Mercado de viagens corporativas cresce no primeiro semestre de 2022

Segundo dados da Associação Brasileira das Agências de Viagens Corporativas (Abracorp) o faturamento do mercado de viagens corporativas mais que triplicou no primeiro semestre de 2022, se comparamos com o mesmo período do ano passado. Os números apontam que, ao todo, foram contabilizados cerca de R$ 4,8 bilhões, com destaque para os serviços aéreos que chegaram na casa dos R$ 3,1 bilhões.

A hotelaria também teve o seu crescimento nos primeiros meses deste ano. O setor teve um salto de 31,4% quando comparado o primeiro com o segundo trimestre de 2022. O rendimento saiu de R$ 542,08 milhões para R$ 712,8 milhões. A locação de veículos também apresentou um incremento no período. Foram quase R$ 20 milhões a mais.

A Associação ainda divulgou os dados referentes ao mês de julho, apontando a recuperação do segmento em índices superiores à pandemia. O registro é de quase R$ 1 bilhão de faturamento, valor 1,8% superior ao mesmo mês de 2019.

O setor aéreo também foi o destaque do período, computando R$ 644 milhões, índice 2,82% acima do valor registrado em julho de 2019. O segmento hoteleiro também registrou em julho números iguais ou próximos ao período pré-pandemia.

O que levou ao aquecimento do mercado de viagens corporativas ?

Os motivos para este aumento perpassam fatores macroeconômicos, câmbios e de insumos. Além disso, a volta dos eventos, seminários e feiras reaquece esse nicho importante do mercado de viagens corporativas.

De olho no núcleo que mais faturou neste semestre, o reajuste que as companhias aéreas realizaram no período de flexibilização e retomada das viagens pós-pandemia da Covid-19 foi também pelo método de seguraram os valores das passagens com preços promocionais artificialmente devido à baixa demanda e procura durante a pandemia.

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia bagunçou o mercado mundial energético e de combustíveis. As incertezas dentro do cenário macroeconômico mundial elevaram, com valores recordes, o preço do petróleo, influenciando expressivamente o preço médio do querosene de aviação (QAV), somado ao aumento na cotação do dólar, que pressionou cada vez mais o setor da aviação, com efeitos diretos nas passagens aéreas nacional e internacional – focos de discussões dentro e fora do mercado.

Só para se ter uma ideia da potência do mercado corporativo, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD Contínua), o turismo corporativo foi responsável por 14,6% das viagens realizadas dentro do país no ano de 2021. Já no Estudo da demanda turística internacional do Ministério do Turismo, o segmento foi o segundo principal motivo da vinda de estrangeiros ao Brasil em 2019.

Ao todo, 15,4% dos estrangeiros que chegaram ao Brasil foram motivados por esta finalidade, com gastos diários per capita de US$ 77,39. Os destinos mais procurados foram São Paulo (SP) (49,2%), Rio de Janeiro (RJ) (19,1%), Curitiba (PR) (4,8%), Porto Alegre (RS) (3,4%) e Brasília (DF) (3,2%). Todos esses foram divulgados pelo Ministério do Turismo.

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José Alberto Rodrigues
José Alberto Rodrigues

Olá! Me chamo José Alberto Rodrigues. Sou jornalista e pós-graduado em Comunicação e Marketing. Sou o Analista de Conteúdo na Onfly e nos últimos meses venho me dedicando a entender como funciona o mercado de viagens corporativas e como otimizar os custos de viagens das empresas. Para falar comigo, é só mandar um e-mail para jose@onfly.com.br