Como contornar o aumento de preço das tarifas aéreas em 2022?

Se você é gestor de viagens ou o próprio colaborador viajante, dá pra perceber, no bolso, o aumento das tarifas aéreas no Brasil. Segundo uma pesquisa exclusiva da Onfly, os preços de passagens aéreas subiram quase 15% até fevereiro desde ano. Já ao longo do ano passado, as tarifas dispararam 19,3%. 

Os motivos para este crescimento dos preços perpassam questões macroeconômicas e insumos, como aumento do dólar e o do petróleo, o que impactou no preço da querosene de aviação.

Em maio, o preço médio da passagem aérea no Brasil atingiu o maior valor em dez anos. E para quem trabalha cotidianamente com viagens sabe o peso de uma tarifa cara para o andamento das atividades.  

Como anda o cenário das tarifas aéreas?

Bora falar de dados?

Em maio deste ano, o bilhete aéreo no mercado doméstico foi vendido por R$682,60, valor 22% superior em relação ao preço do mesmo período de 2019. Nos cinco primeiros meses de 2022, o preço médio da tarifa aérea foi de R$605,04, representando aumento de 21,8% na comparação com três anos atrás, quando o valor médio ficou em R$496,19. Os dados e informações apresentados fazem parte do painel de indicadores de tarifas aéreas domésticas, publicado em julho deste ano, pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Para se ter uma noção do panorama de vendas, o painel de tarifas aéreas domésticas de maio aponta que 21,2% dos bilhetes foram vendidos por até R$300,00; aproximadamente 45% foram comercializados abaixo de R$ 500,00; e 7% custaram mais de R$1.500,00. 

Santa Catarina foi o estado com a menor média no preço do bilhete, de R$ 560,75. As passagens que tiveram o estado de Roraima como origem ou destino apresentaram o maior valor médio, de R$ 1.235,44. Do total de bilhetes comercializados em maio, 24% tiveram como destino os aeroportos no estado de São Paulo, 9%, os terminais do Rio de Janeiro; 6,4%, o Paraná; e 6,1%, Minas Gerais. Com 5,8%, o aeroporto de Brasília fecha o ranking dos principais destinos mais comercializados no período.

“Em abril de 2021, nosso tíquete médio na Onfly era de R$ 1.052, com tempo de antecedência de compra de 8 dias. Atualmente, o tíquete médio está em R$ 2.155, com tempo de antecedência de 14 dias, o que mostra uma variação de 104% em um ano, mesmo com o cliente planejando comprar com mais antecedência”,

relata Marcelo Linhares, CEO da Onfly.

O que vem provocando o aumento de tarifas?

Um dos principais agravantes desse rolê é o aumento do querosene de aviação (QAV) que acumulou alta de 59% entre janeiro a maio deste ano. Na comparação do quinto mês do ano com o mesmo período de 2019, o QAV registrou elevação de 137,8%. Você sabia que o querosene de aviação representa aproximadamente um terço dos custos das empresas aéreas? Isso explica um pouco a disparada dos preços. 

Além disso, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), mais da metade dos custos do setor aéreo são em dólar e com a valorização desta moeda, os custos crescem proporcionalmente. Hoje, um dólar se encontra custando R$5,27. Outro fator relevante é oferta e demanda, com a oferta equilibrada e uma maior demanda, causada pelo relaxamento da pandemia, os preços naturalmente subiram.

A guerra na Ucrânia também gerou e continua gerando interferências no valor final dos preços das passagens. Afinal, a situação removeu a Rússia do mercado global de petróleo, o que aumentou muito o preço dessa commodity.

Como contornar e gerar economia para a sua empresa? 

As passagens aéreas representam uma grande fatia do orçamento de viagens corporativas. Com o aumento dos valores dos bilhetes, cada vez mais, é preciso pensar em como atenuar esses valores. Tempo de antecedência de compra é hoje o melhor jeito para as empresas conseguirem reduzir custos do bilhete, mas nem sempre esta é a realidade das empresas. 

Entender o processo de gestão de viagens da sua empresa é um passo importantíssimo para começar a economizar. Por isso, é importante apostar em uma política de viagens bem estruturada para evitar dores de cabeça. Por ser um documento de política, ele precisa conter todas as regras sobre os gastos com passagens aéreas, transportes, deslocamentos, hospedagens, alimentação, entre outros procedimentos necessários para o bem-estar do viajante e realização do objetivo da viagem.

Além disso, é importante pesquisar bem o local em que você está procurando suas passagens aéreas. Na Onfly, por exemplo, buscamos em tempo real, os mais diferentes canais de compra em diferentes companhias aéreas para te mostrar (em apenas uma página) qual a melhor opção de preço de passagem aérea, naquele momento para a empresa.

Bom, espero que tenha entendido um pouco sobre o por quê do aumento das tarifas aéreas e dos motivos que levaram para esta subida. Para saber mais sobre notícias e dicas do mercado de viagens corporativas, assine nossa newsletter abaixo e nos siga no LinkedIn.

esg
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José Alberto Rodrigues
José Alberto Rodrigues

Olá! Me chamo José Alberto Rodrigues. Sou jornalista e pós-graduado em Comunicação e Marketing. Sou o Analista de Conteúdo na Onfly e nos últimos meses venho me dedicando a entender como funciona o mercado de viagens corporativas e como otimizar os custos de viagens das empresas. Para falar comigo, é só mandar um e-mail para jose@onfly.com.br