Políticas de viagens regionais (LATAM, EMEA, APAC)

Empresas globais ou em processo de internacionalização enfrentam um desafio comum: como criar uma política de viagens corporativas que funcione em diferentes regiões do mundo.

Cultura local, legislação, segurança, infraestrutura, câmbio e até etiqueta de negócios variam bastante entre países — e ignorar essas diferenças costuma gerar problemas operacionais, riscos para o colaborador e perda de controle financeiro.

Por isso, em vez de uma política única e genérica, muitas empresas optam por políticas de viagens regionais, adaptadas às realidades de cada mercado. A seguir, você confere como funcionam as políticas de viagens para LATAM, EMEA e APAC, além das principais diferenças entre elas.

Política de viagens LATAM: características e foco

Na América Latina, a política de viagens corporativas precisa equilibrar controle financeiro, segurança e flexibilidade operacional

A região reúne países com realidades econômicas distintas, infraestrutura desigual e variações cambiais frequentes, o que exige regras claras, mas adaptáveis. 

Mais do que padronizar custos, a política LATAM costuma ter um papel importante na proteção do colaborador e na redução de riscos no deslocamento.

Escopo geográfico

A política de viagens LATAM abrange países da América Latina, como Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru, entre outros. Apesar da proximidade cultural em alguns aspectos, a região apresenta grande variação econômica, cambial e de infraestrutura.

Diretrizes típicas para LATAM

Um dos principais focos da política de viagens na LATAM é a segurança pessoal do viajante. Algumas cidades e regiões exigem cuidados adicionais, o que impacta diretamente regras de deslocamento e hospedagem.

Também são comuns diretrizes específicas sobre:

  • uso de transporte terrestre, com preferência por carros com motorista, táxis autorizados ou apps homologados;
  • restrições de horários para deslocamentos;
  • limites de gastos com hospedagem e alimentação ajustados à volatilidade cambial; e
  • orientações claras sobre documentação, como vistos, vacinas exigidas em alguns países e seguro saúde ou viagem.

Particularidades operacionais

Na prática, políticas LATAM costumam priorizar:

  • rotas diretas, sempre que possível, para reduzir exposição a riscos;
  • decisões sobre uso de moeda local versus cartões corporativos internacionais; e
  • participação ativa do time local na validação de fornecedores, hotéis e destinos.

Política de viagens EMEA: características e foco

A política de viagens para a região EMEA precisa lidar com um dos maiores níveis de diversidade operacional do mundo. 

Em um mesmo bloco, convivem países com altíssimo grau de padronização regulatória, como os da União Europeia, e mercados que exigem atenção especial a aspectos culturais, legais e de segurança. 

Por isso, as diretrizes costumam ser mais estruturadas, com foco em compliance, eficiência logística e previsibilidade de custos.

Escopo geográfico

A região EMEA engloba Europa, Oriente Médio e África — um grupo amplo e altamente diverso. As políticas precisam lidar tanto com países de infraestrutura extremamente madura quanto com mercados que exigem cuidados adicionais.

Diretrizes típicas para Europa

Na Europa, a política de viagens costuma ser mais padronizada e orientada à eficiência. É comum encontrar regras claras sobre:

  • escolha entre trem e avião, aproveitando a malha ferroviária integrada;
  • uso de companhias aéreas de baixo custo;
  • hospedagem alinhada a padrões rigorosos de segurança e compliance;
  • viagens bate-volta para reduzir custos com diárias, quando viável.

Diretrizes para Oriente Médio e África

Já no Oriente Médio e na África, o foco se desloca para conformidade cultural e segurança. As políticas geralmente incluem:

  • atenção especial a requisitos de visto e autorizações de entrada;
  • orientações sobre vestimenta, conduta e comportamento em países mais conservadores; e
  • critérios de segurança mais rígidos para destinos com maior nível de risco.

Particularidades operacionais

Entre os pontos operacionais mais relevantes estão:

  • o uso do euro em parte da região e múltiplas moedas em outras;
  • a presença de grandes hubs globais, como Londres, Frankfurt e Dubai; e
  • maior previsibilidade de fornecedores em centros urbanos estratégicos.

Política de viagens APAC: características e foco

Na região APAC, as políticas de viagens corporativas costumam ser mais detalhadas e preventivas. 

Grandes distâncias, fusos horários extremos e diferenças culturais profundas fazem com que cada viagem tenha impacto direto na saúde, na produtividade e na experiência do colaborador. 

Aqui, a política vai além do controle financeiro e passa a atuar como uma ferramenta de orientação, preparação e mitigação de riscos.

Escopo geográfico

A política de viagens APAC cobre a região da Ásia-Pacífico, incluindo países como China, Japão, Índia, Austrália e nações do Sudeste Asiático. É uma região marcada por grandes distâncias, fusos horários extremos e diferenças culturais profundas.

Diretrizes típicas

Aqui, a política de viagens costuma tratar com mais detalhe temas como:

  • regras para classe de voo em viagens longas, considerando saúde e produtividade do colaborador;
  • exigências de visto, cartas-convite e documentação corporativa para entrada em alguns países; e
  • orientações sobre etiqueta de negócios, hierarquia, troca de presentes e condução de reuniões.

Particularidades operacionais

No dia a dia, as políticas APAC precisam lidar com:

  • uso frequente de companhias aéreas regionais e low-cost, com regras específicas de bagagem;
  • diferenças significativas de infraestrutura entre mercados maduros, como Japão e Austrália, e mercados emergentes; e
  • necessidade de suporte ao viajante considerando idioma e fuso horário.

Quadro comparativo: principais diferenças entre LATAM, EMEA e APAC

AspectoLATAMEMEAAPAC
Foco principalSegurança e volatilidade econômicaEficiência, compliance e diversidadeDistância, cultura e fusos horários
TransporteRotas diretas e controle de deslocamentoTrens, low-cost e hubs integradosVoos longos e companhias regionais
MoedaAlta variação cambialEuro + múltiplas moedasForte diversidade cambial
DocumentaçãoVistos e vacinas pontuaisRequisitos variados por sub-regiãoVistos e controles rigorosos
Papel do time localMuito relevanteModeradoEssencial

Por que adaptar a política de viagens por região é uma decisão estratégica

Uma política de viagens regionalizada reduz riscos, melhora a experiência do colaborador e aumenta o controle financeiro. Mais do que isso, ela evita exceções constantes, retrabalho e decisões improvisadas.

Com o apoio de plataformas de gestão como a Onfly, empresas conseguem centralizar regras globais, adaptar políticas regionais e manter visibilidade sobre gastos, compliance e segurança — tudo em um único ambiente.

No fim, respeitar as diferenças regionais não é complexidade extra. É maturidade operacional.

O desafio das empresas que estão expandindo para outros países

Empresas em fase de internacionalização costumam começar com uma política de viagens única, criada para a operação local e replicada para outros países. No início, isso parece suficiente. Com o tempo, os problemas aparecem.

Custos fora do padrão, dificuldades com fornecedores locais, exceções recorrentes e insegurança do colaborador em viagens internacionais são sinais claros de que a política deixou de acompanhar o crescimento do negócio.

Nesse cenário, a adoção de políticas regionais não significa perder controle, mas ganhar escala com governança. A empresa mantém diretrizes globais, enquanto ajusta regras operacionais às realidades da LATAM, EMEA e APAC, evitando improvisos e decisões descentralizadas demais.

Para quem está expandindo, esse modelo costuma ser o divisor de águas entre crescimento sustentável e caos operacional.

Sua empresa atua em mais de uma região — ou está caminhando para isso?

Gerenciar políticas de viagens globais exige equilíbrio entre padronização e adaptação local. Quando esse controle não existe, o resultado aparece em exceções constantes, riscos operacionais e perda de visibilidade financeira.

Se você conhece alguém que enfrenta esse desafio ou quer entender como estruturar políticas regionais de forma mais inteligente, vale indicar a Onfly.

Ao fazer a indicação, além de ajudar outra empresa a ganhar controle, segurança e eficiência na gestão de viagens, você ainda pode receber gift card. Indique hoje mesmo!

E, se preferir, também é possível conversar com o time da Onfly para ver na prática como políticas globais e regionais podem coexistir sem complexidade.

Compartilhe esse conteúdo
Time Onfly
Time Onfly

Quer entrar em contato com o time da Onfly? Mande um e-mail para: [email protected]