos lançar a Onfly, em um mercado extremamente tradicional e repleto de ineficiências.

Para que a Onfly existe? Qual dor ela resolve?

Estudando o fenômeno de turismo (contei um pouco dos aprendizados aqui e aqui) e como as empresas consumiam produtos de viagens, identificamos algumas coisas bem interessantes:

  • As agências tradicionais nasceram e foram preparadas para atender as grandes empresas, deixando de lado as pequenas e médias empresas;
  • As agências tradicionais trabalham em geral, da mesma forma há 20 anos, com pouca inovação e baixo uso de tecnologia em seus processos;
  • As agências tradicionais possuem margens altas (sim, se segura pois vou explicar isto mais abaixo);
  • O mercado de viagens corporativas é bem concentrado, com uma leve semelhança a um “cartel”, onde poucas agências “dominam” o atendimento das grandes empresas e exercem uma forte pressão de preços sob as companhias aéreas e a rede hoteleira;
  • Apenas 3 plataformas “self-booking” do mercado corporativo transacionam aproximadamente 85% do volume de viagens (mérito para eles, inclusive);
  • Em muitas empresas, as despesas com viagens é a terceira maior linha de despesas da operação, depois de folha de pagamento e marketing;
  • Poucas empresas grandes possuem um processo descentralizado e ágil na gestão de viagens de fato, com segurança e conhecimento dos dados, como tempo médio de compra por centro de custos, projetos, colaboradores e share de adesão da política de viagem, mas quando olha o cenário das pequenas empresas, o número de empresas com esta maturidade se aproxima de zero;
  • As plataformas de self-booking não gerenciam despesas, então nenhuma empresa conseguia ter a “visão 360 de viagens”, ou seja, quanto efetivamente custou uma viagem (eu vim do mercado de marketing digital, então me incomoda muito ninguém falar de ROI em viagens);
  • As pequenas e médias empresas, negligenciadas pelas agências tradicionais, “escapam” comprando passagens aéreas em sites de consumidor final, como OTAs (Maxmilhas, Decolar.com, SubmarinoViagens, 123Milhas) e dos sites das companhias aéreas, e comprando hotel no Booking e outros sites da internet, desperdiçando muito tempo neste processo, afinal, estes sites não foram desenvolvidos para atender o mercado corporativo;

Olhando para este cenário, chegamos a conclusão que as pequenas e médias empresas não tinham acesso ao serviço de agências de viagens, que era exclusivo para poucas empresas, e quando tinham, era cobrado altas taxas pelo serviço. E muitas das empresas inclusive, nem queriam o serviço de “agência de viagens”, dado que era nítido a diferença entre a experiência de compra de uma passagem aérea e hotel em um site como Decolar.com e na agência tradicional.

Logo, ficou claro, que precisaríamos desenvolver uma solução, com uso intensivo em tecnologia, que verticalizasse a cadeia, que fizesse gestão ‘ponta-a-ponta’ de viagens (ou seja, gerenciaríamos desde o Uber, o café, a compra do hotel, a passagem aérea e o aluguel de carro), que fosse feito sob medida e totalmente acessível para as pequenas e médias empresas, principalmente ágeis, e acreditarem no conceito de digitalização e descentralização.

Sabe a inovação do PagSeguro, que deu acesso as maquininhas para pequenos empresários que historicamente sempre foram negligenciados pela Cielo e Rede?

Lembram como era caro antigamente pegar Táxi? O Uber de certo modo democratizou o acesso aos “táxis”, com tarifas mais baratas usando o conceito de “economia compartilhada”.

Players como “Conta Azul” e Omie, criaram ERPs para o pequeno e médio, e democratizaram a gestão, que antes era exclusiva para grandes empresas.

Ou até mesmo as fintechs, como Nubank e Banco Inter que zeraram as suas taxas e democratizaram o acesso aos serviços financeiros que historicamente sempre foram caros.

Então…

A Onfly tem um propósito semelhante, democratizar e simplificar o serviço de gestão de viagens, que antes era exclusivo para poucas empresas (que possuem departamentos exclusivos para isto), para o pequeno e médio empresário… simples assim.

Sobretudo, a Onfly foi desenvolvida para atender as seguintes pessoas dentro das empresas:

O viajante

O maior ativo de qualquer empresa são seus colaboradores, portanto, cuidar para que ele tenha a melhor experiência possível, que exista um equilíbrio entre custo e conforto (beleza, ele não precisa ficar no Blue Tree, mas não dá para ficar em uma espelunca, sem ar condicionado e em péssimas condições) e que no final das contas, todo o processo de prestação de contas e reembolso seja o mais ágil possível.

O responsável por viagens (ai varia de empresa para empresa: secretária, analista financeiro, coordenador de compras, CFOs, até CEOs)

A Onfly foi criada para devolver tempo aos responsáveis por viagens dentro das empresas, todo o processo de receber solicitação do colaborador, fazer a cotação, aprovar a reserva e no final ter que consolidar relatórios para tomada futura de decisão ou então “inputar” manualmente no ERP demora muito tempo, muitas horas, e até semanas, mas com a Onfly, este processo se reduz a alguns poucos minutos podendo ser totalmente descentralizado.

Acionista

Para o acionista, nós trazemos segurança e controle, com a Onfly o acionista sabe exatamente para onde vai cada vírgula das despesas de viagens da empresa, e que com isto reduz drasticamente o volume de fraudes no processo, pois todos os dados ficam expostos, facilmente rastreáveis e auditáveis, se tem um colaborador que só compra passagem mais cara, pois quer pontuar no programa de fidelidade para viajar no final do ano com a família, isto vai aparecer, se tem colaborador que só compra passagem com 2 dias de antecedência, isto vai aparecer, o colaborador que só fica no hotel mais caro, ou até mesmo o que reserva carro para usar para fins pessoais nos finais de semana.

A empresa que usa a Onfly, tem intrinsecamente um selo garantindo que o processo de viagens é transparente e auditável.

Quer ver o nível de imaturidade de dados e transparência de viagens das empresas?

Olhem como é reportado as despesas de viagens da BrMalls, empresa de capital aberto e listada no novo mercado, grupo com o maior grau de governança das empresas listadas na B3.

No segundo trimestre de 2019, a BrMalls reconheceu R$ 6 milhões como despesas administrativas, e isto inclui, segundo nota explicativa: “principalmente despesas com viagens, despesas legais, consultorias técnicas, prêmios de seguros, etc…”

Entende como as despesas de viagens somem no meio das outras despesas?

Será que não era interessante dar visibilidade ao acionista por exemplo, desta linha, o que é exatamente viagem, e melhor ainda, para onde ela aconteceu e para qual projeto foi?

O Banco Itaú, uma das empresas com melhor governança corporativa da B3, digamos, reporta melhor suas despesas administrativas, conforme imagem abaixo.

Inclusive, dá para ver que a empresa reduziu de R$ 58milhões para R$ 57milhões do 2T de 2018 para o 2T de 2019.

Portanto, a Onfly entrega uma gestão completa dos dados de viagens e coloca todos os dados visíveis para os acionistas e integrados com os principais ERPs de mercado

O que a Onfly faz? É um OBT, OTA ou TMC?

É muito comum, principalmente em conversas com fornecedores, ou até mesmo quando entra um novo “Onflyer” no time, que surja as seguinte perguntas:

A Onfly é uma OTA?

A Onfly é uma TMC?

A Onfly é um OBT?

E para todas estas perguntas, respondemos: NÃO.

E antes que eu explique quem é exatamente a Onfly, vou dar um pequeno overview sobre o que é uma OTA, o que é uma TMC e o que é um OBT, ok?

OTA (Online Travel Agency)

É uma abreviação para agência de viagens online, exemplos de OTAs conhecidas: Decolar.com, Submarino Viagens, Booking, HotelUrbano, 123milhas, Maxmilhas. Estas plataformas fizeram uma grande disrupção nas viagens de lazer nos últimos 15 anos, convertendo o padrão de compra de passagem e de pacotes do ambiente offline para a internet, por exemplo, a Decolar.com já faz entre R$ 7bi e R$ 9bi de volume transacionado no Brasil, aproximadamente o mesmo valor que as 1400 lojas físicas da CVC. Outro dado importante, de como o crescimento da OTAs está mudando o comportamento do segmento, é a queda de SSS (Same Store Sales) da CVC no terceiro trimestre de 2019, o indicador caiu 6,4%, uma confirmação que o padrão de consumo para produtos turísticos de lazer está cada vez mais digital. O problema das OTAs para o corporativo, é que elas foram desenhadas para atender consumidores final (B2C), e não empresas (B2B) (dá uma olhada neste comparativo aqui).

TMC (Travel Management Company)

São agências de viagens focada em gestão de viagens corporativas, hoje o maior líder deste mercado no Brasil é a Flytour, no mundo a liderança é exercida pela Carlson Wagonlit. As TMCs tradicionalmente oferecem seus serviços para grandes corporações, que possuem departamentos exclusivos (e muitas vezes inchados) para trabalhar gestão de viagens. As TMCs normalmente não possuem braço, tampouco skills para atender a pequena e média empresa.

OBT (Online Booking Tool )

São plataformas usadas e contratadas pelas TMCs para que os clientes dela (empresas) façam reservas de hotel, aéreo, carro e criem chamados, através da internet, de modo “self-booking”, reduzindo todo o processo de requisição por telefone ou por e-mail. O problema dos OBTs é que eles foram desenvolvidos para agências de viagens, e não para empresas, portanto toda sua linguagem é técnica, a experiência em sua maioria é ruim, e sempre fica um hiato na comunicação do cliente final com a empresa que evolui a plataforma, pois toda intermediação é via agência (TMC).

E então, o que a Onfly é afinal?

Decidimos verticalizar a cadeia, desenvolvemos nosso próprio OBT, e trouxemos toda boa experiência de usabilidade e navegação das OTAS para o mercado corporativo.

Afinal, não é porquê é corporativo, que tem que ter uma experiência pobre, ou ruim, certo?

Pergunto: Quantas vezes você já teve treinamento para usar o Instagram ou Whatsapp?

E porquê cargas d`água você precisa ter treinamento para usar a plataforma de viagens da sua empresa?

Na Onfly temos uma regra, de simplificar sempre, se em algum momento entendermos que precisaremos dar treinamento de uso da nossa plataforma para os nossos clientes é por que erramos e será preciso refazer novamente.

Dê uma olhada abaixo, como é possível reservar um hotel com a gente em apenas 1 minuto 😉

Por outro lado, as TMCs trazem dados e controle de informações que as OTAs não entregam, mas normalmente este serviço só está acessível para grandes corporações.

O papel da Onfly é simplificar isto, entregar dados rápidos de viagens, para as pequenas e médias empresas tomarem decisões inteligentes a partir destas informações.

Então, para resumir…

Das OTAs trazemos a excelente experiência de uso e a agilidade, das TMCs trazemos o atendimento personalizado, e dos OBTs trazemos a segurança e riqueza dos dados para tomada de decisões, além de integração complexa com outros sistemas (ERPs, CRMs, Uber, 99, etc…)

Tentamos simplificar, trazendo o melhor de cada um deles para dentro da Onfly, conforme imagem abaixo:

Quem é o perfil de cliente da Onfly?

Uma coisa que aprendi, depois de muito tempo tomando porrada, é que “quem vende para todo mundo, não vende para ninguém”, então desde o início da Onfly, focamos em identificar o mais rápido possível quem é o nosso “perfil de cliente ideal”, as empresas que a gente consegue gerar valor com a nossa solução.

Então, ao contrário de alguns concorrentes, que vendem pacote para cruzeiros marítimos, possuem lojas em shopping centers, fazem eventos, a gente acorda e dorme diariamente pensando em como otimizar tempo e reduzir custos das empresas com viagens, qualquer coisa fora disto, pelo menos no curto e médio prazo, não iremos fazer.

Não iremos vender pacotes de lazer, não iremos vender para pessoa física, não vamos organizar eventos e não vamos vender plataforma para agências de viagens.

Ah… e também só encaixamos bem em empresas modernas, que já entenderam a necessidade de se digitalizarem e deixarem os processos mais ágeis, empresas que querem usar a Onfly para continuar fazendo solicitação de reservas por telefone ou por e-mail, ou que não acreditam que otimizar processos, com descentralização e empoderamento dos colaboradores é importante, não atendemos.

Por isto, que hoje da grande maioria dos clientes da Onfly, mais da metade são startups, elas são ágeis, gostam de velocidade, possuem elevados grau de governança e estão crescendo de forma exponencial 😉

Fale com um especialista Onfly

O mercado de viagens tradicional e o papel da Onfly na cadeia

Quando olhamos o mercado de viagens a lazer (B2C), ele foi totalmente transformado com o advento da internet e com o amadurecimento dos sites das companhias aéreas e das OTAs. As empresas de turismo que não entenderam este movimento, e insistem em acreditar que as pessoas ainda precisam ir em uma loja física para comprar uma passagem aérea, certamente vão ficar pra trás, da mesma forma que a Thomas Cook ficou e virou pó este ano.

Quando olhamos especificamente para o mercado B2B, de viagens corporativas, esta transformação ainda não chegou, e está pelo menos 10 anos atrasado em relação ao mercado B2C, e acreditamos que a próxima disrupção no setor certamente vai ser dentro do mercado B2B.

Eu vi exatamente isto acontecer no e-commerce nacional, primeiro a adesão do mercado B2C nas plataformas digitais, e depois, de forma mais lenta e cuidadosa o mercado B2B.

E acredite, o mesmo irá acontecer com o mercado de viagens corporativas.

Modelo de receita – margens altas

Jeff Bezos, fundador e CEO da Amazon tem uma frase brilhante: “sua margem é meu negócio”

Negócios como a Amazon, Uber, e fintechs como XP Investimentos, Nubank e Banco Inter, cresceram pois entraram em setores onde as margens tradicionalmente eram muito grandes, e através de tecnologia conseguem ganhar escala e projetam o modelo de negócios para trabalhar com margens infinitamente menores. Acredite, daqui há 10 anos, vamos olhar para trás e termos vergonha de termos pagado durante anos mensalidade para ter uma conta no banco, da mesma que não conseguimos pagar mais rios de dinheiro em uma simples corrida de táxi, como acontecia antigamente.

A Onfly nasceu sem a cobrança de Fee, e antes que o mercado tradicional ataque pedras, ou espalhem fake news, como tem sido feito nos últimos meses, e alguns clientes se perguntem qual é a “pegadinha” por trás disto, vamos entender como funciona hoje o modelo de remuneração de uma agência de viagem tradicional.

Hoje uma agência de viagens é remunerada de dois lados:

  1. Uma taxa paga pelo cliente, que pode ser feita via “transaction fee” ou uma taxa variável chamada “DU” por cada solicitação de compra que é realizada, seja por e-mail ou plataforma self-booking;
  2. E também a agência é comissionada pelos fornecedores, como companhias aéreas e redes hoteleiras. De fato, as companhias aéreas reduziram bem, nos últimos anos, as suas comissões (veja que até 2002, não existia fee, pois os repasses eram suficientes), mas ainda há um interessante repasse financeiro por estas empresas, e em uma tentativa de “mascarar” esta receita para os clientes, as agências de viagens, de forma muito criativa, criaram nomes para estes repasses, ora chamam de “over”, ora chamam de “remuneração de back-office”.

Fato é, que em geral, uma agência de viagens tradicional, com as receitas provenientes do pagamento do cliente e repasse dos fornecedores, trabalha com um take rate (margem de contribuição) média de 10 a 14% sobre todo volume transacionado (GMV).

Ou seja, se ela movimenta R$ 10 milhões, entra como receita algo próximo de R$ 1,2 milhões (12%).

Analisando o cenário atual, de Selic a 5%, um comportamento dos clientes, de cada vez mais reservar de forma automática e “contact less”, e principalmente buscando gerar mais eficiência do setor, nós realmente acreditamos que é possível trabalhar com um take rate entre 6% e 8%, e somos remunerados de duas formas:

  1. Mensalidade SAAS da plataforma de gestão de viagens e gestão de reembolsos, com valores super acessíveis;
  2. Repasse pelos fornecedores (uns repassam bem menos, como companhia aérea, e outros um pouco mais, como hotéis, ainda tem seguro, aluguel de carros, etc..)

Pergunto: quando você reserva um hotel no Booking ou no Hotel Urbano, eles te cobram algum transaction fee?

Então para esclarecer, a Onfly não está executando táticas incoerentes no mercado, acredite, eu trabalhei quase 10 anos (e ainda trabalho) com e-commerce, e vi diversos players anabolizados por um caminhão de dinheiro de fundos de venture capital, criar regras de frete e subsídios de preço que nunca fizeram a conta fechar, e sei o quanto isto é tóxico para o mercado.

E definitivamente, não irei fazer isto com a Onfly, ademais, nosso bolso é finito (e curto, a propósito) e todo o projeto está ancorado em capital próprio dos sócios.

Mas da mesma forma que a Nubank existe só com a “Interchange Fee” do cartão, a Onfly só é remunerada através dos fornecedores, de forma muito transparente, e repito, isto só é possível com escala e muita tecnologia envolvida.

A Onfly é essencialmente uma empresa de tecnologia, nos últimos 6 meses temos mantido uma entrega de 4 novas features relevantes por mês na nossa plataforma.

Benchmarks de empresas de turismo e tecnologia

O mais interessante, que pesquisando players lá de fora, é exatamente com este take rate que eles sobrevivem, pagam as contas e ainda remuneram os acionistas.

Vejamos alguns exemplos:

Travel CTM – Take rate 7%

Uma empresa que estudamos bastante e tem inspirado muito a nossa trajetória é a TravelCTM, uma companhia de capital aberto na Austrália focada em turismo corporativo.

O total transaction value (volume total transacionado) em 2019 foi de $ 6,4bi e a receita reconhecida de $ 449mi, take rate portanto de 7%, veja abaixo:

CVC – Take rate 10,3%

No Brasil, a CVC é o maior exemplo da tendência de redução de take rate do setor , a empresa de capital aberta, em 2012 possuía take rate de 16,2%, e no último trimestre (3T2019) o take rate foi 10,3%, sobretudo com o advento do crescimento das receitas com menorers margens (da operação de consolidadora da Rextur e da EsferaTur), conforme pode ser visto abaixo.

Reporte do último trimestre

Reporte de 2012

Para os acionistas da CVC, existe luz no fim do túnel, a empresa está se reiventado e está se preparando para este novo cenário, de margens menores e em um mundo cada vez mais digital. Como citei, existem players lá fora, com margens menores, que ainda conseguem ter lucro na última linha e ainda remunerar os acionistas.

Decolar.com – Take rate 11,2%

Outro player interessante e relevante, é a Decolar.com, e no último balanço reportado, ela atua com take rate de 11,2%, conforme imagem abaixo:

Resumindo, margem de 12 – 15% é herança de um período de SELIC de 40% (lembram do Armínio Fraga no governo FHC morrendo de medo da inflação voltar?) que dificilmente voltará, e as empresas de turismo ‘tradicionais’ precisam se adequar para este novo cenário, de margens menores.

Eu gosto de falar que foi o mesmo movimento dos táxis com o Uber, ou o mesmo movimento do PagSeguro no mercado das maquininhas.

Como o mercado está se transformando no mundo

Quando decidimos criar a Onfly, resolvemos ir lá fora e estudar modelos de negócios com a mesma proposta que a nossa, de resolver as ineficiências no mercado de viagens corporativas, e encontramos players muito interessantes, com um perfil bem semelhante ao nosso, alguns inclusive, já “unicórnios” pelos valuations recebidos em suas rodadas, e que se encontram em estágios bem mais avançados que o da Onfly.

Travel Perk

TravelPerk é um “One stop shop” de viagens corporativas, fundada em 2015 em Barcelona, que já levantou U$ 134mi de investimentos, e recentemente foi considerada a empresa de SAAS de maior crescimento em 2019.

TripActions

A TripActions, plataforma de viagens corporativas com sede na Califórnia, levantou recentemente U$ 250mi de fundos de VC e atingiu um valuation de U$ 4bi, a empresa já transaciona mais de U$ 1BI/ano em sua plataforma.

Além da TravelPerk e da TripActions, tem a Lola.com e TravelBank, estes dois com a proposta muito parecida com a da Onfly por serem focadas no mercado de small business e middle market.

Como está este mercado no Brasil

No Brasil, além da Onfly, tem a Smartrips (sim, do Ricardo Amorim) com a proposta de trazer inovação para este mercado, e está muito claro pra gente, que nos próximos 10 anos, dezenas de players irão surgir, da mesma forma como surgiram várias OTAs nos últimos anos no Brasil, mas acredite, gostamos disto, pois força a gente a trabalhar melhor e ajuda a educarmos nossos clientes e parceiros sobre nossa proposta.

Poderíamos nos reunir em salas sofisticadas, criar uma sigla de associação de qualquer coisa, e criar regras para impedir novos entrantes no setor, que é o que exatamente grande parte das associações fazem, sob a alcunha de “proteger e melhorar os serviços do setor”, mas definitivamente, não iremos fazer isto.

Para finalizar…

Para finalizar o ensaio, queria deixar aqui algumas conclusões:

Para os nossos parceiros/clientes e novos e futuros clientes

Aos mais de dois mil clientes que estão cadastrados na nossa base, meu “muito obrigado”, obrigado pela confiança e conte conosco para entregar diariamente experiências melhores, melhoria de processos e maiores reduções de preços, existem dezenas de Onflyers ávidos em te atender bem, eu, particularmente, nos últimos 6 meses acordo e durmo pensando em como entregar melhor serviços para vocês.

Aos leads e prospects, que estamos conversando, e discutindo sobre os desafios de viagens do dia-a-dia, acredite, se você tem um volume de viagens entre R$ 5 mil e R$ 300 mil/mês, nós conseguimos ser o parceiro de tecnologia que sua empresa precisa para enfrentar os desafios da nova economia.

Ah… e se você faz uma viagem a cada dois meses, e tem CNPJ, faz um voluminho pequeno, é bem vindo também 😉

Se faz mais de R$ 400mil, vamos conversar, talvez com nossa tecnologia e nossa visão, conseguimos te ajudar na redução de custos, lembrem-se, a Onfly não quer que seus clientes viajam mais, ela quer que viaje da forma mais enxuta e inteligente possível sempre com o foco em ter retorno sobre o investimento.

Para os Onflyers

Aos atuais Onflyers e futuros, “lets-go together”, vamos transformar este mercado, humildes em saber que não somos 1% ainda do que queremos ser, mas resiliência e força para continuar trabalhando, com o propósito de atender muito bem os nossos clientes e mudar toda lógica de um setor, levando eficiência e automação para um setor conhecidamente por ser analógico.

Muitas portas irão se fechar, e outras tantas devem se abrir, vamos olhar para o lado correto e acelerar 😉

Ah… e temos algumas vagas abertas, para tech, vendas e operações, se você quer fazer parte desta história, envia um e-mail pra gente (talentos@onfly.com.br).

Para os fornecedores e parceiros

Aos parceiros fornecedores, acreditamos muito em relações “ganha-ganha”, queremos criar relações duradouras e eficientes na cadeia, precisamos muito de vocês e conte conosco, não temos perfil de querer sangrar fornecedor, muito menos de querer ganhar sozinho, mas não conte conosco para criar “reservas de mercado” ou impedir que novos empreendedores, que trabalhem de forma honesta e limpa, entrem neste mercado.

Sempre seremos favoráveis ao mercado aberto, competitivo, com novos players relevantes e que entendem que o mercado está se transformando.

Se você, assim como a Onfly, acredita que o mercado de viagens corporativas vai passar por profundas transformações nos próximos anos, vem com a gente!

Abraços,

Marcelo Linhares

Fale com um especialista Onfly

Marcelo Linhares
Autor: Marcelo Linhares

Marcelo Linhares é um dos fundadores da Onfly, possui mais de 10 anos de experiência em marketing digital e varejo omnichannel, nos últimos 2 anos estudou o mercado de viagens e percebeu que as agências tradicionais trabalhavam da mesma forma há 20 anos, e resolveu criar a Onfly para transformar este mercado. Ele está sempre disponível no e-mail marcelo@onfly.com.br

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