Digitalização no Turismo: conheça duas tecnologias para check-in que tiveram a implementação acelerada pela pandemia

Desde o início da pandemia, a maioria das empresas em todo o mundo precisaram reinventar seus processos para se adaptar à nova realidade. Conheça nesse post duas tecnologias de check-in que tiveram a implementação acelerada pela pandemia, e vieram para ficar.

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Desde o início das medidas de restrição adotadas para conter o avanço da covid-19, iniciadas em meados de Março de 2020, grande parte das empresas em todo o mundo precisaram reinventar seus processos para se adaptar à nova realidade. Precisaram de uma pandemia de proporções jamais vistas para entenderem a necessidade da transformação digital.

Na vida pessoal, fomos apresentados a novas formas de trabalhar, de fazer compras do dia a dia e de socializar com amigos e familiares, tudo de forma digital.

Em muitas empresas, presenciamos o início dessa transformação, e em diversas outras, a aceleração significativa do processo que já vinha acontecendo. De uma hora pra outra, precisaram otimizar os canais digitais, migrar para o trabalho remoto e, em setores essenciais, oferecer formas seguras de manter as atividades presenciais. Por essa necessidade, houve o aumento da adoção de experiências contactless.

É sobre isso que falaremos hoje nesse post.

Aeroportos otimizando o processo de check-in

A experiência do viajante nos aeroportos já vinha mudando gradualmente nos últimos anos, automatizando cada vez mais os processos padrão, como o check-in, visando o aumento da agilidade e da comodidade do passageiro.

Agora, além da leitura do QR Code na própria tela do celular, aeroportos como o Aeroporto Internacional de Confins vêm testando o embarque de passageiros com reconhecimento facial, sem apresentação de cartão de embarque ou documento de identificação. Além da intenção de agilidade, que se mantém, a pandemia trouxe a necessidade de evitar ao máximo as aglomerações, e essa tecnologia pode ajudar a reduzir drasticamente as filas.

Somado a isso, o reconhecimento facial também ajuda órgãos de segurança do governo no combate a crimes.

“O objetivo é simplificar e trazer mais comodidade ao passageiro. Além disso, temos a questão da segurança, esse processo é mais seguro do que uma conferência manual por algum funcionário dos documentos do passageiro, por exemplo. Evita-se fraudes e dúvidas se aquela pessoa é de fato ela mesma. Estamos falando também em otimização de fluxo e ganhos em termos de logística.”

Brenno Sampaio, Superintendente de Relacionamento do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) em entrevista ao Jornal O TEMPO.

Hotéis usando mais tecnologia para check-ins

A pandemia forçou a cadeia hoteleira a se reinventar, com dezenas de hábitos e processos históricos sendo completamente repensados.

Falamos com a Juliana Nogueira, Gerente Nacional de Vendas na Master Hotéis, e ela nos contou mais sobre como foi a mudança nos processos da rede.

1 – Esta melhoria já estava planejada antes da Covid, ou foi simplesmente reflexo da necessidade provocada pela pandemia?

Tanto o web check-in, quanto o  guest control, QR code (com cardápios, informações gerais do hotel, serviços e horários de funcionamento) já estavam no planejamento para implantação e negociação de valores, com adaptação da tecnologia antes da pandemia.

A pandemia acabou acelerando o processo, mas mais pelo lado da empresa de tecnologia (ZOOX), que nos trouxe essas possibilidades visando a mudança e fazendo que tudo  acontecesse mais rápido.

2 – Você acredita que o retorno do investimento acontecerá pela melhora da experiência do cliente?

O retorno é imediato pela satisfação do hóspede, agilidade e segurança ainda maior no processo. Tendo ainda mais tempo para a recepção dar um atendimento diferenciado para aquele hóspede que gosta de atenção, além de dar maior privacidade e rapidez para os que não querem muito contato ou estejam com pressa e precisem dessa agilidade que a tecnologia traz.

3 – Qual o feedback dos seus hóspedes? E o que já melhoraram/alteraram/adaptaram a partir desses feedbacks?

Por incrível que pareça, já estamos utilizando o web check-in há mais de 3 meses e não tivemos ainda uma adesão alta. Estamos em processo de adaptação para o formato de envio do formulário para entender quais as resistências. Acreditamos ser também um processo de amadurecimento do cliente.

Recentemente, ela postou no seu perfil do LinkedIn um vídeo mostrando a agilidade do processo, que foi concluído em menos de 5 minutos! Confira!

Resumindo, estamos em um momento de olhar exclusivamente para frente. É fundamental repensar todas as práticas do passado e abandoná-las sempre que houver uma forma melhor de fazer o que é preciso. A digitalização é um vetor de potencialização para os negócios, e quem resistir ficará para trás.

Isabela Antunes
Autor: Isabela Antunes

Isabela é Analista de Marketing Jr. na Onfly e graduanda em Administração pela PUC Minas.
Para falar com ela, é só mandar um email para isabela@onfly.com.br

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