O que são viagens de incentivo

Conheça o conceito de viagens de incentivo e saiba a melhor forma de planejá-la

Viagens de incentivo são uma gratificação da empresa dada aos colaboradores pelo bom desempenho em suas atividades e no cumprimento dos objetivos estabelecidos. Ao invés de premiar os colaboradores com dinheiro, preferem entregar uma experiência inesquecível.


Em um artigo anterior, falamos da importância no incentivo de oferecer um pouco de sossego aos seus colaboradores através do conceito de Bleisure, combinando o prazer de uma boa viagem com a responsabilidade nos negócios. Agora, se você tem uma empresa que separa um bom budget para premiações, já visando um bom incentivo aos funcionários, por que não investir em viagens de incentivo de uma vez?

Ao contrário da ideia de combinar negócios e relaxamento, sozinho ou com a família, as viagens de incentivo são uma grata recompensa dada aos colaboradores e que parte da própria empresa. As políticas de viagens continuam valendo, as boas práticas no cotidiano também, mas ao invés de um eletrodoméstico ou uma bonificação ao funcionário, nada melhor do que mostrar a ele o quanto a dedicação pode ser bem favorecida.

Dá só uma olhada no que as viagens de incentivo podem ser um excelente negócio para a empresa e para o colaborador, como forma de retribuição pelos excelentes trabalhos prestados.

O que define as viagens de incentivo?

Sem rodeios: viagens de incentivo são uma gratificação da empresa dada aos colaboradores pelo bom desempenho em suas atividades e no cumprimento dos objetivos estabelecidos.

Em algumas empresas, esses incentivos por metas cumpridas costumam ser uma bonificação no salário dos colaboradores, ou um sorteio exclusivo para determinados itens, entre outras surpresas mais simples.

Contudo, como toda mudança de uns anos para cá, os novos profissionais buscam sempre maneiras de crescerem e se desenvolverem em suas áreas escolhidas. E nisso, dinheiro talvez não seja mais suficiente, as pessoas estão preferindo experiências, pois elas normalmente se tornam inesquecíveis. É aí que as viagens de incentivo costumam entrar.

Esta é uma modalidade com grande adesão no setor de viagens corporativas. Segundo uma pesquisa da AMPRO (Associação de Marketing Promocional), cerca de 56% das ações de marketing de incentivo são direcionadas a essas viagens.

O que pode ser incluso em uma viagem de incentivo?

Como o nome sugere, as viagens de incentivo são planejadas para dar um ânimo a mais para os profissionais se dedicarem mais a empresa, ao mesmo tempo em que fortalecem a própria carreira.

Alguns exemplos podem incluir:

  • Congressos, workshops e cursos custeados por completo pela empresa;
  • Viagens turísticas, incluindo hotel, passeios e restaurantes;
  • Cruzeiros.
  • Viagens para ambientes naturais.

E a lista vai além, cada uma definida com antecedência e com um orçamento estipulado. Seja qual for o destino e atividades escolhidas, é bom ter uma noção real do que seus colaboradores iriam gostar de receber, bem como os próprios custos da viagem, que seja parte de suas ações de endomarketing. Já já falamos um pouco mais sobre isso.

Qual a diferença dela para as viagens corporativas?

Apesar dos tipos de viagens estarem dentro do grande grupo do turismo de negócios, e ambas também serem formas de incentivar os profissionais a terem um melhor desempenho dentro da empresa, cada uma tem objetivos bem estabelecidos.

Viagens corporativas, por exemplo, visam garantir algum ganho para a empresa, seja para firmar parcerias, adquirir novos clientes, garantir conhecimentos, entre outros objetivos diversos..

As viagens de incentivo, embora possam incluir treinamentos e cursos, são uma forma de estimular os profissionais a baterem as metas desejadas. E neste último caso, é bem importante deixar cada detalhe em evidência, tanto para que não haja desinformações ao longo da campanha, bem como planejar tudo com calma.

Quais são as políticas de viagem a serem trabalhadas?

Como já falamos por aqui, as políticas de viagem são a maneira mais prática e eficiente para definir uma boa viagem financiada pela empresa. Se estabelece um orçamento, o que o colaborador pode e não pode fazer, além de ser uma boa forma de incluí-lo na tomada de decisões relacionadas a ele próprio.

Para viagens de incentivo, isso não é diferente. A empresa pode levantar todos os custos necessários para uma viagem inesquecível, e normalmente não deve cobrir exatamente tudo o que seus colaboradores almejam fazer. Para determinados gastos, é bom deixar claro que será por conta dele próprio. Mas à essa altura, com tudo alinhado previamente, normalmente não há problemas.

E os desafios, eles existem?

Sem sombra de dúvidas! Tal como qualquer tipo de viagem, dentro e fora do calendário, é um processo que demanda tempo, cuidado nos detalhes, uma boa atitude diante dos imprevistos, e claro, custos. Especialmente no combo passagem aérea + hospedagem, que costumam ser os mais salgados dentro do orçamento.

Além de tudo isso, que já demanda atenção constante dos profissionais de gestão, ainda tem a própria campanha na qual os colaboradores precisam agir para que essa viagem seja viabilizada. De certa forma, é com parte dos ganhos estabelecidos que se banca o momento. Junto a viagem em si, é importante criar uma boa política de endomarketing, para que faça cada momento valer.

Para planejar viagens de incentivo, uma boa saída é buscar empresas terceirizadas para esse fim. Os valores cobrem todas os aspectos envolvendo a viagem, buscando sempre uma boa economia nas áreas mais custosas, ao mesmo tempo em que se equilibra com um bom roteiro.

Essa última parte é bem relevante, não adianta pensar numa boa viagem para sua equipe se o destino não é muito interessante, se não houver boas coisas para fazer por lá, ou os locais onde eles ficam trazem poucos atrativos. Aqui, o ideal é fazer uma pesquisa com os próprios colaboradores. Pelo perfil da própria empresa, já é possível traçar algumas possibilidades, mas com uma pesquisa direta, o filtro funciona melhor.

Cuidado também com questões acessórias, por exemplo, se sua empresa está fazendo uma competição interna para o ganhador ir para a Disney nos Estados Unidos, cuide para que os colaboradores saibam o processo para tirar visto, ajude-os na logística e nos custos do translado para a entrevista, e inclua no pacote de benefícios um valor em dólares para o colaborador gastar diariamente, bem como roteiros pré-definidos, afinal, existem muito mais custos envolvidos, além da passagem e hospedagem.

Quando não há planejamento...

O amadorismo ao criar uma viagem de incentivo, muitas vezes custa caro, aquela viagem que era para ser inesquecível, vira uma experiência oposta e um transtorno para o colaborador, conheço uma história de uma marca, que queria premiar as vendedoras que batessem a meta do ano, com uma viagem para Bariloche de 7 dias.

Acontece que as vendedoras que bateram a meta, não tinham roupas de frio suficiente para passar todos os dias na cidade argentina, e o que era para ser uma conquista, foi um pesadelo para elas.

Se tivesse planejado, a marca cuidaria de todos os detalhes, do vestuário dos viajantes, até os passeios no país vizinho.

Concluindo

Viagens de incentivo são uma ferramenta excelente para dar aos colaboradores a chance de fazerem muito mais pela empresa, e de quebra garantir ótimas experiências. Por um lado, isso melhora a imagem interna e externa da mesma; por outro, também pede por uma relação de confiança entre empregador e profissional. Conquiste esse bom equilíbrio, e a viagem será uma grata experiência para ambos os lados. Até a próxima!


AUTOR: Jared Belfort

PUBLICADO EM:07 Jul 2019

BIO: Jared Belfort é especialista em viagens da Onfly, nos últimos meses tem se dedicado a entender como funciona o mercado de viagens e como pode otimizar os custos de viagens das empresas, para falar com ele, basta enviar um e-mail para jared@onfly.com.br


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