15 travel techs e mobility techs para ficar de olho em 2021

O ano de 2021 promete ser o ano das startups, selecionamos 15 startups de diferentes nichos do setor de turismo e mobilidade para você ficar de olho em 2021.

O mercado de travel sofreu bastante em 2020! Juntas, GOL e AZUL perderam R$ 12B em valor de mercado, e acumularam prejuízos bilionários,  a CVC que em janeiro de 2020 valia R$ 7,3B, hoje vale R$ 3,5B, 52% de queda.

Por outro lado, na contramão dessa queda, as locadoras cresceram, Localiza apresentou um dos melhores trimestres da sua história no terceiro trimestre, com receitas de R$ 3B, alta de 18% sob 2019.

Veja abaixo um pequeno infográfico sobre o panorama do setor de turismo e mobilidade em 2020, com olhar para as empresas de capital aberto (que possuem dados públicos).

Uma coisa que é unânime entre todos os especialistas é sobre como a Covid acelerou a mudança de hábitos, o que muita gente fazia antes de forma “off-line”, agora, quase que por obrigação, estão fazendo online. 

Como referência, todos os grandes players de e-commerce cresceram mais de dois  dígitos em 2020, alguns, inclusive, cresceram 3 dígitos (mais que 100%).

Nunca antes na história, tecnologia e digitalização estiveram tão em alta em todos os segmentos, costumo falar que é muita arrogância o setor de turismo acreditar que passará ileso das cicatrizes da Covid-19.

Como em todos os outros mercados, a tecnologia vai transformar o  turismo e mobilidade, que se convergem cada vez mais.

Em março de 2020 lançamos com exclusividade um mapa de travel techs, onde mapeamos 96 empresas de tecnologia.

Utilizamos na ocasião a referência da Lufthansa Inovation Hub, que em suas análises coloca lado-a-lado o mercado de travel e mobilidade.

Neste artigo, destacamos 15 travel techs e mobility techs que valem a pena ser observadas em 2021.

Reforço que a utilização de tecnologia não é exclusividade das startups novatas, portanto, não se assuste em ver empresas tradicionais na lista, ok?

Outro ponto que vale ser destacado, não há nenhuma ordenação por importância  na lista, foram listadas de forma aleatória, respeitando as seguintes categorias: OTAs, Business Travel, Payments, Hotel Solutions, Aviação, Rodoviário e Locação de veículos.

Quer conhecer? Pegue um café, respire fundo, e aproveite o post.

1 – Hurb

O Hurb, antigo Hotel Urbano, foi uma das poucas empresas do setor de turismo que aceleraram em 2020. Até live para justificar como eles conseguiam preços tão atraentes para os pacotes eles fizeram.

Chegaram a ofertar pacotes para Nova York e para Tóquio, com passagem aérea de ida e volta, e hospedagem por menos de R$3 mil reais, e com um dólar acima de R$ 5.

Foram extremamente agressivos e conseguiram manter as vendas em 2020.

Em 2019 a Hurb fez R$ 780M em vendas, é disparado o player líder de hotelaria no Brasil,  aliás, a meta da companhia é se tornar uma empresa global, João Mendes, CEO da companhia, já falou que quer brigar com o Booking no mundo todo, se olharmos a Booking por exemplo, ela nasceu na Holanda e abriu capital em Nasdaq e hoje vale U$ 83B, será que a Hurb vai conseguir seguir o mesmo caminho?

Pessoas talentosas que não faltam, Hurb possui um dos melhores times de engenharia no setor de turismo no Brasil, e prometem crescer muito em 2021 aliando tecnologia, big data, algoritmos de inteligência artificial, com bastante calor humano, a empresa por exemplo, não terceiriza seu atendimento, acredita que é fundamental ter atendimento próprio, ao contrário de algumas OTAs internacionais.

Categoria: OTA

2 – Maxmilhas

Embora tenha perdido a liderança do setor para 123milhas, a mineira Maxmilhas deve recuperar forte em 2021, a empresa já anunciou que vai atacar outros segmentos, como venda de pacotes, conta com uma base de usuários gigante, e vai ser uma das principais OTAs em 2021.

Se executar outras verticais como pacotes e hotéis tão bem, como executou venda de passagens aéreas com milhas nos últimos 8 anos, a Maxmilhas tem chance de terminar 2021 com o dobro do tamanho que fechou 2019.

Assim como a Hurb e 123milhas, ela se beneficia de um mercado muito mais “educado” no pós-pandemia em 2021, com hábitos e comportamentos bem mais digitais.

A empresa conta com uma tecnologia de ponta (arrisco a dizer que é uma das melhores experiências de compra de passagem aérea online) e uma base de usuários extensa.

Portanto, qualquer novo produto que a empresa for lançar, já nasce com um potencial enorme de escala. 

O ponto de atenção da Maxmilhas e da 123milhas, é que cada vez mais as companhias aéreas enxergam estes players como um “câncer”  a ser combatido, que realizam arbitragem em cima de compra e venda de milhas e retira uma boa fatia dos seus lucros (há divergências, mas tudo bem).

Com os programas de fidelidade voltando para as companhias aéreas, como a Latam fez com o LATAM PASS, e a GOL deve fazer com a Smiles,  a chance das companhias aéreas serem mais rígidas com estes modelos de negócios aumenta.

Vale acompanhar, 2021 também  pode ser o ano da “pivotagem” da 123Milhas e da MaxMilhas.

Categoria: OTA

3 – 123Milhas

Depois de fagocitar todo o espaço de mídia nos principais aeroportos nos últimos 3 anos, com fotos photoshopadas do Zezé de Camargo vestindo camisas baby look, e até o ex menino prodígio da Decolar, Bruno de Lucca, a 123Milhas é a bola da vez em 2021.

A empresa saiu na frente na corrida contra a Maxmilhas, em 2020 colocou hotel, pacotes de viagens, seguros e até carro na plataforma, virando uma OTA completa que deve buscar a  alcançar a Decolar neste ano.

Lembrando, a Decolar fez algo próximo entre R$ 7B e R$ 9B no Brasil em volume de reservas em 2019, portanto, acredito que a 123Milhas consiga chegar em R$ 4B em 2021, veja que se olharmos no Similarweb, eles já chegaram no tráfego da Decolar.com. 

Observe que até loja física a 123Milhas já lançou em um shopping de BH, imagina o potencial de escalar este modelo através de franquias em todo o Brasil.

Quer um palpite? 

Em 2 anos a 123milhas vai estar maior que a Decolar, lembrando que o grupo possui outras empresas além da própria 123milhas no portfólio, que concorrem por exemplo com consolidadoras e operadoras (principalmente com a CVC).

Por fim, se as aéreas acabarem com o comércio das milhas, a 123milhas está preparada para virar a chave muito rapidamente.

Categoria: OTA

4 – Instaviagem

A InstaViagem tem um modelo super-interessante, eles tem uma proposta de “escalar” as  viagens personalizadas com muita tecnologia, a empresa captou ano passado um investimento seeed da gestora de venture capital Domo Invest e estava escalando de forma acelerada até a pandemia.

A InstaViagem não concorre com Hurb, Decolar ou Viajanet, o foco dela é  o viajante de lazer, que tem intenção de realizar viagens únicas.

Como afirma o site da empresa: “Criamos experiências de viagem únicas e exclusivas.”

É um modelo híbrido que mistura tecnologia e especialistas com muito conhecimento em viagens para auxiliar os viajantes, e a startup ainda tem uma opção onde o cliente cria um “destino surpresa”, ou seja, baseado em algumas variáveis  como: tempo de viagem, destino (nacional ou internacional), tipo de hospedagem (resort, albergue, hotel, etc..) e modal (ônibus, carro ou aéreo), fornecidas pelo usuário, a InstaViagem cria uma sugestão de viagem completamente única.

É um modelo, que sem dúvida, com a retomada das viagens em 2021, vai ganhar market-share e vale ser acompanhado. 

Categoria: OTA

5 – Zarpo

A Zarpo é uma OTA com uma proposta bem mais nichada, ao invés de oferecer um sortimento gigante, a Zarpo se preocupa em oferecer forte curadoria de hotéis, e alta profundidade na explicação dos hotéis, em um modelo muito próximo ao de um “clube de compras”.

Hoje a startup diz ter 7 milhões de clientes cadastrados.

Veja a descrição da Zarpo diretamente do site deles:

“O Zarpo é a agência de viagens online mais seletiva do mercado. Selecionamos criteriosamente os melhores hotéis, resorts e pousadas do Brasil e do mundo com o objetivo de impressionar os nossos clientes com a qualidade das nossas coleções.”

Ou seja, não espere ver hotéis anunciados na Zarpo dentro do Trivago ou do Google Travel, para ver qualquer preço é preciso estar logado, só isto já confere uma vantagem interessante a plataforma, pois ela consegue burlar as regras de paridade exigidas pelos hotéis, a partir do momento que oferece preço exclusivo para os “membros”, e ao focar em menos conteúdo que as outras OTAs, ela pode ter um poder de barganha maior, que consequentemente será revertido em mais descontos.

É um círculo vicioso interessante:  poucos e selecionados conteúdos, com uma demanda grande, mais descontos e mais clientes.

No mês de novembro de 2020, no meio da pandemia, a Zarpo registrou vendas recordes, mostrando que o modelo é resiliente, e que atualmente, com as fronteiras internacionais fechadas, e os clientes optando por viagens mais “curtas”, curiosamente a Zarpo se beneficiou deste comportamento dos novos viajantes.

Categoria: OTA

6 – Onfly

A proposta da Onfly é muito simples, democratizar o acesso à gestão de viagens no Brasil.

O que antes era exclusivo para poucas empresas através de tecnologias caras como SAP Concur, onde a empresa pode cadastrar a política de viagem, convidar colaboradores,  organizar workflow de aprovação, reservar passagem aérea, hotel e carro, e digitalizar todos os reembolsos de viagens, além de integrar com Uber e 99, e conciliar faturas.

Agora está acessível para milhares de empresas no Brasil.

A questão é que com os altos custos das soluções “corporativas” e das agências tradicionais e em busca de soluções mais ágeis, as pequenas e médias empresas recorrem às OTAs (online agency travel) como Decolar, Booking e 123milhas.

O único problema que estes sites não foram pensados para setor corporativo, portanto, as empresas ao optar em reservar viagens nestas plataformas precisam fazer toda gestão com planilhas em excel e trocas intermináveis de e-mails, o que acaba minando a produtividade dos colaboradores.

A Onfly simplifica os processos de viagens das empresas com uma solução “tudo em um” que digitaliza toda jornada do viajante, incorpora desde reservas de viagens, ao fluxo de reembolso de despesas, digitalizando toda jornada do viajante, eliminando trocas de e-mails e papéis,  entregando gestão e dados para o travel manager tomar decisões inteligentes, e garantindo segurança aos acionistas das empresas, com redução de fraudes e transparência.

Categoria: Business Travel

7 – Bank3

A WEX, empresa americana de capital aberto, vendeu sua operação no Brasil e deixou muita gente na mão, inclusive centenas de agências de viagens e empresas.

A Bank3 é uma fintech focada em travel, com solução de cartão de crédito virtual (VCN), que ainda dá cashback.

Eles têm a chance de pegar todos os clientes que ficaram órfãos da WEX, e ainda resolver um problema gigante para a cadeia, acabar com o famigerado faturamento.

O mercado de travel, por ser altamente transacional, e de baixa margem,  tem muita oportunidade para convergir para soluções financeiras, e a Bank3 tem a oportunidade de liderar este setor no Brasil, sendo a fintech de travel líder no Brasil, atendendo milhares de agências.

Incrível como a CVC, com R$ 17B de valor transacionado em 2019,  não pensou ou não executou isto antes, a Decolar ano passado desembolsou um cheque de R$ 20M na KOIN de olho nesta convergência entre serviços financeiros e serviços turísticos.

Note, só nos primeiros 6 meses de 2019, o turismo teve um faturamento recorde de R$ 136B, se a Bank3 conseguir capturar 2% deste volume já terá um belo TPV (Total Payment Volume), e irá ajudar milhares de agências de viagens e cadeias hoteleiras com questões relacionadas a pagamento.

Categoria: Payments

8 – Letsbook / Pmweb

Verticalização da distribuição é uma das fortes tendências do turismo em 2021, companhias aéreas, locadoras de carros e redes hoteleiras, embora não digam explicitamente para evitar a fadiga do conflito com as agências de viagens, estão investindo cada vez mais na venda direta.

Companhias aéreas na pandemia cortaram investimentos em várias áreas, e desligaram centenas de profissionais, mas a maioria continuou investindo em tecnologias que melhorassem a venda diretamente dos seus sites.

Especificamente os hotéis, eles sacaram que não dá pra ficar na mão das OTAs, a PMWEB é uma empresa gaúcha, liderada pelo grande Augusto Rocha, que foi pioneira em oferecer uma ferramenta de reserva para os hotéis, e uma solução de CRM, para ajudá-los a se relacionar com os hóspedes depois do checkout.

Em resumo, a Pmweb com a solução Letsbook oferece tecnologia para os hotéis dependerem menos dos intermediários, conseguindo vender direto e depois aumentar a recorrência dos hóspedes, é música para o ouvido dos acionistas dos hotéis.

Na minha opinião, o maior desafio da empresa, além de oferecer tecnologia, vai ser ensinar competências de marketing digital para a cadeia hoteleira, afinal, motor de busca sem tráfego é algo análogo a construir uma loja no deserto.

Note, dá até para pular os intermediários como Decolar, Booking e Expedia, mas não dá para eliminar os custos  com o Google e o Facebook!

Lembre-se, Expedia e Booking gastaram quase U$ 11B com ads em 2019, e grande parte dessa grana foi pro caixa do Google! Para conseguir vender direto, os hotéis vão ter que saber jogar o jogo do marketing digital.

Categoria: soluções para hotéis

9 – Asksuíte

Ainda na linha de empoderar os hotéis e permitir que eles vendem direto, a Asksuíte criou um chatbot para ser inserido no site dos hotéis, onde o usuário consegue fazer uma cotação e reserva de quarto em alguns segundos diretamente pelo chat.

O interessante desta solução, é que além de permitir que o hotel aumente a conversão dos visitantes em hóspedes, elimina boa parte da necessidade da área de “vendas” dos hotéis, historicamente um departamento com pouquíssima tecnologia aplicada.

Sem falar que o chatbot é 24×7 😉

A Asksuíte é de Santa Catarina e no meio do ano passado anunciou um investimento de R$ 4 milhões da ABSeed, fundo especializado em empresas SAAS.

O legal da Asksuíte que ela já nasceu global.

Veja como a empresa se posiciona, com texto do seu próprio site:

“A plataforma Asksuite possibilita a gestão de WhatsApp, Facebook Messenger, Chat do site, E-mail e outros canais de atendimento em uma única interface. E um premiado chatbot inteligente para sua central de reservas aumentar a produtividade, gerar mais oportunidades de venda e estar disponível 24/7 para seus clientes.”

Categoria: soluções para hotéis

10 – HSystem

A última travel tech que tem a proposta de ajudar os hotéis a terem uma rentabilidade maior e que merece ser observada em 2021 é a Hsystem.

Note que tanto a Pmweb, Asksuíte e Hsystem tem essencialmente a mesma proposta: Aumentar a venda direta dos hotéis.

A diferença é que a PMWEB além de um motor oferece CRM, a Asksuíte oferece um chatbot, mas mirando um mercado global (portanto pelo menos 50x o mercado nacional), e a Hsystem além do motor, oferece uma plataforma de distribuição “democrática”, então o hotel não tem que deixar tubos de dinheiro para poder distribuir seu inventário em OTAs e operadoras.

A Hsystem oferece uma solução de gestão de canais, que já é utilizada por centenas de hotéis no Brasil.

Costumo falar que o elo mais frágil e ineficiente da cadeia do turismo é o hotel, eu acredito que 2021 vai ser o ponto de inflexão desta relação. 

Com uma boa oferta qualificada e bem mais acessível de tecnologia, sem os históricos e legados sistemas de distribuição, que são caros e pouco eficientes, os hotéis vão ter a oportunidade de melhorar a gestão de distribuição e consequentemente, aumentar a sua  rentabilidade.

Reforço que ainda falta uma travel tech que consiga oferecer marketing digital e gestão de funil para os hotéis de forma escalável, algo parecido com o que a The Hotels Network faz lá fora.

Fica a dica para quem quiser empreender neste segmento 😉 

Categoria: soluções para hotéis

11 – Voa Hotéis

A startup Voa Hotéis é uma espécie de “copycat” da OYO, com a vantagem de ter um entendimento bem mais profundo do mercado hoteleiro no Brasil.

Já falei bem sobre a OYO por aqui, mas é um modelo que faz muito sentido pois o pequeno hoteleiro tem pouco acesso a capital, pouco poder de barganha com fornecedores de distribuição como Booking, Expedia e de soluções de tecnologia para gestão hoteleira (PMS), e channel managers.

Acredite, tem muito hoteleiro pequeno que faz gestão de hóspedes em uma planilha excel, tampouco consegue pagar um channel manager para ajudá-lo a distribuir seu inventário.

A proposta da Voa Hotéis é entregar uma marca para os hotéis independentes, com um modelo padronizado de gestão e uma stack de ferramentas para que o pequeno hotel consiga ter mais hóspedes, menos custos, e consequentemente uma maior rentabilidade.

Uma marca mais sexy, com marketing bem feito, uma gestão profissional de distribuição por trás,  e um verdadeiro canivete suíco de tecnologia para ajudar o pequeno hoteleiro a ganhar mais dinheiro.

Veja como a empresa se posiciona, com este texto retirado diretamente do site deles:

“Somos uma mistura de rede de hotéis com startup, por isso, uma das nossas maiores preocupações é colocar softwares de altíssima performance à disposição do hotel, sem custo!”

No Brasil, a hotelaria independente representa 87,9% do mercado, portanto, um terreno fértil para modelos como o da OYO e da Voa Hotéis.

Eu especulo que outras startups nesta linha surgirão nos próximos anos, o desafio é realmente gerar valor para o pequeno hoteleiro, o mercado, pelo visto, é infinito.

Categoria: Hotelaria

12 – Flapper

Flapper é o “uber dos helicópteros”, a startup sediada em Belo Horizonte, mas com escritórios em várias cidades da América Latina, tem a proposta de transformar a mobilidade aérea com uma solução “boutique” e com um preço muito acessível.

Recentemente a empresa captou R$ 2,5M com equity crowndfunding, para acelerar seu crescimento nos próximos cinco anos.

Ao contrário das companhias aéreas comerciais, a Flapper foi uma empresa beneficiada com a pandemia, pois participou de missões internacionais que  ajudaram a trazer brasileiros que estavam ilhados em outros países, aliado a uma Classe A, com alto poder aquisitivo,  que normalmente gastaria milhões de reais viajando para Europa e para Dubai, mas tiveram que se contentar em descansar no litoral brasileiro, e veja, gerou até congestionamento  de jatinhos no litoral brasileiro.

A Flapper se beneficia de um público que não quer ser atendido em massa pelas companhias aéreas, e topa pagar um pouco mais para um atendimento premium em jatos particulares.

Categoria: mobilidade aérea

13 – FlyAdam

A FlyAdam é a concorrente da Flapper no Brasil, embora possuam algumas diferenças no modelo de negócios, a tese é que capturem milhares de passageiros que cansaram da aviação comercial.

Lançada no começo de 2020, a Fly Adam é uma plataforma inovadora de mobilidade aérea e está revolucionando o mercado, pois permite o fretamento de uma aeronave em qualquer lugar do Brasil e do exterior a partir do próprio celular ou computador, sem ter que fazer diversas cotações em empresas diferentes. 

Recentemente a ANAC autorizou a compra de assentos  individuais em voos operados por empresas de táxi aéreo, e a FlyAdam consegue ser uma das primeiras a distribuir a venda destes assentos.

Atualmente a empresa tem dois modelos, o Adam Pool, onde o passageiro registra a sua intenção de voo e, dessa maneira, participa da formação de grupos para a abertura de novas viagens (semelhante ao Buser). 

E o Adam Private,  que facilita o fretamento de aeronaves executivas, inclusive fora do Brasil. 

Ao invés do contratante, seja pessoa física ou empresa, ter que ligar para várias empresas de fretamento executivo, encontra tudo em apenas um clique no app ou no site.

Categoria: mobilidade aérea

14 – Buser

Com um caixa recheado, após um investimento de R$ 300milhões da Softbank, a Buser vai continuar crescendo em 2021, se prepare que iremos ver muitos ônibus rosa por aí.

Até o Ronaldinho Gaúcho entrou na jogada, o ex atleta foi garoto propaganda da Buser em uma campanha recente que fez muito sucesso na TV e na Internet, e tem até o sósia do Snoop Dogg.

Veja.

Neste mês, a startup anunciou um investimento de até R$ 100M no estado de Minas, uma contrapartida para o decreto assinado por Romeu Zema que altera as regras do transporte rodoviário por fretamento.

O modelo de negócios do Buser é o seguinte: Um grupo de viagem é criado por meio da plataforma, quanto mais pessoas entrarem nesse grupo, maiores são as chances dessa viagem ser confirmada e mais barato a sua passagem fica.

A startup está ameaçando o controle das grandes empresas de transporte rodoviário que sempre dominaram o mercado.

Por outro lado, as companhias rodoviárias alegam que o Buser não seguem as regras obrigatórias como gratuidade para idosos e que o seu modelo só existe para operar trechos de alta demanda, resumindo, eles alegam que comem o filé mignon dos bons trechos, mas também ficam com o osso dos trechos de baixa demanda, enquanto o Buser só fica com a parte nobre.

Por exemplo, na pandemia, os aplicativos tipo Buser pararam 100% sua operação, enquanto algumas empresas de ônibus foram obrigadas a manter a operação, mesmo com 1, 2 ou 3 pessoas dentro de um ônibus, claramente em uma operação deficitária.

Outro grande desafio do Buser, vai ser conseguir se diferenciar dos diversos competidores que surgem mensalmente, copiando seu modelo de negócios: Águia Flex (do grupo capixaba Águia Branca), Wemobi (do grupo JCA), XBus, ClickBusX e 4Bus.

E devem aparecer mais alguns ao longo deste ano.

Vem briga boa pela frente. 

Categoria: mobilidade terrestre

15 – Localiza

Já imagino o que você deve estar pensando: “o que uma empresa de locação de carros com mais de 40 anos está fazendo em uma lista de empresas de tecnologia?”.

Bom, para te atualizar, a Localiza, companhia líder em locação de veículos no Brasil com R$ 54B em valor de mercado (e deve aumentar, se for aprovado a junção com a Unidas) possui quase 700 pessoas no seu time de tecnologia, e está contratando outras centenas para executar seu plano de transformação digital.

Em 2021, a empresa deve amadurecer sua oferta de assinatura mensal de carro, através do Localiza MEOO, e brigar com todas as mobility techs de locação de carros que surgiram nos últimos anos: Turbi, BeepBeep, Vai.car, Kovi (especializada em aluguel para motoristas de aplicativos), e Moobie e também com outras grandes como Porto Seguro, e as próprias montadoras, como a Renault e Fiat, que estão entrando no mercado de locação também.

Até o Itaú está se atrevendo a entrar neste mercado.

Em resumo, está todo mundo querendo roubar uma fatia do mercado da Localiza, e para se manter no topo a Localiza vai ter que se reinventar, natural, para uma empresa com mais de 40 anos.

A grande vantagem da Localiza ainda é sua frota e sua distribuição, mas se executar bem seu processo de digitalização, ela conseguirá expandir ainda mais sua competitividade e impedir que novos insurgentes apareçam.

Recentemente, a companhia mineira lançou até um podcast sobre inovação, na busca do protagonismo no ecossistema de inovação e mobilidade, algo que a Lufthansa faz muito bem na Europa, a propósito.

Vale a pena ficar de olho e acompanhar o que a Localiza vai fazer em 2021, ela tem a oportunidade de ser para o mercado de mobilidade o que a Magazine Luiza fez no segmento de varejo.

Categoria: locação de veículos

Marcelo Linhares
Autor: Marcelo Linhares

Marcelo Linhares é um dos fundadores da Onfly, possui mais de 10 anos de experiência em marketing digital e varejo omnichannel, nos últimos 2 anos estudou o mercado de viagens e percebeu que as agências tradicionais trabalhavam da mesma forma há 20 anos, e resolveu criar a Onfly para transformar este mercado. Ele está sempre disponível no e-mail marcelo@onfly.com.br

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