Como anda a operação de low costs no Brasil?

Você sabia que mais de 5 companhias regulares, as famosas low costs, fazem operações no Brasil? Desde a autorização e regulamentação das movimentações dessas companhias por aqui pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a agência vem realizando mudanças regulatórias para tornar o mercado nacional mais atrativo e ampliar a concorrência.

O modelo bastante difundido na Europa, Ásia e América do Norte (local em que foi desenvolvida), são empresas de transporte aéreo que assim como o nome sugere, possuem tarifas mais baratas do que a média e que cabem no bolso do viajante. Se quiser conhecer a fundo sobre este tipo de transporte, te explicamos detalhadamente neste blog post. Além disso, abordamos o por quê dessas empresas conseguirem cobrar um valor tão barato pelos bilhetes aéreos.

O ponto aqui é entender como é a movimentação das low costs no Brasil. Continue com a gente que vamos te contextualizar tudo.

Como as low costs chegaram no Brasil?

Nossa história começa com a revisão das Condições Gerais de Transporte Aéreo (CGTA) lá em 2016, promovidas pela ANAC. Dentre os mais de 65 artigos da nova proposta, estava a desregulamentação da franquia de bagagem despachada e o aumento da franquia mínima da bagagem de mão.
Na ocasião, o passageiro não possuia escolha e, sempre que comprava uma passagem aérea, para trechos dentro ou fora do país, pagava por uma franquia de bagagem despachada, mesmo se não for utilizá-la

Essas mudanças, nas Condições Gerais, tinham a intenção de adequar as regras praticadas no Brasil ao restante do mundo, de permitir a possibilidade de passagens aéreas ainda mais baratas e a oferta de diversos perfis tarifários que se adequam melhor a viagem de cada passageiro.

Ou seja, a ANAC estava propondo a retirada da obrigatoriedade da franquia de bagagem despachada atualmente embutida no bilhete aéreo, conforme a necessidade do usuário no momento da compra do bilhete aéreo, proporcionando ao passageiro o direito de escolha.

A ideia vinha de modelos de mercado já praticados em países da América do Norte, Europa, Ásia e Oceania, onde os passageiros podem contar com empresas aéreas que visam ao transporte aéreo de baixo custo, as low cost.

Outro ponto fundamental para a chegada deste modelo ao Brasil foi a lei 13.842/2019 que permitiu a participação de 100% de capital estrangeiro em empresas aéreas brasileiras, o que foi um prato cheio para a entrada das cias low costs no Brasil com tarifas muito competitivas.

Como elas conseguem autorização por aqui?

Já contei por aqui que mudanças regulatórias que tornem o mercado nacional mais atrativo e ampliem a concorrência vêm sendo realizadas, nos últimos anos, pela ANAC. Recentemente, a Agência simplificou o processo para autorizar a operação de empresas regulares, por meio da Lei nº 14.368, de 14 de junho de 2022, conhecida como Lei do Voo Simples.

Agora, caso uma empresa pretenda realizar operações para e a partir do Brasil, basta registrar seus atos na Junta Comercial do local onde pretende se estabelecer e dar entrada no pedido de autorização para operar, procedimentos que podem ser realizados em paralelo, permitindo uma grande redução no prazo para que uma empresa possa iniciar suas operações e, consequentemente, comercializar bilhetes de passagem.

O tempo estimado para concessão de autorização para operar, cujo processo levava mais de 200 dias, foi reduzido para aproximadamente 30 dias, a contar do prazo que da entrega de toda a documentação necessária pela empresa. As informações são da própria ANAC.

E como anda a operação de low costs no Brasil?

A empresa chilena Sky Airline foi a primeira aérea estrangeira low cost a operar um voo regular internacional de passageiros no Brasil, após a Agência conceder a autorização operacional à companhia e ser publicada no Diário Oficial da União. Hoje, ela possui 7 frequências semanais para Galeão, 6 semanais para Guarulhos e 3 semanais para Florianópolis.

Além desta, outras low cost operam no Brasil como a Viva Air da Colômbia: 4 frequências semanais entre Medellin e Guarulhos, passando para 5 no final de novembro; a Flybondi da Argentina: 7 frequências semanais para Florianópolis, 14 para o Galeão e 7 para Guarulhos e a chilena JetSmart : 6 frequências semanais para o Galeão e 2 para Foz do Iguaçu.

A europeia Norwegian (com a rota Londres-Galeão desde maio de 2019) e a argentina Avian também operam por aqui.

Além dessas empresas, outras cias aéreas low costs já demonstraram interesse em já receberam autorização da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) para darem início às suas operações em território brasileiro, são elas:

  • Air Nostrum
  • GulfAir
  • Virgin Atlantic

Essas empresas são muito bem vistas principalmente entre os mochileiros, que podem preferir viajar com essas companhias aéreas ao invés de ônibus, um meio de transporte bastante utilizado entre os brasileiros. Quando falamos sobre o meio corporativo, é necessário uma cautela por parte dos gestores e responsáveis por viagens a trabalho, pois nem sempre o preço mais baixo é mais vantajoso ao colaborador.

E aí? O que acha do modelo low cost? Confira essa e outras publicações em nossa newsletter.

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José Alberto Rodrigues
José Alberto Rodrigues

Olá! Me chamo José Alberto Rodrigues. Sou jornalista e pós-graduado em Comunicação e Marketing. Sou o Analista de Conteúdo na Onfly e nos últimos meses venho me dedicando a entender como funciona o mercado de viagens corporativas e como otimizar os custos de viagens das empresas. Para falar comigo, é só mandar um e-mail para jose@onfly.com.br