As 5 principais tendências para gestão de viagens corporativas em 2020

Ao longo dos últimos anos, o mercado de viagens corporativas vêm passando por um processo de transformação, tecnologias inovadoras e ferramentas de gestão de viagens estão ganhando cada vez mais espaço no mercado entre as empresas modernas

Separei uma lista incrível com as 5 principais práticas e tendências de viagens de negócios para 2020:

1. Viagens de trabalho responsáveis e sustentáveis

De acordo com um estudo feito pelo Boston Consulting Group, os millennials serão responsáveis por cerca de 50% dos gastos em viagens de negócios em 2020. Essa nova geração está cada vez mais preocupada em incorporar a sustentabilidade em suas viagens a trabalho, consequentemente, esses viajantes optam por serviços que integram a economia colaborativa que vão além do Uber, mas também, patinetes compartilhados, transportes públicos e meios de hospedagem.

A sustentabilidade também é incorporada no momento de prestação de contas, por meio de relatórios e cupons fiscais que antes demandava uma pilha enorme de papéis e formulários, agora, plataformas e ferramentas digitais estão mudando o jogo do mercado e facilitando a vida dos viajantes e analistas financeiros das empresas ao redor do mundo. Esse tipo de ferramenta será ainda mais comum nesse ano de 2020.

2. Flexibilidade na viagem a trabalho e bleisure

Já não é novidade para ninguém a flexibilidade de horários na jornada de trabalho das empresas atuais, principalmente quando falamos mais especificamente sobre startups. A saúde mental e física está diretamente relacionada à produtividade e a entrega de bons resultados do colaborador.

A combinação dos negócios e do lazer ( business + leisure = bleisure) já é uma realidade e não mais uma tendência entre o público mais jovem, que já busca aproveitar e curtir o destino visitado ao mesmo tempo em que realiza seus afazeres do trabalho. Qualidade de vida é algo bastante almejado pela geração atual, portanto sua empresa deve sempre se atentar à essa realidade e adaptar a política de viagens como aliada.

Olha que massa esse vídeo no Youtube do canal Lipe Travel Show, que aborda um pouco mais o fenômeno do bleisure:

3. ROI como KPI de gestão de viagens corporativas

ROI é uma abreviação muito comum entre os profissionais de marketing digital para o termo em inglês Return Over Investment, usado para mensurar a efetividade dos investimentos feitos pelos setores da empresa em um negócio. Desse modo, a corporação minimiza o risco de investir seu dinheiro em ações que não irão gerar nenhum retorno.

Como aplicar esse KPI na gestão de viagens? Uma viagem a trabalho é um investimento para a empresa, e não somente uma despesa. Quando falamos de uma viagem corporativa, o investimento feito ao longo do tempo deve ao menos se pagar para não gerar prejuízos. É importante lembrar que nem sempre uma viagem tem como principal objetivo fechar um negócio ou parceria, mas pode representar um treinamento de funcionários que acarretará numa maior produtividade ou até mesmo, um recall de algumas peças em uma fábrica de carros que irá evitar uma perda a longo prazo para a corporação.

4. Economia nas passagens e novas cias aéreas no Brasil

Em Junho de 2019, o governo brasileiro sancionou uma lei que permite a entrada de cias aéreas com capital 100% estrangeiro. Com isso, as cias aéreas “low costs”, bastante conhecidas na Europa e nos Estados Unidos, passam a ter poder de atuação no Brasil. É natural que os preços caiam nas rotas operadas por novas essas empresas em função do aumento da concorrência, conforme afirmado pelo estudo feito pelo metabuscador Kayak houve uma queda de 23% no valor das passagens aéreas desde a chegada das low costs no mercado nacional.

Essas companhias da aviação possuem algumas características no seu modelo de operação que deixam as tarifas das passagens aéreas com valores mais acessíveis, principalmente para quem gosta de economizar na hora de viajar. Como por exemplo, a cobrança pela reserva de assentos, serviços adicionais como refeições a bordo são pagos à parte, despacho de bagagem é cobrado, a frota é mais homogênea e as operações de embarque e desembarque é otimizada em relação as demais cias aéreas.

A ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), já autorizou a operação de algumas cias aéreas low costs estrangeiras no mercado brasileiro, a maioria já está em operação, como a Flybondi (Argentina), Norwegian (Noruega), Sky Airline (Chile) e a Jet Smart (Chile). Será que vamos ver mais empresas desse modelo operando no Brasil nos próximos anos?

5. Controle dos dados em tempo real e User Experience

Antigamente, vários gestores de viagens ficavam perdidos e sem nenhum controle dos viajantes de negócios de suas empresas, dependendo exclusivamente de planilhas de excel que demandavam tempo e eram uma facada no coração da produtividade.

Com a chegada do fenômeno da Indústria 4.0 e da IOT (Internet of Things), a forma de gestão da viagem a trabalho precisou adaptar-se às novas tecnologias. Empresas e ferramentas que possuem o usuário como centro do negócio, estão saindo na frente das demais, veremos isso cada vez mais presente no ano de 2020. Atualmente, existem ferramentas self-booking simples de usar que permitem a configuração de políticas de viagens, fazer a gestão em tempo real dos colaboradores que estão em viajando e dão autonomia para os funcionários reservarem as próprias viagens. É um sonho para qualquer gestor que já pode se tornar uma realidade (Adeus aos telefonemas e e-mails com sua agência).

O mercado está em mudança, e as agências de viagem tradicionais não estão conseguindo passar pelo processo de transformação digital, a quebra da Thomas Cook é um ótimo exemplo do que estou dizendo. Startups estão mudando radicalmente a forma de atuação nos mercados tradicionais como o Nubank, Buser, QuintoAndar fizeram, e acredite, não será diferente no mercado de viagens corporativas. Se sua empresa está crescendo, demanda por viagens a trabalho e possui inovação como um valor insubstituível, procure por modelos inovadores para te ajudar, te garanto que não será uma agência de viagens tradicional de 20 anos atrás que irá conseguir fazer isso.

Vinicius Ribeiro Lima
Autor: Vinicius Ribeiro Lima

Analista de Marketing da Onfly, turismólogo com formação complementar em marketing pela UFMG, mochileiro e apaixonado por inovação, startups e empreendedorismo. Graduado em Tourism, Hospitality & Business pela Boston College UK e atuante no mercado de turismo e viagens corporativas há mais de 4 anos. Para falar com Vinicíus só enviar um e-mail para vinicius@onfly.com.br

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