O que é IOF? Entenda como funciona o Imposto sobre Operações Financeiras no Brasil

O IOF, sigla para Imposto sobre Operações Financeiras, é um tributo federal que incide sobre diversas operações financeiras realizadas por pessoas físicas e jurídicas no Brasil.

Além de ser uma importante fonte de arrecadação para o Governo Federal, o IOF é uma ferramenta de política econômica usada para controlar o crédito, monitorar o fluxo de capital e influenciar o comportamento do mercado financeiro.

Quando o IOF é cobrado?

O IOF é cobrado em diferentes situações. Abaixo, listamos as principais:

  • Operações de crédito: empréstimos, financiamentos, cheque especial e crédito rotativo;
  • Operações de câmbio: compra e venda de moeda estrangeira, incluindo transações com cartões de crédito/débito em moeda estrangeira;
  • Operações de seguro: incide sobre o valor pago como prêmio em seguros (vida, carro, etc.);
  • Operações com títulos e valores mobiliários: aplicável, por exemplo, a resgates de investimentos de renda fixa com prazo inferior a 30 dias; 
  • Compras internacionais: pagamentos feitos no exterior, tanto online quanto presencialmente; e
  • Transferências internacionais: incluindo remessas pessoais ou comerciais para o exterior.

Recentemente, o Governo Federal, através do Decreto n.º 12.499/2025, revogou os Decretos n.º 12.466 e n.º 12.467, ambos de 2025, os quais traziam alterações nas alíquotas de IOF.

O que acontece se eu não pagar o IOF?

O IOF é retido automaticamente pelas instituições financeiras no momento da operação. Portanto, é praticamente impossível deixar de pagá-lo. 

Caso alguma operação seja feita sem a devida retenção (por falha ou erro), a responsabilidade pelo recolhimento recai sobre o contribuinte, com possibilidade de multas, juros e penalidades fiscais.

Qual é a taxa normal de IOF?

As alíquotas do IOF variam conforme o tipo de operação. Mesmo com o novo decreto, a alíquota principal diária foi mantida no percentual de 0,0082%. 

Confira a tabela abaixo com os principais percentuais vigentes (sujeitos a alteração por decreto governamental):

Tipo de operaçãoAlíquota de IOF
Empréstimos e financiamentos0,38% + 0,0082% ao dia
Crédito rotativo e cheque especial0,38% + 0,0082% ao dia
Compras internacionais com cartão4,38%
Compra de moeda estrangeira em espécie1,10%
Remessas internacionais0,38% a 1,1%, dependendo da finalidade
Seguros0,38% até 25%, conforme o tipo de seguro
Investimentos de curto prazo (até 30 dias)Até 96% (IOF regressivo)

IOF para compras internacionais no cartão

Atualmente, a alíquota do IOF sobre compras internacionais feitas com cartão de crédito é de 4,38%. Essa taxa incide sobre o valor convertido em reais.

IOF para compra ou venda de moeda estrangeira

Nas transações de câmbio para compra de moeda estrangeira em espécie, o IOF é de 1,10%

Já para remessas de reais para outras moedas, como para compras com cartão de crédito ou débito no exterior e para carregamento de cartões pré-pagos, a alíquota sobe para 3,38%, com previsão de redução anual (.

IOF para transferências internacionais

Ao enviar dinheiro para o exterior, o IOF varia entre 0,38% (para diferentes titularidades) e 1,1% (para mesma titularidade).

IOF para empréstimo ou financiamento

Para operações de crédito como empréstimos e financiamentos, o IOF é calculado com base em duas alíquotas:

  • Alíquota fixa: 0,38% sobre o valor total;
  • Alíquota diária: 0,0082% ao dia, enquanto durar o contrato.

IOF para cheque especial ou crédito rotativo

Semelhante aos empréstimos, a alíquota é de 0,38% na contratação, acrescida de 0,0082% ao dia sobre o saldo devedor.

IOF para investimentos

Investimentos de renda fixa (CDB, LC, Títulos com resgate em até 30 dias estão sujeitos a uma alíquota regressiva de IOF, que pode chegar até 96% dos rendimentos no primeiro dia, reduzindo até zerar após 30 dias.

IOF para seguros

A alíquota sobre seguros varia conforme o tipo de cobertura. Por exemplo:

  • Seguro de vida: geralmente 0,38%;
  • Outros seguros (ex.: automóvel, viagem): pode chegar até 25%.

No que tange o IOF-Seguro, os investimentos feitos por pessoas físicas entre 11 de junho e 31 de dezembro de 2025 estarão isentos de impostos até o limite de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais). 

A partir de 1º de janeiro de 2026, fica estabelecido um limite anual de investimentos de até R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais), mesmo que sejam feitos em seguradoras diferentes. 

Para valores acima desses limites, será aplicada uma alíquota de 5%.

Como calcular o IOF? Exemplo prático!

Vamos a um exemplo de cálculo de IOF em um empréstimo de R$ 10.000,00 com prazo de 30 dias.

  • Alíquota fixa: 0,38% sobre R$ 10.000 = R$ 38,00;
  • Alíquota diária: 0,0082% ao dia x 30 dias = 0,246% sobre R$ 10.000 = R$ 24,60.

IOF total: R$ 38,00 + R$ 24,60 = R$ 62,60.

Ou seja, o cliente pagaria R$ 62,60 apenas de IOF, além dos juros do empréstimo.

IOF nas viagens: como impacta suas despesas

Nas viagens internacionais, o IOF é um custo relevante. Veja como ele aparece:

  • Compras com cartão de crédito internacional: +4,38% sobre cada transação;
  • Compra de moeda estrangeira: +1,1% na casa de câmbio;
  • Remessas para contas internacionais: entre 0,38% e 1,1%.

Dicas Onfly para reduzir o impacto do IOF em viagens:

  • Prefira pagar com cartão pré-pago ou utilizar contas globais;
  • Planeje a compra de moeda com antecedência;
  • Calcule o Valor Efetivo Total (VET) antes de escolher o meio de pagamento.

IOF na gestão de viagens corporativas: cartão corporativo x cartão pessoal

Para empresas, a escolha entre cartão corporativo e reembolsos via cartão pessoal de funcionários tem impacto direto no controle do IOF.

Vantagens do cartão corporativo:

  • Centralização das despesas;
  • Melhor gestão fiscal do IOF;
  • Menos burocracia para os funcionários;
  • Rastreamento de gastos em tempo real.

Por que evitar o uso de cartões pessoais:

  • Processo de reembolso demorado;
  • Dificuldade na separação de despesas pessoais x corporativas;
  • Menor visibilidade sobre o IOF pago.

Transforme a gestão de viagens da sua empresa com a Onfly

O IOF é um imposto presente em diversas operações financeiras no Brasil, com impacto direto no bolso de pessoas físicas e empresas. 

Entender como ele funciona, suas alíquotas e como calculá-lo é essencial para um bom planejamento financeiro, especialmente em viagens e operações internacionais.

Se sua empresa busca mais eficiência e economia nas despesas de viagens corporativas, conheça as soluções da Onfly!👉 Quer saber mais? Continue acompanhando o blog da Onfly!

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Iane
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